Publicado em: 11/05/2017 11h35 - Atualizado em 17/05/2017 11h28

Modelo de carteira de habilitação com QR Code passa a valer em maio

Condutores com documento em dia irão receber o atual apenas na renovação

Adriana Brumer Lourencini
Divulgação QR Code está inserido na parte interna do documento e pode ser lido pelo smartphone
A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) acaba de ganhar mais um item de segurança: trata-se do QR Code, tecnologia que permite que os dados dos motoristas sejam acessados por meio de leitura digital. A medida passou a valer no dia 1º de maio e abrange todo o território nacional.
A divulgação das funcionalidades foi feita na última terça-feira, dia 9, pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), vinculado ao Ministério das Cidades. O principal objetivo do QR Code é evitar falsificações e fraudes na CNH. O novo código está inserido na parte interna do documento, e pode ser lido pela câmera do smartphone, ou no aplicativo (App) Lince, desenvolvido pelo Serpro (empresa de tecnologia do governo), e disponível para download nas lojas de Apps.
Segundo o órgão federal, a leitura do código dará acesso ao seu banco de dados, onde existirá uma versão digital da CNH, com informações biográficas e a foto do titular do documento. Elmer Vicenzi, diretor do Denatran, declarou que este tipo de item de segurança não se restringe ao documento de trânsito. "A implementação permite que todos possam conferir a foto e qualquer setor da sociedade terá acesso, seja em relações civis ou empresariais", disse. Conforme o diretor, todas as CNHs produzidas a partir de maio já virão com a inovação e no prazo de cinco anos, 100% dos motoristas estarão com o novo documento. Ele acrescentou que, anteriormente, a verificação utilizava somente os dados biográficos constantes na CNH. "Contudo, a foto poderia ou não ser do titular, o que configurava fraude", salientou.
Mudanças
A alteração divulgada pelo Contran este mês complementa as mudanças aplicadas na CNH já no início deste ano. Entre as alterações efetuadas estão mudanças na cor, layout e a inclusão de outros itens de segurança como os holográficos, marcas d'água e dois números de identificação do motorista, sendo um estadual e outro nacional.
A facilidade está no sistema eletrônico do Serpro, que permite o acesso às informações do Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) somente com a leitura do código, sem ter de digitar os dados. Ao ler o código bidimensional, a pessoa poderá acessar as informações do motorista, a foto e os números de identificação. O Serpro destaca ainda que, em fase posterior, os dados do veículo e as infrações cometidas pelo condutor também poderão ser disponibilizadas.
Em relação a custos, o Denatran divulgou que não haverá cobrança de taxas adicionais por conta da nova tecnologia. Porém, os departamentos de trânsito regionais poderão fazer cobranças, determinadas por cada Estado. "A taxa de emissão da CNH é estadual e pertence à autonomia do Estado, que é responsável por regulamentar o valor", conclui Vicenzi.
Prazo
Conforme a assessoria do Detran-SP, os condutores que possuem CNH dentro do prazo regular não necessitam trocar pelo novo modelo com QR Code. Apenas os que estão com o documento vencido, ao renovarem irão receber a carteira no novo modelo.
A taxa para adquirir a CNH é de R$ 41,37, caso o motorista prefira retirar o documento no posto do Poupatempo/Detran. Se preferir, pode receber em casa, com custo adicional de R$ 11 (tarifa de postagem).
A renovação da CNH deve ser feita a cada cinco anos, conforme legislação, para condutores de até 64 anos de idade. A partir dos 65 anos, os motoristas devem renovar o documento a cada três anos. O tempo pode ser menor, de acordo com recomendação médica.
Todos os tutoriais sobre a CNH (e outros assuntos) estão detalhados no site www.detran.sp.gov.br. Informações também podem ser obtidas pelos telefones 0300 101 3333 (SP interior) ou (11) 3322-3333 (Capital e municípios com DDD 11). Atendimento é de segunda à sexta, das 7h às 19h, e aos sábados, das 7h às 13h.

Contas de luz recebem código de segurança

Divulgação A CPFL oferece orientações para os clientes que estão em dúvida quanto à autenticidade da conta
Esta semana, uma mensagem passou a circular no WhatsApp, dizendo que alguns consumidores estariam recebendo contas de luz falsas. Na imagem compartilhada, o documento trazia, na borda superior direita, um QR Code, que seria o motivo da suposta falsificação.
Questionada, a CPFL respondeu à reportagem que tudo não passa de um engano, visto que as sete distribuidoras do Grupo CPFL em São Paulo também implantaram um novo sistema de informações na fatura de energia e demais correspondências corporativas.
Trata-se do QR Code com formato AZTEC, uma tarja quadrada impressa do lado externo da conta e que funciona como um código de barras. Segundo a concessionária, o QR Code auxilia na gestão de entrega das contas de energia elétrica pelas concessionárias, e as informações presentes no código são as mesmas que existem impressas externamente e não revela dados pessoais do cliente. A mudança foi aplicada nas contas impressas desde abril.
A assessoria afirmou ainda que as distribuidoras da CPFL Energia não registraram casos significativos de falsificação de faturas de energia em sua área de concessão. Mesmo assim, o cliente que estiver desconfiado de que a fatura não seja original pode seguir algumas orientações para não cair em um golpe de estelionato.
Em caso de conta suspeita, acesse o site www.cpfl.com.br, realize nova impressão ou a solicitação de envio da segunda via e efetue o pagamento da fatura com o código de barras recém-emitido. Importante informar que neste caso (segunda via pela Internet), o QR Code não será impresso, pois trata de ferramenta para a logística de entrega, que não é esse caso.
Os pagamentos referentes ao serviço de fornecimento de energia elétrica são realizados exclusivamente via conta de energia. Sendo assim, não há outra forma de cobrança, como depósitos/transferências ou pagamento em dinheiro durante ou após atendimento, não importa qual seja o motivo.
Em situações suspeitas, a CPFL orienta o cliente não prosseguir com o atendimento telefônico ou presencial. É essencial que o cliente entre em contato com a central de relacionamento da empresa para esclarecer se há algum serviço agendado. Caso o cliente sinta-se lesado, a CPFL recomenda o imediato registro de um Boletim de Ocorrência, a fim de que o caso seja apurado pelos órgãos competentes.

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