Publicado em: 08/03/2018 17h23 - Atualizado em 12/03/2018 15h29

Monitoramento do Aedes começa em seis bairros

Ação antecede soltura do mosquito modificado geneticamente

Da Redação
Divulgação (RIC/PMI) Serão monitoradas áreas do Cecap, Jardim Itamaracá, Jardim Moacyr Arruda, Jardim Oliveira Camargo, Jardim São Conrado e Morada do Sol
Indaiatuba dá início esta semana ao monitoramento do Aedes aegypti em seis bairros. A ação será feita junto com a Oxitec do Brasil e tem o objetivo de aferir com precisão a infestação do inseto em áreas que participarão da avaliação de campo da OX5034, nova linhagem do mosquito geneticamente modificado produzido pela empresa para combater o Aedes aegypti selvagem, transmissor de Zika, dengue e chikungunya.
A Liberação Planejada no Meio Ambiente (LPMA) foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), em agosto de 2017, e prevê a realização de avaliações em campo da linhagem OX5034 em quatro bairros previamente escolhidos. Outros dois também serão monitorados, para efeito de comparação, mas não serão tratados com o mosquito geneticamente modificado.
Além do monitoramento do Aedes aegypti selvagem, a avaliação irá incluir posteriormente a liberação e o monitoramento da dispersão, longevidade e capacidade de reprodução da linhagem OX5034 no local onde os insetos serão controladamente liberados.
A tecnologia não traz riscos à saúde humana, animal ou ao meio ambiente. Serão monitoradas áreas dos bairros Cecap, Jardim Itamaracá, Jardim Moacyr Arruda, Jardim Oliveira Camargo, Jardim São Conrado e Morada do Sol, onde serão instaladas as ovitrampas – armadilhas para coleta de ovos, que depois serão contados para projeção de estimativas populacionais do mosquito.
A ferramenta de monitoramento é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e consiste em um pote plástico preto com água e uma palheta de madeira imersa, servindo de local para as fêmeas do Aedes aegypti depositarem seus ovos. Técnicos da Oxitec vão trocar as armadilhas semanalmente, levando as palhetas para análise no laboratório de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Saiba mais sobre as ovitrampas no link: https://goo.gl/YTv3kD.
Linhagem
A OX5034 é a nova linhagem do Aedes do Bem™, que já conseguiu excelentes resultados no controle do Aedes selvagem nos locais onde foi liberada. Os mosquitos de ambas as linhagens são machos que não picam e não transmitem doenças. Ao serem liberados, eles copulam com fêmeas selvagens do Aedes aegypti, e seus descendentes herdam um gene autolimitante, que faz com que eles morram antes de atingir a idade adulta. Ao longo do tempo, isso provoca o desaparecimento gradativo das espécies selvagens.
A prole do mosquito da Oxitec herda também um marcador fluorescente que permite que eles sejam identificados e monitorados. Quando morre, o Aedes do Bem™ se decompõe sem deixar vestígios no ambiente.
A parceria com a Oxitec não gera qualquer custo ao município, e a Prefeitura prevê a realização da avaliação de campo ao longo de até 36 meses, em diferentes áreas;  e cada uma contará com a liberação programada do mosquito OX5034 ao longo de 18 meses.
A adoção da tecnologia não exclui as medidas convencionais de controle ao vetor já adotadas pela Vigilância, que continuará o trabalho de eliminação dos focos de água parada onde o mosquito se reproduz. A intenção é que a nova linhagem seja avaliada como uma estratégia adicional no combate ao mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela (nas áreas urbanas).
A secretária municipal de Saúde, Graziela Garcia, ressalta que a população deve continuar fazendo sua parte para evitar a proliferação do mosquito. “O monitoramento e, posteriormente, a soltura dos mosquitos pela empresa serão realizados em áreas muito específicas dentro desses bairros. Desta forma, é importante lembrar que os agentes de controle da dengue continuarão desenvolvendo as atividades para evitar a multiplicação do Aedes, especialmente neste período mais quente e chuvoso, que é quando ele se reproduz”, destaca.
A empresa
A Oxitec é pioneira no uso de engenharia genética para controle de vetores e pragas que disseminam doenças e destroem culturas. Foi fundada em 2002 como uma “spinout” da Universidade de Oxford (Inglaterra). A Oxitec é uma subsidiária da Intrexon Corporation (NYSE: XON), empresa que utiliza biologia para ajudar a resolver alguns dos maiores problemas mundiais.

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