Publicado em: 10/04/2017 17h17 - Atualizado em 17/04/2017 16h15

Moradores relatam problema com terreno

Sujeira acumulada em área do Jardim João Pioli incomoda moradores do entorno há anos

Anieli Barboni
Os moradores dos bairros Jardim Morada do Sol e João Pioli estão com problemas com um terreno baldio que fica entre os dois bairros, próximo à Emeb Professora Maria Ignêz Pinezzi. O terreno não tem muro ou cerca e serve de depósito de lixo, como tênis, televisores, madeira, peças de carro, restos de comida, entre outros objetos.
Helena Oliva Peron, de 57 anos é moradora da Rua Aristóteles Pereira dos Santos, na rua do terreno, no Jardim Morada do Sol, e relata que o problema persiste há, pelo menos, 18 anos e para se livrar das más condições, o jeito será mudar de sua casa. "Nós vamos sair daqui porque está sem condições de morar nesta rua. Pagamos o imposto caro, em dia e não temos uma morada digna. Tem muito lixo neste terreno e fede à carniça", conta. "Vem carros e caminhão de longe para deixar o lixo ali; além disso, nós sofremos com a fumaça. Hoje mesmo, eu estava lavando o chão e a água saía preta porque sempre colocam fogo nos entulhos. É uma cinza e fumaça que nos sufoca".
Os vizinhos já reclamaram e o problema não teve solução. "O pessoal da Prefeitura, tem vezes que passa meses sem vir limpar o terreno e, quando vem, deixa o lixo e entulho amontoados e demoram para retirar. Além disso, tem algumas pessoas que vão e jogam o lixo no terreno, ao invés de colocar no monte que a Prefeitura fez para retirar depois", diz. "Quando a Prefeitura faz a parte dela, o povo não colabora", acrescenta. "Também sofremos com a poeira, jogam até cachorro e demais animais mortos neste terreno".
A moradora ainda se recorda de uma época em que cercaram a área com arame farpado, mas a população quebrou toda a proteção. "Estou aqui há 18 anos e está assim sempre, um depósito de lixo. Pedimos para colocar muro ou cercar, mas nos informaram que uma parte do terreno é da escola, então pedimos para passar o muro nesta parte; e já nos informaram que iam asfaltar onde os pedestres passam, e até hoje nada".
A dona de casa Maria Batista da Silva, de 56 anos, por sua vez, mora na Rua Carlos Romão, no João Pioli, e também reclama do mesmo terreno, que fica próximo de sua casa. "Faz 20 anos que moro aqui e há 20 anos que este terreno com lixo está aí. Só limpam na época da política e sempre dizem que vão dar um jeito, mas, depois, não resolvem. Eu não acredito mais", dispara. "Lixo ali é de monte, às vezes a Prefeitura limpa, mas jogam de novo, sem contar a poeira e o mato", afirma. "Nunca foi feito nada, às vezes passamos pela a estrada que corta o terreno, mas é arriscado porque a situação em que vivemos de violência está perigoso".
A Tribuna questionou a Administração sobre a situação do terreno. A Fiscalização respondeu, por meio de sua assessoria de comunicação, que o proprietário foi notificado para efetuar a limpeza interna do terreno. "Quanto ao entorno da escola, a Secretaria de Urbanismo e do Meio Ambiente realiza limpeza com frequência, mas infelizmente as pessoas não respeitam e continuam jogando lixo. A Prefeitura está com um projeto para implantação de um ecoponto de transbordo, como anunciado".
Terreno localizado entre os bairros João Pioli e Jardim Morada do Sol é alvo de reclamações há anos Terreno localizado entre os bairros João Pioli e Jardim Morada do Sol é alvo de reclamações há anos (Crédito: Werner Munchow)
Terreno virou depósito para lixo e entulho e ainda é passagem de muitos pedestres Terreno virou depósito para lixo e entulho e ainda é passagem de muitos pedestres (Crédito: Werner Münchow)

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