Publicado em: 07/03/2018 11h57 - Atualizado em 16/03/2018 12h53

Parceria viabilizará 171 cirurgias para pacientes SUS

Procedimentos serão no Hospital Dia; triagem é feita de acordo com gravidade

Adriana Brumer Lourencini
Giuliano Miranda (RIC/PMI) Prefeito, secretária da Saúde e demais parceiros no anúncio do convênio com a iniciativa privada: oito cirurgias por semana durante cinco meses
Indaiatuba acaba de ganhar 171 cirurgias vasculares para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O benefício é resultado de parceria da Prefeitura com a Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Indaiatuba (Aesci). O anúncio foi feito no gabinete do prefeito, na tarde da última terça (6). O projeto, conta, ainda com a participação da SHDias Consultoria e Assessoria, do Instituto de Gestão de Cidades (Igecs) e do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc).
"Vamos fazer cerca de 32 cirurgias mensais de varizes, sendo oito por semana", informa a secretária de Saúde, Graziela Garcia. "Nosso objetivo é trabalhar durante cinco meses, totalizando os 171 procedimentos." Os procedimentos ocorrem no Hospital Dia, duas vezes por semana. As empresas participantes contrataram os profissionais de saúde e a secretaria entra com instalações e equipamentos necessários.
Segundo Graziela, a equipe do Haoc atua na retaguarda, "em caso de intercorrências, já que mantemos o fluxo direto de internação", salientou. "As cirurgias são feitas ambulatorialmente, ou seja, o paciente interna e sai no mesmo dia, porque a capacidade do Hospital Dia é de seis horas, por tratar-se de unidade ambulatorial."
A triagem dos pacientes é feita de acordo com a gravidade de cada caso e pelo tempo de espera na fila. "A média de espera média varia entre dois e dois anos e meio. Quem precisa é operado na frente (por indicação prioridade), mas, nós vamos tratar os que já estão cadastrados e compõem a lista de espera", destacou Graziela. "Os demais passarão por consulta com o médico vascular e entram em novo processo; se aparecer algum caso urgente, o paciente passará pelas oito eletivas - porém, tudo vai depender da gravidade."
A secretária revelou ainda que os procedimentos já começaram e que, até o final desta semana, 17 pacientes já foram operados.
Prioridade
O total investido para a realização das cirurgias foi de R$ 162 mil, sendo R$ 150 mil por parte da Aesci e R$ 12,5mil das empresas SHDias e Igecs. A retaguarda do Haoc inclui cuidados mais específicos, como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por exemplo.
A escolha pela cirurgia vascular surgiu de uma necessidade observada no cotidiano. "Muitos de nossos clientes comentam que um dos maiores índices de afastamento do trabalho é por conta de problemas de varizes, que geram dores nas pernas. Isso representa prejuízo e transtornos nas atividades das empresas", argumentou Sérgio Augusto de Agostini, vice-presidente da Aesci.
"Além disso, a cirurgia vascular é de baixa complexidade, e não está na lista de procedimentos de rotina da Saúde municipal", completou Graziela. "Nós nos damos prioridade às de alta complexidade, que podem gerar mais problemas."
O presidente da Aesci, Sérgio Baptista Ferreira, comentou que o convênio é parte do trabalho social desenvolvido pela associação há oito anos. "A proximidade com o poder público é necessária para desenvolver este lado social, que todo profissional tem que ter", ressalta. "Além dessa parceria nova com a Prefeitura, contribuímos ainda com 25 entidades assistenciais."
Agostini complementou dizendo que a ideia começou a ser colocada em prática em outubro. "Já temos uma parceria com o governo estadual e a Junta Comercial, na realização de ações sociais. O projeto já previa que parte da arrecadação da Junta e da Aesci seria destinada para este trabalho com a comunidade", explicou. "Estamos apenas cumprindo nosso papel; todo profissional deve ter seu lado social, afinal, ele depende da população para ter trabalho. Buscamos também despertar o lado humano, do ajudar por ajudar, sem esperar algo em troca."

Previsão é de que fila seja zerada

Durante a coletiva, o prefeito Nilson Gaspar (MDB) apresentou dados da saúde municipal. "Essa iniciativa é importante e irá praticamente zerar a fila para cirurgia vascular em Indaiatuba", destaca. "Hoje, realizamos 110 mil atendimentos por mês na cidade, sendo que 25% desse contingente são pessoas de fora, o que corresponde a 25 ou 30 mil pacientes."
O chefe do Executivo também reforçou a importância da participação da sociedade civil em ações sociais. "Pessoas físicas podem fazer doações para as entidades. Nosso objetivo maior é buscar a parceria da iniciativa privada. Estive em visita às empresas e vi muitas que querem ajudar, mas não sabem como. Vamos levar esse projeto para as empresas da cidade. Criamos o modelo que pode ajudar bastante, especialmente nos setores social, da saúde e da educação, que são os principais."
Para o presidente do Instituto de Gestão de Cidades (Igecs), Sergio Henrique Dias, a iniciativa pode angariar a participação de outras empresas. "Também tenho empresa e desenvolvemos projetos sociais. No caso das cirurgias vasculares, coube a mim a elaboração do termo do convênio com a Prefeitura; estamos muito felizes,pois trata-se de um projeto sério e que irá beneficiar muitas pessoas", observou. Já o diretor do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), Ronaldo José Garcia, lembrou que o hospital disponibiliza a parte instrumental, no dia da cirurgia, o que inclui também a UTI.

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