Publicado em: 04/08/2017 16h02 - Atualizado em 07/08/2017 09h38

Aedes transgênicos poderão ser soltos em vários bairros

Objetivo é o de reduzir a população selvagem do mosquito

Luciano Rodrigues
Arquivo RIC/PMI População deve continuar com a limpeza e manutenção de residências e empresas
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança ( CTNBio) aprovou, na manhã desta quinta-feira, um pedido da Oxitec do Brasil para a liberação planejada  de cepas do mosquito Aedes aegypti OX5034 no meio ambiente. A nova linhagem do inseto poderá ser solto em alguns bairros de Indaiatuba.
A reportagem da Tribuna entrou em contato com a assessoria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para saber mais sobre o aval. De acordo com eles, a Oxitec escolheu Indaiatuba por estar mais próxima a Campinas, onde se localiza a sede da empresa. Quanto à soltura dos mosquitos, o Ministério alertou que só será realizada depois que a autorização for publicada no Diário Oficial.
Os insetos que poderão ser soltos no município fazem parte de uma nova linhagem geneticamente modificada, e o objetivo da experiência é reduzir a população selvagem do Aedes, que é o transmissor do vírus causador da dengue, Zika e Chickungunya. Pronta para ser testada em campo, esta nova linhagem tem como novidade a inserção de um gene defeituoso que será transmitido à prole e será fatal para as fêmeas, que terão morte prematura ainda na fase larval. Ou seja, elas estão marcadas para morrer depois da eclosão dos ovos, que é a fase aquática do ciclo de vida do mosquito, quando ainda não se transformou em inseto com asas.
Cecília Cosmo, coordenadora de suporte cientifico da Oxitec, empresa responsável pela soltura do inseto no meio ambiente, explica que permitir que apenas os machos cheguem à fase adulta é uma inovação, uma evolução. "É o aperfeiçoamento da linhagem anterior, que vai viabilizar um controle mais rápido, usando menos mosquitos transgênicos. Isso vai possibilitar, futuramente, que a gente consiga diminuir a quantidade de mosquitos que serão soltos para copular e transmitir para a sua prole o gene defeituoso que causará a morte do inseto antes da fase adulta", esclarece.
Ela afirma ainda que é importante ressaltar os cuidados que a população deve continuar tendo em relação ao combate do mosquito. "Todos os nossos resultados estão acima de 90% de eficácia, mas ainda não existe nenhuma tecnologia que combata 100% o mosquito; por isso, a população precisa continuar atendendo os agentes de saúde e fazendo a higienização de seus quintais, ou seja, fazendo a sua parte", indica.
Sobre Indaiatuba ter sido escolhida para receber a nova linhagem de insetos, o gerente de negócios, Cláudio Fernandes, disse à Tribuna que já estava em conversação com a prefeitura e que o principal motivo é que o município possui uma estrutura robusta quando o assunto é o combate ao Aedes.
"A Secretaria de Saúde é bastante atuante, e as campanhas realizadas pelas equipes da Vigilância sempre dão ótimos resultados e são bem positivas. A população ainda recebe bem e se engaja, o que é um facilitador para todos", frisa.
Sobre a data de soltura dos insetos, o gerente da Oxitec disse que ainda não tem previsão, pois uma série de tramites precisam ser feitos antes que a soltura aconteça, entre elas manter a população informada sobre as ações que serão realizadas.
Controle
A assessoria de comunicação da prefeitura disse que o Programa de Controle da Dengue, vinculado à Saúde, desde 2016 está verificando a viabilidade de aplicação dos mosquitos Aedes Aegypti geneticamente modificados no município, em projeto experimental. No entanto, a iniciativa ainda está em análise e não há previsão para a implantação.
No momento as equipes do Controle da Dengue estão desenvolvendo a ação de casa a casa, no Jardim Morada do Sol, a qual consiste na visita aos imóveis, com orientações e estímulos a adotar os cuidados necessários. Vale ressaltar que as ações de controle da dengue são contínuas e acontecem durante todo o ano. De janeiro a julho deste ano, foram registrados 72 casos autóctones e 8 casos adquiridos fora do município.

COMO FAZER

Ingredientes:
- 400 ml de álcool de cereais;
- 200 g de Cravo-da-índia;
- 150 ml de óleo de coco prensado a frio (se não tiver óleo de coco, pode ser qualquer outro óleo prensado a frio);
- 30 gotas de óleo essencial de citronela (muito importante que seja óleo essencial e não essência).
Preparo:
Deixar o Cravo-da-Índia no álcool de cereais por um período de quatro dias. Agite o conteúdo duas vezes por dia (tintura). Coar o cravo com uma peneira fina; misturar 30 gotas de óleo essencial de citronela em 200 ml de óleo de côco. Depois, misturar os óleos (coco e citronela) com a tintura de cravo e diluir a mistura em 600 ml de água.
Para usar o repelente natural, basta agitar a mistura eespalhar sobre a pele. Sugerimos que coloque em um frasco com tampa do tipo spray para facilitar a aplicação. A frequência da aplicação varia de um lugar para o outro. Reaplicar conforme a necessidade.

Empresa divulga repelente natural contra picadas

A equipe do Estação Floresta preparou uma receita natural que funciona como um repelente contra picadas de mosquitos, borrachudos, pernilongos e outros insetos. A alternativa busca evitar possíveis problemas relacionados ao uso de repelentes químicos sintéticos (encontrados em farmácias e supermercados) como: alergias e intoxicação da pele, e contaminação das águas, causada indiretamente pelo descarte do produto na natureza.
Segundo a empresa, por ser 100% natural o repelente é indicado para pessoas de qualquer idade, com maior sensibilidade; além disso, a fórmula favorece a sustentabilidade.

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