Publicado em: 06/04/2018 09h27 - Atualizado em 06/04/2018 09h35

Direção da Citi contesta justificativas da Sancetur

Antiga operadora diz que proposta para leitores de cartões é viável

Da Redação
Arquivo TI Barddal: problemas com os créditos começaram quando a Prefeitura publicou decreto de caducidade
A Companhia de Transportes de Indaiatuba (Citi) constesta a informação veiculada pela operadora emergencial, a de que é necessário fazer a colocação de nova fiação e de novas antenas nos ônibus para que os créditos sejam aceitos na terceira proposta feita junto ao Ministério Público. E faz questão de divulgar o estudo técnico do fabricante do sistema de bilhetagem, o mesmo utilizado tanto nos veículos da Citi quanto nos da operadora emergencial.
Ao contrário do que foi divulgado pela Prefeitura de Indaiatuba assim como pela empresa operadora por intermédio da Imprensa, não há e nunca houve qualquer incompatibilidade para que os cartões eletrônicos possam ser utilizados pela população, uma vez que o sistema da Citi e o da operadora emergencial é o mesmo, ambos produzidos pelo mesmo fornecedor.
A Citi lembra ainda que as três propostas feitas foram recusadas pela Prefeitura, ou seja, não existe, de fato, nenhuma boa vontade para a resolução do problema. A primeira proposta feita no dia 15 de março foi para que os veículos das duas empresas rodassem juntos durante o prazo de 60 dias e, com isso, os usuários pudessem utilizar os créditos existentes nos seus cartões.
Na segunda proposta, a de colocar os dois validadores nos ônibus da operadora emergencial, feita no dia 22 de março, todo o custo de implementação dos validadores e demais acessórios seria bancado pela Citi. Mas, mesmo assim, tanto a operadora quanto a Prefeitura recusaram. Vale o registro de que a solução foi adotada em várias cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) com sucesso.
Na terceira proposta feita ao MP, no dia 2 de abril, foi apresentado um estudo técnico. Nesse estudo, que prevê a colocação dos chips da Citi nos validadores da outra operadora, não há necessidade de instalação de antenas e nem mudança na fiação.
Simplesmente, na terceira proposta, seriam colocados os chips dentro dos validadores da outra empresa e, com algumas mudanças de software, seria possível a utilização dos créditos existentes nos cartões da Citi. “Nós lamentamos que a situação tenha chegado a esse ponto mas, para nós, fica claro que não existe boa vontade por parte da operadora emergencial e nem da Prefeitura em resolver o problema que foi criado por ela mesma”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação da Citi.
Barddal lembra que os problemas com os créditos começaram quando a Prefeitura publicou o decreto da caducidade, no dia 5 de outubro do ano passado. Nesse decreto, o prazo estabelecido para a venda dos créditos seria até o dia 31 de novembro, ou seja, havia um prazo de quase dois meses.
Na ocasião, a Citi obteve na Justiça o direito de continuar operando por medida liminar. Em 31 de janeiro deste ano, a Prefeitura publicou um novo decreto e, ao contrário do anterior, limitou a venda por um prazo de apenas nove dias, o que acabou gerando todo o problema pois, em momento algum, houve o bom senso para se fazer um processo de transição adequado.
A Citi esclarece ainda que, como a Prefeitura de Indaiatuba é a responsável pelo transporte urbano e, como tal, teria como obrigação exigir que a outra operadora adotasse a solução técnica para melhor atender a população o que, em momento, algum ocorreu. “Dentro de todo esse processo, estranha-se o fato de a Prefeitura de Indaiatuba ficar à mercê de decisões tomadas por uma operadora emergencial”, conclui Barddal.

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