Publicado em: 09/06/2017 16h00 - Atualizado em 13/06/2017 10h35

Indaiatuba tem quatro mortes confirmadas por gripe H3N2

Outros cinco pacientes tiveram alta e oito casos são investigados

Adriana Brumer Lourencini
Pixabay Apesar dos registros, vacinação do público em geral segue sem data definida na cidade
No final da tarde da última quinta-feira, o município foi surpreendido com a notícia de quatro mortes por H3N2. De acordo com a Secretaria de Saúde, nove pacientes foram confirmados com influenza A sazonal, sendo que cinco tiveram alta.
Entre as vítimas, havia três mulheres, de 27, 78 anos e 86 anos. A mais jovem, falecida no dia 1º de março, era portadora de diabetes; a septuagenária, que morreu no dia 24 de maio, apresentava quadro de insuficiência arterial crônica, hipertensão e doença pulmonar; a mais velha, que veio a óbito em 26 de maio, tinha doença pulmonar e era cardiopata. O quarto era do sexo masculino, tinha 77 anos e também sofria de hipertensão. Dessa forma, todos integravam o grupo de risco.
A Pasta confirmou também que há mais oito casos de gripe aguardando resultados. Em relação às medidas preventivas para a doença, é indicado o isolamento social assim que a pessoa perceber sinais e sintomas sugestivos da influenza. Além disso, são sugeridas boas práticas de etiqueta respiratória e a higiene pessoal e do ambiente, que colaboram na redução da transmissão do vírus e na proteção coletiva.
Campanha
A campanha de imunização contra a gripe terminou na última sexta, dia 9. No início desta semana, o Ministério da Saúde divulgou uma nota informando que as doses deveriam ser estendidas a toda população, a partir de 5 de junho.
Todavia, a prefeitura reforçou que continuaria seguindo de forma rigorosa as recomendações da Divisão de Imunização da Secretaria de Estado, inclusive com a vacinação intensiva dos grupos de risco. Até o dia 8 de junho, 46.681 pessoas haviam recebido a dose da vacina em Indaiatuba.
Questionada sobre a distribuição das doses da vacina ao restante da população, a Saúde não pode responder, pois alegou não ter recebido qualquer informe do governo paulista. A assessoria da Pasta acrescentou também que, até o momento, o município não recebeu novos lotes da imunização.
Proteção
Em 2017, a vacina foi desenvolvida para proteger contra as gripes A (H1N1/H3N2) e B. A campanha deve ser anual, pois há mudanças nos tipos de vírus em circulação. As doses são enviadas aos Estados pelo Ministério da Saúde.
Antes de se imunizarem, as pessoas que estão com enfermidades graves ou febre devem aguardar melhora no quadro de saúde. O público-alvo da vacina inclui crianças de seis meses a cinco anos incompletos, gestantes e mulheres que passaram por parto há menos de 45 dias, idosos, professores e profissionais de saúde.

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