Publicado em: 12/05/2017 16h38 - Atualizado em 17/05/2017 11h22

Usuários reclamam de condições das ambulâncias

Pouca quantidade e falta de adesivos em alguns carros são alvos de críticas

Adriana Brumer Lourencini
Werner Münchow Em 2016, quatro novos veículos foram adquiridos com o objetivo de melhorar a qualidade dos transportes na cidade
A Tribuna tem recebido questionamentos a respeito das ambulâncias, principalmente no que se refere à quantidade de veículos e à falta de adesivos nos carros.
Um dos usuários, que prefere não ter o nome divulgado, disse que conhece alguns condutores. "Alguns deles reclamam da falta de profissionais habilitados para dirigir ambulância. Recentemente, um condutor me falou que são apenas oito para trabalhar de dia e de noite; os outros são motoristas de vans", declara.
Sobre os adesivos, o denunciante comenta que pode ser falta de verba. "Ouvi eles dizerem que falta dinheiro para adesivar os veículos. Além disso, um colega que é motorista falou que a coordenação do serviço também é motivo de queixa por parte dos trabalhadores", revela.
Em resposta aos questionamentos, a assessoria da Secretaria da Saúde disse que atualmente há somente quatro veículos em manutenção, sendo duas ambulâncias e dois carros. A previsão de conclusão dos serviços é de três meses, devido a processo licitatório.
Ao todo são 37 veículos disponíveis na cidade, que incluem oito ambulâncias de grande porte e uma pequena; dois ônibus; oito vans; 18 carros baixos e um para transporte de material.
Referente aos adesivos, a Pasta ressaltou que estavam faltando somente em duas ambulâncias que foram adquiridas no final de abril. O prefeito Nilson Gaspar (PMDB) visitou a redação da Tribuna e complementou dizendo que os adesivos foram aplicados semana passada. "Estamos com oito ambulâncias em operação, fora os veículos que transportam pacientes, inclusive, para outros municípios", reforçou.
Sobre isso, a Saúde também esclarece que os condutores seguem agendamento, conforme a demanda; já o transporte de pacientes é feito para: Unicamp, PUC (Hospital Celso Pierro), Centro Infantil Boldrini, Instituto do Radium, Clínica Raskin, Santa Casa de Limeira, Hospital Estadual de Sumaré, Hospital Sanatório Ismael, Clínica de Psiquiatria Palmeiras de Americana, Hospital São Francisco de Bragança Paulista, Clínica Thompson de Atibaia e outros.
Dados da Prefeitura apontam que, em 2016, foram realizados 91.559 transportes de pacientes; e quatro novos veículos foram adquiridos com o objetivo de melhorar a qualidade do serviço.

Sindicato pede regulamentação da profissão

No início de abril, os condutores de ambulância pleitearam junto à Câmara alguns direitos da categoria que, de acordo com eles, não são cumpridos em boa parte das cidades. "Existe uma lei que reconhece a profissão, mas as regras não têm sido seguidas pela administração pública", comentou Alex Douglas, presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de São Paulo (Sindconam-SP).
Segundo Alessandro Silvestre da Cunha, representante do Sindconam em Indaiatuba, o anseio dos profissionais é a organização dos setores de trabalho. "A lei 12.998/14 passou a vigorar em 2015, porém, até o momento nossa profissão não foi regulamentada. Um condutor de ambulância não é um simples motorista - ele deve ter o 2º grau completo e o curso de Urgência e Emergência, que passou a ter mais 20 horas de duração", explicou à ocasião.
Entre as irregularidades normalmente praticadas nos municípios, em relação à atividade dos condutores de ambulância, a liderança sindical aponta a exigência do acompanhamento de uma equipe de enfermagem. Em janeiro de 2017, a diretoria do Sindicato começou a discutir o projeto de lei (PL) que regulamenta a profissão de condutor de ambulância no Estado O projeto também pretende criar um piso salarial para o condutor de ambulância paulista. O PL 78/2017 foi protocolado no início de março e aguarda aprovação.

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