Publicado em: 04/08/2017 19h22 - Atualizado em 07/08/2017 09h27

Quatro assaltantes são mortos em roubo a banco

Ação resultou em tiroteio no Morada do Sol e Colinas I contra Guarda, PM e Polícia Civil de São Paulo

Anieli Barboni
Quatro pessoas morreram e quatro foram presas na quarta-feira, dia 2, após o assalto contra a agência do Bradesco localizada na Avenida Ário Barnabé, no Jardim Morada do Sol. A quadrilha que praticou o crime é da Zona Sul de São Paulo. Na ação, aconteceu troca de tiros, quatro bandidos morreram em uma chácara no Colinas I, quatro foram presos, dois fugiram e três policiais ficaram feridos.
A ocorrência aconteceu por volta das 4 horas da manhã. Segundo informações da polícia, tudo começou quando a viatura da Guarda Civil foi alvejada pelos bandidos durante o patrulhamento. Os bandidos que atiraram estariam dando cobertura ao assalto. A quadrilha abriu um caixa eletrônico com maçarico e o dinheiro foi subtraído. Em outro equipamento foram colocados explosivos, mas não chegaram a serem acionados. Posteriormente, os policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) retiraram o dinamite, que foi detonado em uma área do Parque Campo Bonito. O valor levado do banco não foi divulgado.
Ainda na Avenida Ário Barnabé, o ladrões trocaram tiros com os guardas civis e policiais militares que prestavam apoio na ocorrência. O tiroteio durou cerca de 20 minutos. No local, dois guardas, Miranda e David Lima, foram atingidos pelos tiros de fuzil calibre 7,62. Miranda foi atingido no colete à prova de balas e no glúteo, e passou por cirurgia para retirada do projétil. O segundo guarda também foi atingido no colete e teve ferimentos leves.
Os bandidos usavam uma motocicleta, um Corola e um Fiat Strada na ação. Durante a troca de tiros, dois veículos que estavam estacionados na via paralela foram atingidos.
Na fuga, os assaltantes se dirigiram para uma chácara no bairro Colinas I, que era usada como ponto de encontro. Lá, a quadrilha se depararam com o GER (Grupo Especial de Reação da Polícia Civil do Estado de São Paulo), que estava na região e investigava a ação do bando, sob o comando do delegado titular Ítalo Zácaro Neto.
Na tentativa de se livrar dos policiais, três bandidos fugiram com o carro Logan prata de uma família que mora no Colinas I. "Levamos um susto, pensamos que era rojão. Meu marido abriu a janela e quando fechou os bandidos apareceram. Ficamos com as luzes apagadas e deitados no chão. Eles levaram o carro e na fuga arrombaram meu portão", conta a moradora Simone Santos. Outros dois bandidos fizeram duas mulheres e um bebê reféns, por cerca de duas horas. O GER negociou a soltura e eles se renderam, sem ferimentos.
Na outra chácara em que a quadrilha estava, também aconteceu uma troca de tiros que resultou na morte de quatro bandidos, são eles Willian Morais Souza Silva, 22 anos; Reinaldo Oliveira Cunha, vulgo Cachorro, 42; Samuel Kuss da Costa, 37; e Emerson Alberto Alves, que não teve sua idade identificada. Ainda na troca de tiros, o investigador do GER, Luiz Alexandre, recebeu um tiro de raspão na orelha, foi medicado e ficou bem.
Policiais preservaram o local do crime contra o banco onde aconteceu o primeiro tiroteio Policiais preservaram o local do crime contra o banco onde aconteceu o primeiro tiroteio (Crédito: Werner Munchow)
Quadrilha fez uma família refém e tinha uma chácara no Colinas I que usavam para o crime Quadrilha fez uma família refém e tinha uma chácara no Colinas I que usavam para o crime (Crédito: Werner Munchow)

Quadrilha é investigada por roubo no Ciaei, Pão de Açúcar e cidades da região

Os individuos que fizeram a família refém foram presos, são eles: Odair José Brandão, 34 anos, e Evandro Gomes de Oliveira, 27. Também foi preso o casal proprietário da chácara onde a quadrilha estava, Adriana Guilhermeti, 42 anos, e José Ricardo de Almeira, 50. Segundo o delegado Danilo Amâncio Leme, os quatro acusados responderão pelos crimes de organização criminosa, latrocínio tentado, resistência, porte ilegal de armas e explosivo.
De acordo com o delegado da 2ª Delegacia de Crimes Contra Patrimônio, Ítalo Zacaro Neto, a quadrilha já tinha agido na cidade, nas explosões dos caixas eletrônicos do Ciaei, em julho de 2015, e do Pão de Açúcar, em abril de 2016. Eles também explodiram caixas eletrônicos na cidade de São Roque, Morungaba, onde dois bandidos também foram mortos, e em Aguaí. Em Indaiatuba, a quadrilha já teve como sede uma casa na Vila Maria Helena e no Jardim Monte Verde.
"Faz três meses que estávamos investigando, sabíamos que eles estavam na região e tínhamos a identificação de um veículo que eles usariam no crime. Identificamos que o veículo já estava na ação, a equipe pediu apoio, conseguiu acompanhar à distância, viu onde eles tinham entrado, fizemos um cerco e invadimos a chácara", acrescenta Fábio Sanches Sandri, delegado de polícia do Deic de São Paulo. "Eles estavam bem armados, com muita munição, foi intensa a troca de tiros. Foram apreendidos armamentos como fuzis 1.30 e 7.62 e pistolas, mas estamos preparados com equipamentos a altura para reagir e enfrentarmos, isso eles não contavam. Além disso, duas pessoas presas na residência, que são donos do imóvel, estavam dando a logística para a quadrilha agir", afirma o delegado.
Também participaram da ocorrência a Polícia Militar de Indaiatuba e do 47º Batalhão da PM de Campinas.

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