Publicado em: 24/01/2018 14h09 - Atualizado em 29/01/2018 15h57

Gabriel Giovannini é o novo 'Rei da Montanha'

Biker de Indaiatuba chegou à frente de campeão mundial na final da Copa América de Downhill

Anieli Barboni
Após uma largada perfeita e muito bem calculada, Gabriel Giovannini conquistou o tão sonhado pódio de downhill (modalidade de mountain bike) e trouxe para casa o título e troféu de Rei da Montanha 2018. O atleta de Indaiatuba chegou na frente do tcheco Tomas Slavik na final da 4ª Copa América de Downhill, domingo, dia 21, em São Roque. Ele completou o trajeto de cerca de 600 metros em 47seg829.
Sessenta e oito centésimos de segundo separaram Gabriel de Tomas. Para conseguir deixar o adversário para trás, o atleta contou que fez uma escolha crucial na largada da bateria final. "O Tomas é um ícone", enfatiza. "Já foi campeão mundial quatro vezes, então sabia do potencial dele."
"Na semifinal, larguei por dentro e o eslovaco me fechou e me segurou na grade", conta Gabriel. "Estava em terceiro e consegui passar para o segundo lugar e assegurar minha vaga na decisão. Por isso, optei em largar a final pela lateral, usei outra estratégia. Se largo por dentro, com certeza iria embolar, que foi o que aconteceu com os outros atletas. Como fui por fora, consegui uma arrancada forte e me distanciei deles. Ali foi o ponto crucial da corrida."
"Na hora que vi a roda dele (Tomas) no meu canto e vi que ele estava perto mesmo, acelerei naquela reta final e deu para passar na frente. Ele estava bem no meu vácuo e na hora que saiu, o vento deu uma bloqueada. Por isso, ele não conseguiu me passar", acrescenta.
Gabriel buscava o título de "Rei da Montanha", como é apelidada a competição, há quatro anos. "Gosto muito do estilo dessa corrida e sempre tinha muita vontade de ganhar. Me preparava bastante para ela, mas em cada ano aconteceu um empecilho. No primeiro ano, estava em primeiro nas quartas de final, mas me embolei e caí sozinho; no segundo ano, saí na semifinal, mas um equatoriano bateu em mim e caímos; e ano passado, caí na final", lembra. "Neste ano, estou com uma bicicleta melhor e me preparei mais", afirma.
Para chegar às baterias de domingo, Gabriel precisou passar pelas etapas do sábado, dia 20, onde ficou entre os 32 atletas dos 100 que disputaram as vagas. O atleta contou que neste ano a pista estava diferente, mas esse não foi o obstáculo. "Tinha uns pulos maiores, mas estavam bem feitos. A preocupação mesmo era com a chuva. Não queria correr na pista molhada. Há três anos essa corrida acontece na chuva e fiquei tenso, mas no domingo o tempo limpou e deu uma secada na pista", conta.
Gabriel cruzou a linha e pulou da bike exaltando felicidade e adrenalina. Sobrou até para o cone que estava na pista. "Você fica com muita adrenalina e precisa exaltar ela para acalmar. Quando cheguei, fui pegando tudo o que tinha na frente, joguei os óculos e o cone, e isso me acalmou", conta. "Essa era uma corrida que queria muito vencer. É muito importante no cenário nacional."
Gabriel (centro, ao alto) no pódio em São Roque: atleta de Indaiatuba buscava o título da Copa América há quatro anos Gabriel (centro, ao alto) no pódio em São Roque: atleta de Indaiatuba buscava o título da Copa América há quatro anos (Crédito: Alexandre Costa)
Gabriel durante prova das finais em São Roque Gabriel durante prova das finais em São Roque (Crédito: Lari Kennynsc )
Gabriel exibe o troféu da Copa América de Downhill Gabriel exibe o troféu da Copa América de Downhill (Crédito: Fábio Alexandre)

Afinidade com a bicicleta vem de berço

O atleta de 25 anos, natural de Juiz de Fora (MG), chegou a Indaiatuba com 11 anos de idade. Atualmente, ele treina com o coach Paulo Ricardo, da Vip Indaiá, e com a Associação de Ciclismo BMX.
Sua afinidade com a bicicleta é de berço. Seu pai, Miguel Giovannini, é um dos destaques do cenário nacional do mountain bike. "Eu nasci no esporte. Sempre ia para as corridas com meu pai", lembra. "Com 2 anos, já estava andando com bicicleta sem rodinha, então cresci no meio da corrida. Aquilo foi normal para mim. Quando mudei para Indaiatuba, dei uma afastada das corridas, mas nunca parei, e com 17 anos retomei mais forte."
De lá para cá, Gabriel começou a ganhar destaque nas pistas nacionais e no Pan-Americano, competição em que foi quinto colocado em 2017. Para este ano, o primeiro objetivo do atleta foi cumprido. Agora, o piloto se prepara para a Descida das Escadas de Santos, em março.
Gabriel também disputará o Campeonato Brasileiro, o Pan-Americano e pretende fazer um calendário internacional, mas depende de patrocínio. "Atualmente, conto com apoio da Gantech Gancheiras, Vip Indaiá e IMS". O contato do atleta para novas parcerias é gabrieldh1@hotmail.com.

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