Publicado em: 28/09/2017 16h54 - Atualizado em 04/10/2017 15h02

Cidade terá teste de HPV a partir de outubro

Exames gratuitos pelo SUS vão abranger as mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos

Da Redação
Werner Münchow Indaiatuba será pioneira nos testes, resultado da parceria entre o poder público, a Unicamp e o laboratório Roche
Indaiatuba passará a contar com teste de DNA de HPV por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O exame permite a detecção do vírus papilomavírus humano no colo do útero, causador deste tipo de câncer, antes mesmo que a mulher desenvolva a doença. A novidade é fruto da parceria entre a Prefeitura, a Universidade de Campinas (Unicamp) e o laboratório Roche. O município é pioneiro no teste, que irá substituir o tradicional Papanicolau, exame ginecológico que detecta lesões no colo do útero.
"O exame é capaz de detectar o vírus antes que ele comece a causar lesões no útero, o que irá possibilitar importante redução nos casos de câncer e, assim, o município se tornará referência para o Brasil, inclusive para o Ministério da Saúde, que futuramente poderá adotar o procedimento na rede pública para mulheres de todo o Brasil", comentou o pesquisador da Unicamp, dr. Luiz Carlos Zeferino.
O teste de HPV já é tendência mundial, conforme apontou o médico ginecologista e um dos coordenadores do programa, dr. Júlio César Teixeira. "O exame começou a ser realizado nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, como Austrália e Holanda. Até então, no Brasil, era feito apenas em clínicas privadas para esclarecer alterações duvidosas no exame convencional, pois tem um custo mais alto. Nosso maior desafio é organizar o sistema de controle das mulheres rastreadas e, com o novo programa em Indaiatuba, poderemos avaliar e demonstrar a relação custo/benefício da aplicação deste novo método no SUS", explicou.
O novo programa, denominado Preventivo (Programa Indaiatubano de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero com teste de HPV), será aplicado no município a partir do dia 2 de outubro, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), em mulheres assistidas pelo SUS, na faixa etária dos 25 aos 64 anos. A previsão é de que sejam feitos entre 30 a 40 mil testes.
A coleta do material para a realização do exame é feita pelo médico ginecologista em consultório (o mesmo procedimento de coleta do Papanicolau), e o resultado sai em aproximadamente 20 dias. Se o resultado for negativo, a mulher deverá fazer novo exame somente depois de cinco anos - diferente da citologia convencional, que após resultados negativos em dois anos seguidos, deve ser realizada novamente após três anos.
Rastreamento
O estudo, que será aplicado pelos próximos cinco anos em Indaiatuba, está sendo coordenado por Zeferino e Teixeira, médicos ginecologistas e pesquisadores da Unicamp. Eles elaboraram o projeto há alguns anos e encontraram na Roche Diagnóstica um apoiador que permitiu a implantação da ação. A empresa disponibilizou equipamentos automatizados, insumos e recursos para aprimorar o sistema de rastreamento e possibilitar a avaliação da viabilidade econômica da implementação deste tipo de rastreio no SUS.
"Com este apoio, reforçamos o compromisso da Roche com a saúde dos brasileiros. Trabalhamos constantemente ao lado dos profissionais de saúde, hospitais e governos para ampliar o acesso da população às soluções inovadoras da companhia que trazem segurança, rapidez e eficiência às análises clínicas auxiliando as tomadas de decisões médicas para melhorar a vida das pessoas", comentou Henrique Vailati, diretor de Recursos Humanos e Comunicação da Roche Diagnóstica Brasil.
O dr. Teixeira citou ainda a importância da escolha de Indaiatuba para implementação do programa. "Pesquisamos muitas cidades e observamos que Indaiatuba possui uma rede de atenção à saúde bem organizada e estruturada e a cobertura de mulheres que realizam o Papanicolau é maior que a média no Brasil. São fatores determinantes para a escolha, uma vez que a proposta com o estudo é ampliar essa cobertura", argumentou.
Apesar dos investimentos em exames de Papanicolau, não houve redução da mortalidade por câncer de colo de útero, por conta da falta de controle sobre a população rastreada. "Estatísticas têm mostrado que uma mulher em torno de 45 anos morre por hora, em consequência da doença; sendo que 80% delas não morreriam se o programa de rastreamento com o preventivo de citologia (Papanicolau) funcionasse de modo adequado e organizado. O teste DNA de HPV é sensível e realizado totalmente de forma automatizada, e por esta razão as chances de falhas são bem pequenas. Sem contar que iremos registrar a presença do vírus antes de haver a doença", concluiu Teixeira.

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