Publicado em: 30/06/2017 16h39 - Atualizado em 05/07/2017 10h35

Policiais Civis presos em 2016 serão interrogados em julho

Glauco Verdu, Renato Cruz e Wagner Lima estão sendo investigados por associação ao tráfico, contrabando de cigarros e corrupção policial.

Da Redação
Arquivo Tribuna Operação nas casas dos envolvidos aconteceu no início de agosto de 2016
Depois de quase um ano da prisão dos investigadores da Polícia Civil, Glauco Verdu, Renato Cruz e Wagner Lima, finalmente foi agendada para o dia 31 de julho o interrogatório dos acusados, que será na 3ª Delegacia de Polícia de Campinas. Eles estão sendo investigados por associação ao tráfico, contrabando de cigarros e corrupção policial.
Os três investigadores, que faziam parte do Setor de Investigação Geral (SIG), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por suposto envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Eles estão recolhidos no Presídio da Pepis, na Capital Paulista, que abriga apenas policiais civis, desde o dia 12 de agosto do ano passado.
Após os interrogatórios, os três investigadores retornam ao presídio. De acordo com a Corregedoria de Campinas, existem outras investigações não concluídas e pode ser que existam outros nomes de policiais da cidade envolvidos no crime.
A operação sigilosa abalou a cúpula da Polícia Civil e da própria imprensa, que pela primeira vez presenciou busca e apreensão no prédio da Delegacia Central e posteriormente os três investigadores conduzidos algemados para Campinas. Pelo fato dos investigadores estarem presos preventivamente, sem decurso do prazo processual, somente agora ficaram designados seus interrogatórios para o dia 31 de julho, em Campinas. No entanto, no dia 7 de julho, através de Carta Precatória, serão ouvidas as testemunhas de defesa dos investigadores, pelo fato de todas elas residirem em Indaiatuba. Após essa fase, o processo começa a correr normalmente. Em caso de condenação, os três investigadores, além de serem exonerados dos cargos, permanecerão recolhidos em presídio especial na capital paulista.

Suspeitos foram presos em agosto

Nas primeiras horas da manhã do dia 12 de agosto do ano passado, uma operação conjunta foi realizada na Delegacia Central, com a participação do Gaeco, conjuntamente com a Polícia Civil local e da 2ª Corregedoria da Polícia Civil de Campinas, que cumpriram busca e apreensão de três investigadores da policia civil local, o investigador-
chefe Glauco Cesar e seus subordinados Renato Cruz e Wagner Lima.
Em entrevista coletiva à imprensa, realizada em Campinas, o delegado-titular da 2ª Corregedoria da Polícia Civil de Campinas, Sander Malaspina, afirmou que o processo de investigação começou no início do ano de 2016 por meio de escutas telefônicas. "Nas escutas, alguns membros da facção criminosa PCC -
Primeiro Comando da Capital, se relacionavam com policiais civis de Indaiatuba. Por isso existe essa investigação do suposto envolvimento do PCC com os policiais civis", enfatizou Malaspina.
Durante a operação, em agosto do ano passado, o chefe de investigação da Polícia Civil local, Glauco Cesar Verdu, foi preso em sua residência, em um condomínio de alto padrão em Campinas. Já o investigador Renato Cardoso Cruz, foi encontrado em sua residência em Indaiatuba. A terceira prisão aconteceu no litoral paulista, onde o investigador Wagner Lima, passava férias.
Os três policiais, que estavam sendo investigados desde o começo do ano de 2016, foram levados para um presidio especial em São Paulo.
Durante a operação do Gaeco foram encontrados
R$ 17 mil em uma das casas em Campinas, R$ 2 mil em outra residência e R$ 7 mil dentro de um armário no Setor Administrativo da Delegacia Central, sendo também apreendidos celulares e computadores. Na residência do investigador-chefe, Glauco Ce-
sar Verdu, foram apreendidas quatro armas irregulares, e por isso ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de armas em sua residência.
Durante a coletiva à imprensa naquela época, José Claudio Tadeu Baglio, promotor de Justiça do Gaeco, citou a importância de se ter instrumentos legais que de fato contribuam para o combate da corrupção entre servidores públicos. "Os servidores públicos são pagos para efetivamente servirem e não se servirem do poder público. As leis estão sendo discutidas amplamente no Congresso Nacional e agora me parece que está sendo trazido para a discussão na sociedade. Precisamos ter leis que possibilitam a responsabilidade de agentes públicos que não tenham como justificar um patrimônio que se mostra incompatível com seu nível de vencimento. Isso é básico", enfatizou o promotor do Gaeco.

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