Publicado em: 05/04/2018 13h03 - Atualizado em 09/04/2018 10h27

Medicamentos têm reajuste médio de 2,4% em 2018

Febrafar revela: 45% dos consumidores passaram a buscar genéricos ou similares

Adriana Brumer Lourencini
Werner Münchow Remédios em drogaria da cidade: aumento atingiu cerca de 20 mil itens e lista atualizada está disponível desde 1º de abril
Os medicamentos tiveram reajustes entre 2,09% a 2,84% em 2018. De acordo com a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), a média de alta ficou em torno de 2,43%, entre o final de março e início de abril.
Assim mesmo, o aumento foi abaixo da inflação de 2017, que fechou em 2,95%. Segundo a Cmed, é importante entender que o aumento não ocorre sobre um índice fixo, porém, variado por item. A taxa dos produtos com maior ocorrência tem índice de reajuste menor, enquanto que, para os itens inovadores, o aumento é superior.
Conforme o Guia da Farmácia, cerca de 20 mil itens foram afetados pelo reajuste. Somente os medicamentos de alta concorrência no mercado como fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores determinados pelo governo. Contudo, a medida afeta a todos os brasileiros, principalmente os que necessitam de medicamentos de uso contínuo.
"Quando fui comprar o remédio para vista do meu companheiro, pesquisei em três farmácias da cidade, e achei bem caro", conta a aposentada Aparecida Lanci, do Jardim do Sol. "Depois, minha filha também pesquisou na internet e, por incrível que pareça nos sites dessas mesmas farmácias, os preços eram bem menores, mesmo com frete."
As diferenças são reais, e podem chegar a 200%. Uma pesquisa feita em quatro farmácias mostrou disparidades nos preços. O principal medicamento é a Irbesartana 300 mg (com 30), para pressão arterial, que varia entre R$ 39,90 e R$ 103 (138,7%); já o Besilato Anlodipino 5 mg (com 30), para hipertensão, vai de R$ 7,99 a R$ 21 (62%); e o Glifage 500 mg, para diabetes tipo 2, pode ser encontrado por R$ 15,10 até R$ 21,86 (31%).
A gerente de uma rede de farmácias no bairro Cecap diz que a unidade está aplicando os aumentos aos poucos, por conta do estoque. "Os preços mudaram no dia 1º de abril, e os remédios que mais saem são os analgésicos como Dorflex, Neosaldina, a dipirona e o paracetamol. Para pressão alta, a maior saída são os gratuitos, da Farmácia Popular", revela.
O consumidor prioriza o preço na hora de adquirir medicamentos; tal fato foi comprovado no estudo denominado Análise do perfil de compra dos consumidores de medicamentos, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Educação Continuada (Ifepec), da Federação Brasileira das Redes Associativas e Independentes de Farmácias (Febrafar). Os resultados mostram que 45% dos consumidores trocam os produtos que procuravam por genéricos ou similares de menor preço; a quase totalidade desses clientes buscava economia.
Com diferenças relevantes nos custos, a orientação é que o consumidor tenha paciência de pesquisar, ao menos, em três farmácias diferentes antes da compra. "O aumento abaixo da inflação já era esperado, e já está sendo percebido pelos consumidores. A dica que dou é pesquisar preços, pois, mesmo que os custos tenham um teto fixado, podem ser obtidos bons descontos", completa Tamascia.
A variação de preços foi divulgada por meio da Cmed, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas (Sindusfarma) ressaltou em nota que este foi o menor percentual de reajuste dos remédios em 11 anos.
Genéricos
A pesquisa também demonstrou a força que os medicamentos genéricos estão obtendo no mercado, sendo que 37% dos consumidores adquiriram medicamentos dessa modalidade, 32% compraram os de marcas e 31% compraram dos ambos os tipos.
Foram ouvidos 4 mil consumidores em todo o Brasil, no momento em que saíam das farmácias nas quais efetuaram a compra. "Os genéricos já venceram uma desconfiança inicial e natural que enfrentaram no mercado", explica Edison Tamascia, presidente da Febrafar. "Eles possuem um grande potencial competitivo por causa da economia que proporcionam e, como visto, os preços são fundamentais na escolha."

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