Publicado em: 06/07/2018 09h29 - Atualizado em 06/07/2018 09h51

Dois tigres siberianos nascem no Zooparque Itatiba

Espécie está ameaçada de extinção, e felinos foram reproduzidos naturalmente

Da Redação
O zooparque Itatiba comemorou o nascimento de dois tigres siberianos, espécie ameaçada de extinção, reproduzidos naturalmente. A mãe, Darya, deu à luz um casal de forma natural, na passagem de 17 para 18 de junho. Mãe e filhotes passam bem e são mantidos em local reservado, não estando, ainda, expostos à visitação. É a primeira reprodução de tigres siberianos no Zooparque.
"Estamos dando o máximo de isolamento e privacidade à fêmea para que ela se sinta confortável para cuidar dos filhotes. Nossa intervenção é mínima. Se ela não tivesse tido nos primeiros dias um comportamento positivo em relação aos filhotes, aí sim seria necessária uma intervenção", explica Felipe Garcia, coordenador do departamento de Biologia e Educação do zooparque.
Mãe e filhotes estão numa área de bastidor, uma espécie de maternidade. Uma câmera foi instalada no local para monitorar o comportamento e cuidados naturais da felina. O único acesso é o do tratador, que alimenta a mãe e faz a limpeza do ambiente. O pai ainda não tem contato com os recém-nascidos por precaução. A aproximação dele será feita numa segunda etapa.
Aproximação
Segundo Felipe, a reprodução dos animais foi incentivada a partir do momento em que Juan, o macho, chegou ao zoo, há um ano, vindo do Parque Ecológico de Americana. Darya chegou ao zoo em maio de 2015, vinda de um zoológico da Alemanha. Até então, eles eram os únicos da espécie no recinto. O Zooparque segue o protocolo de intervir minimamente no processo de reprodução.
"Fizemos todos os processo de adaptação e aproximação, e eles aceitaram conviver num ambiente único. Isso é uma forma de incentivar a reprodução. Deixamos o mais natural possível para que ela pudesse entrar no cio, o macho demarcasse território, para que ela aceitasse a presença do macho e, consequentemente, ele também", explica.
Seguindo o protocolo, intervenções invasivas não são feitas em casos de reprodução. Nenhum exame foi feito na fêmea para comprovar a gestação, apenas o monitoramento natural de seu comportamento e de suas mudanças físicas após percebida a cópula do casal. A partir desse monitoramento, o espaço foi preparado para que ela pudesse dar à luz no período previsto - o tempo de gestação da espécie é de 106 dias. O tratador montou um ninho num local isolado do recinto, que foi o lugar que a fêmea escolheu para parir.
Os visitantes podem acompanhar as imagens da mãe com os filhotes através do monitor que está instalado em frente ao recinto dos felinos.
Preservação
O foco do trabalho é na conservação das espécies, na educação para conscientização e multiplicação de conteúdos, na pesquisa e nos dados do trabalho de monitoramento, agregando conhecimento às novas gerações.
Inúmeras espécies já se reproduziram no zoo desde a sua fundação. Através desse constante trabalho e das informações coletadas, foi possível desenvolver diversos protocolos de manejo e manutenção para a criação de determinados animais.
Uma câmera foi instalada no local para monitorar o comportamento e cuidados aos filhotes Uma câmera foi instalada no local para monitorar o comportamento e cuidados aos filhotes (Crédito: Divulgação)
A reprodução dos animais foi incentivada a partir do momento em que o macho chegou ao zoo A reprodução dos animais foi incentivada a partir do momento em que o macho chegou ao zoo (Crédito: Divulgação)

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