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A união mais que improvável
Por Danilo TezotoQua, 23 de março de 2011 às 17h30 - Comentários: 0Visualizações: 0
Infelizmente para o povo brasileiro, as pessoas envolvidas na política brasileira possuem um único lema para conseguir chegar ao poder. Vale Tudo.
Alguns não fazem uso dessa artimanha, mas, infelizmente (de novo) esses alguns são muito poucos perto daqueles que aceitam fazer qualquer coisa se unirem com qualquer um para obter uma vitória nas eleições.
Quem era inimigo no passado hoje se torna membro do mesmo grupo que pode ser desfeito em um futuro bem próximo. Basta que os interesses mudem.
O maior exemplo disso aconteceu com o ex-presidente Lula que, para conseguir governar do jeito que queria, se uniu ao senador Fernando Collor de Mello (PTB), o mesmo que o próprio petista havia ajudado a derrubar da presidência do Brasil durante as Diretas Já que culminou com o impeachment de 1992, e ao eterno presidente do Senado, José Sarney (PMDB), figura que nunca foi do mesmo grupo de Lula, embora o Sarney seja de todos os grupos, mesmo os integrantes não querendo.
Mas não é somente nas grandes esferas que uniões jamais imaginadas são feitas pelos políticos.
Na semana passada, no dia 16 de março, Indaiatuba foi sede de uma reunião que trouxe para a esfera local os acordos improváveis realizados pelos grandes caciques da política nacional.
Representantes do PT, que já fez oposição ao Governo do PMDB na cidade, se encontraram com o ex-prefeito José Carlos Tonin, que é do PMDB e com o ex-vice-prefeito local, Antônio Jorge Trinca (PV), que já fez parte do grupo do atual prefeito Reinaldo Nogueira (PDT), e recebeu muitas criticas desses que agora se dizem aliados.
O ex-superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Alexandre Carlos Peres, que até outro dia era do PDT e defendia o chefe do Executivo com unhas e dentes, também esteve no encontro onde assinou sua desfiliação do partido e deixou claro o interesse de se filiar ao PT, mesmo sigla que o encheu de críticas enquanto esse era o manda chuva do Saae.
Também estiveram no encontro membros do PSDB, DEM, PSC e PC do B.
Como se vê, quando o assunto é chegar ao poder, os políticos de Indaiatuba não perdem em nada para os seus “professores” da esfera federal. Fazem qualquer coisa para sentar na cadeira de chefe.
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Otimismo, otimismo, otimismo...
Por Jean MartinsSex, 18 de março de 2011 às 18h12 - Comentários: 0Visualizações: 0
A última quinta-feira, 17, foi mais um dia de ir visitar o treino do Esporte Clube Primavera. Apesar de mais caras novas no elenco, dos esforços do fotógrafo Eduardo Turati em fazer um foto do estádio e ter que ser acostumar ainda com a falta de informação extracampo, o que mais me chamou a atenção foi o otimismo do técnico Carlos Nunes em relação ao grupo.
“Aqui cheira titulo”, disse o treinador em entrevista. Sei que autoestima e confiança são essenciais para um bom trabalho. Mas confesso que fico surpreso a cada entrevista que faço com o treinador.
Não desconfio da capacidade de ninguém que está no Primavera, mas fico me perguntando por que tanto otimismo com um grupo que ainda está em formação. Mesmo tendo alguns indicados pelo próprio técnico, muitos jogadores ali estão em fase de testes e sequer sabem se irão continuar no clube. Sem falar nos adversários: como estão? Estão treinando há quanto tempo? Fizeram contratações de peso?
Sei que é outro ano, outras pessoas, mas até o torcedor mais otimista, como eu, prefiro não me exaltar com a possibilidade de títulos e acessos. Acredito que pensar positivo é sempre bom, mas manter os pés no chão pode causar ferimentos de menor intensidade se acontecer algum imprevisto. Confesso que tenho inveja do otimismo do técnico Carlos Nunes. Vai ver que ele tem confiança no seu trabalho.
Mas todo cuidado é pouco e pode se tornar excesso de confiança. No ano passado presenciei um excelente treinador (Ivo Secchi), com um ótimo grupo, porém com uma diretoria não tão atuante e competente, o que prejudicou o tão sonhado acesso a Séria A3.
A memória do torcedor não é tão curta. Todos lembram das últimas campanhas do Fantasma, das manobras misteriosas da diretoria anterior. São lembranças ainda frescas na nossa memória, que só serão esquecidas aos poucos, isso se diretoria, comissão técnica e jogadores provarem na prática que as “coisas” mudaram.
Porém, se algum imprevisto acontecer na campanha do Primavera, segue abaixo uma lista com cinco “desculpinhas” que o treinador pode dar. Aliás, futebol é sempre assim: se começa com boas expectativas e se acontecer algum imprevisto, tudo tem um porquê.

Dicas
1º O time não fazia o que era pedido durantes os treinos.
2º Os jogadores são jovens e sentiu o peso da camisa.
3º Tivemos perdas de jogadores
4º Novamente, tivemos problemas extracampo que afetaram os jogadores
5º Fizemos uma boa campanha, mais os adversários eram melhores
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A oposição faz bem
Por Danilo TezotoQui, 17 de março de 2011 às 15h20 - Comentários: 0Visualizações: 0
Certa vez Nelson Rodrigues disse que “toda a unanimidade é burra”.
Essa frase de impacto caiu no gosto popular é utilizada por muitas pessoas em inúmeras ocasiões.
Baseada nessa ideia do escritor, jornalista e tricolor carioca, podemos dizer que o Legislativo indaiatubano é quase burro.
Dos 12 vereadores que fazem parte da atual Câmara, 11 são defensores das ações realizadas pelo prefeito Reinaldo Nogueira (PDT). Independente da proposta apresentada pelo chefe do Executivo, os 11 vereadores que fazem parte do grupo aprovam o pedido, muitas vezes sem sequer ler o projeto.
Representados pelo vereador Luiz Alberto Pereira, o Cebolinha (PDT), nomeado como o líder do Governo na Casa, todos os outros 10 vereadores da situação sempre dizem amém para os pedidos do Executivo, sem mesmo se preocuparem em saber que tal medida é devida ou pode causar algum tipo de problema para os moradores mais necessitados.
É por culpa do vereador Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho (PT), que a unanimidade não atingiu o Legislativo local, deixando-o totalmente burro.
Não se trata aqui de defender partido A ou B, ou vereador X e Y, mas, sim, de se fazer com que a Câmara de Indaiatuba volte a ter vereadores que realizem a principal ação para a qual foram eleitos. Fiscalizar o Executivo e cobrar do mesmo, ações que beneficiem os moradores de todas as classes sociais.
Atualmente isso só é feito pelo único vereador da oposição, que não é dono da razão absoluta, mas é o único que questiona o que a administração quer fazer.
Enquanto isso os demais vereadores abaixam a cabeça e dão o aval para que as ações sejam feitas.
Durante as duas últimas sessões ordinárias realizadas na Câmara o vereador que defende o prefeito questionou a oposição feita pelo parlamentar de esquerda.
Ao invés de ficar incomodado com a presença da oposição, os vereadores que vivem bajulando o prefeito deveriam agradecer que existe na Casa alguém que não pensa e age como eles. Caso contrário, a unanimidade iria imperar no Legislativo de Indaiatuba.
E como já dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é...
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Cavando a própria cova
Por Rodrigo GattiSex, 11 de março de 2011 às 17h11 - Comentários: 0Visualizações: 0
Estariam as correspondências vindo de tartaruga, por isso a demora?Estariam as correspondências vindo de tartaruga, por isso a demora?
Desde os primórdios da Internet, quando começaram a ser criadas as diversas ferramentas de comunicação como e-mails, comunicadores instantâneos e, agora, as tão faladas redes sociais, muitas pessoas iniciaram um debate que persiste até hoje. Com o constante avanço da tecnologia da comunicação, os meios tradicionais anteriormente usados, como as correspondências, estariam com os dias contados?
É cedo para falar se em um futuro próximo, todos vão preferir se comunicar por Internet ao trocar cartas; se todos vão utilizar a rede mundial de computadores para obterem informes bancários e se o serviço dos Correios vai acabar se resumindo à entrega de produtos comprados pela Internet.
Se esta premissa se concretizar, é justo afirmar que os Correios, pelo menos em Indaiatuba, estão cavando a própria cova com a ineficiência do serviço prestado já há alguns meses na cidade. O atraso das correspondências visto em boa parte da cidade mostra que se os Correios querem combater e resistir a esta “vertente” tecnológica, que a cada dia que passa faz mais parte da vida do ser humano, não estão traçando o plano ideal.
A empresa, que já foi considerada em pesquisas feitas com a população, uma das mais confiáveis do Brasil, está deixando a desejar no serviço prestado e até nas explicações que deve à população. A assessoria de imprensa dos Correios, por exemplo, não respondeu aos meus questionamentos na última matéria realizada. Quando respondeu, foi fora do prazo e com respostas evasivas.
O mais afetado de toda esta novela é o indaiatubano, que viu-se obrigado a inverter a relação de papéis com os Correios. Em vez de esperar suas correspondências no conforto de sua casa, precisa sair da residência e ir até um centro de distribuição, torcendo para encontrar a carta que deveria estar em sua caixa de correio há 15 dias.
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Primeiras impressões
Por Jean MartinsSeg, 07 de março de 2011 às 17h25 - Comentários: 0Visualizações: 0
Semana passada, pela primeira vez em 2011, fui ao treino do Esporte Clube Primavera. O time iniciou a preparação para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, competição em que o Fantasma da Ituana inicia a busca pelo acesso no dia 30 de abril, contra o Atibaia.
Fora de campo, tudo muito calmo. Sei que há uma grande campanha para se conseguir novos investidores e patrocinadores, mas certamente esta manobra da diretoria e pessoas ligadas ao Tricolor não está sendo feita no Gigante da Vila.
Assim como nas partidas do Campeonato Paulista, as arquibancadas também estavam vazias. Não estavam nem aqueles empresários loucos para conseguir uma vaguinha para seus jogadores.
Porém, dentro de campo a história era outra. Trabalho duro, durante duas horas, para escolher os melhores jogadores para a temporada 2011. Até o fotógrafo da Tribuna, Eduardo Turati, se empolgou com o treino dado por Carlos Nunes e deu uma volta correndo ao arredor do Gigante da Vila.
Brincadeiras a parte, o que vi foi um treinamento cheio de cobranças. Carlos Nunes se mostrou aquele tipo de treinador que chama o jogador no canto e conversa, cobra, critica, elogia e motiva. Vi jogadores que já passaram pelo Primavera, como o meia Dall, que no ano passado estava no SEV-Hortolândia. Atletas que estavam no time em 2010, casos dos meias Tinga, Eduardo e André, além do zagueiro William. Informado por um funcionário, fiquei sabendo que um jogador tinha pedido dispensa do trabalho para realizar testes no Fantasma.
O treino foi o primeiro que acompanhei e a conclusão não poderia ser diferente. Sai de lá com muitas dúvidas, expectativas boas e ruins, mas com a única certeza de que tudo só será esclarecido quanto à competição começar.
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A revoltante falta de revolta
Por Danilo TezotoQua, 02 de março de 2011 às 12h27 - Comentários: 0Visualizações: 0
Conhecido no mundo inteiro com ou povo dócil, receptivo, carinhoso, de bem com a vida e que quase nunca se dispõe a lutar contra aquilo que acredita ser ruim, o brasileiro é extremamente acomodado.
Perto da população de outros países, os tupiniquins são anjinhos passeando pelo paraíso.
Tirando o episódio dos “Caras Pintadas” de 1992, quando uma parte dos brasileiros foi às ruas pedir a saída do então presidente Fernando Collor de Melo, é uma característica do nosso povo aceitar tudo o que lhe é imposto.
O máximo que é feito por todos é reclamar do que está acontecendo no momento, discutir com os amigos, mandar aquelas famosas, e chatas, “correntes” via e-mail e dizer que o fato é um absurdo.
Porém, ninguém deixa a comodidade de sua casa para ir a rua fazer passeata e protestar contra aquilo que acha que está errado.
Um exemplo nacional aconteceu no dia 15 de dezembro do ano passado quando os deputados e senadores aprovaram um aumento de 61,8% para si próprios.
Muita gente achou um absurdo, que o fato era inadmissível, que os políticos não fazem “nada” para merecer um aumento tão elevado, mas, ninguém, ou quase ninguém abandonou o seu sofá para protestar contra a situação.
Enquanto isso, no mesmo mês de dezembro de 2010, estudantes da Inglaterra protestaram, chegando a se confrontarem com a polícia, contra a aprovação de uma lei que triplicou o valor das anuidades escolares. Ainda em dezembro, estudantes italianos protestaram contra a reforma no sistema de ensino da Itália.
Já no Brasil, ninguém abandou o conforto do seu sofá para lutar contra o absurdo aumento concedido aos políticos.
Como não poderia deixar de ser, os indaiatubanos também contribuem para que as reclamações só aconteçam da boca pra fora.
Enquanto o sindicato que representa os servidores reivindica um aumento de 11,67%, a maioria dos funcionários públicos, que recebe uma miséria, prefere acompanhar as discussões pela imprensa.
Dos mais de quatro mil servidores que trabalham para a Prefeitura de Indaiatuba, pouco mais de 1% deixou sua casa para acompanhar os encontros realizados pelo sindicato e saber o que está acontecendo.
Porém, são essas mesmas pessoas que, após o término das negociações ficam reclamando que o valor obtido é uma porcaria e que o salário que ganha não dá para sobreviver.
Esses são apenas alguns exemplos, nacionais e locais, de que já passou da hora do brasileiro ficar reclamando no sofá. Tem que fazer isso no meio da rua.
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O problema que ninguém resolve
Por Danilo TezotoQua, 23 de fevereiro de 2011 às 12h17 - Comentários: 0Visualizações: 0
A falta de qualidade do serviço de transporte público, o desinteresse das autoridades em discutir o assunto e o péssimo tratamento oferecido à população que depende desse serviço para trabalhar, estudar e levar a vida não são problemas exclusivos de Indaiatuba. Não foram criados por aqui, mas se enraizaram de certa forma que parecem ser tão indaiatubanos quanto à capela de Nossa Senhora da Candelária.
Já faz um bom tempo que os moradores que fazem uso do serviço prestado pela Viação Guaianazes estão descontentes com a qualidade do serviço. Em uma pesquisa realizada no site da empresa, 55,6% das 900 pessoas que responderam a enquete sobre a qualidade das linhas e do itinerário, consideram o serviço como péssimo. Essa avaliação mostra o descontentamento dos usuários para com a empresa que, a cada dia tem a sua imagem piorada perante os seus clientes, que é como deveriam ser tratados os passageiros.
Porém, mesmo com o descontentamento dos moradores, o prefeito Reinaldo Nogueira (PDT) e os vereadores, que deveriam defender os interesses daqueles que os elegeram, parecem viver em outra cidade. Quase nunca falam do assunto e, quando falam, pouco fazem para encontrar uma solução.
Em outubro do ano passado, logo após as eleições que reelegeram o seu irmão, o Deputado Estadual Rogério Nogueira (PDT), pela segunda vez ao cargo, o prefeito de Indaiatuba fez uma visita a redação da Tribuna.
Naquela quarta-feira, dia 6 de outubro de 2010, dentre os temas levantados pela reportagem, o chefe do Executivo indaiatubano demonstrou estar descontente com o serviço da empresa. Talvez, como uma forma de enviar um recado para a direção da Guaianazes e mostrar para a população que conhece o problema, Reinaldo afirmou estar disposto a abrir um processo licitatório para a contratação de uma nova empresa, fazendo com que a população pudesse escolher qual serviço comprar.
Porém, para contribuir ainda mais com a fama de que os políticos só lembram da população em época de campanha eleitoral, o prefeito, que já está no terceiro ano do seu terceiro mandato (1997/2000, 2001/2004 e 2009/2012), parece que não andou mais de ônibus, como afirmou ter feito durante a campanha de seu irmão, e se esqueceu do problema.
O que será que impede que o prefeito de uma das maiores cidades da região solucione, ou pelo menos tente, uma das principais reclamações de seu povo?
Existe alguma benevolência que a Viação Guaianazes preste a cidade que impede que o seu serviço considerado péssimo seja contestado pelos poderes Executivo e Legislativo?
Será que, a partir de julho do ano que vem, quando a campanha eleitoral municipal deve estar pegando fogo, o prefeito vai voltar a falar sobre o assunto?
Quem pode, e precisa responder essas perguntas sequer toca no assunto.
A única certeza que se pode tirar dessa situação é que ninguém quer resolver o problema do transporte coletivo de Indaiatuba e que o atual prefeito parece que só anda de ônibus a cada dois anos.
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Errar é humano. Persistir no erro...
Por Rodrigo GattiSeg, 21 de fevereiro de 2011 às 18h30 - Comentários: 0Visualizações: 0
Um velho conhecido meu já dizia: “Se você começar a realizar algo e mesmo depois de usar todos os recursos possíveis, este 'algo' continuar não dando certo, não tenha medo de desistir. Desistir não é vergonha para ninguém”. Com os recentes episódios envolvendo o Programa CPFL Total, que, desde a sua implantação, vem recebendo constantes críticas, fico imaginando que este meu velho amigo poderia muito bem dar uma passada na sede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Piratininga) e oferecer uns conselhos.
Desde agosto, é notório que o serviço, que a princípio, serviria para melhorar a vida do consumidor, não funcionou. Os comerciantes que aderem ao programa, rapidamente pulam foram quando percebem que, de todos os “benefícios” que a adesão pode trazer, a segurança não é um deles. Dois estabelecimentos comerciais já foram assaltados em Indaiatuba. Não dá para negar. A oferta do serviço é um chamariz para os assaltantes de plantão, afinal, nunca foi tão fácil descobrir qual estabelecimento tem alguns milhares de reais “dando sopa” nas caixas registradoras.
Para o consumidor, a CPFL criou uma verdadeira corrida de gato e rato. O constante rodízio dos estabelecimentos comerciais que oferecem o serviço deixou o contribuinte igual barata tonta de porta em porta nos comércios, já que a agilidade com que a empresa atualiza a lista de estabelecimentos conveniados é de dar inveja ao mais rápido atirador dos antigos filmes de faroeste.
A CPFL alega que com o programa, o número de pontos de pagamento aumentou, mesmo com o contrato com as casas lotéricas encerrado, já que além de ser possível pagar a conta nas agências bancárias, o número de estabelecimentos comerciais que oferecem o serviço é maior que a quantidade de casas lotéricas existentes na cidade.
Porém, em certas situações, números não representam o real funcionamento de um sistema. Então, creio ser a hora da CPFL deixar a calculadora de lado e pensar no que deveria ser o principal foco de qualquer empresa: a excelência na prestação de serviço ao consumidor. Afinal, todos já sabem que persistir em um erro não é a melhor das saídas.
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Chegou a hora de ser PROFISSIONAL
Por Jean MartinsSex, 18 de fevereiro de 2011 às 17h58 - Comentários: 0Visualizações: 0
Durante a semana tive uma conversa de 30 minutos com o presidente do Primavera, Mário Sérgio Matsumoto. Entre muitos questionamentos, o novo comandante do Fantasma mostrou que está com vontade de fazer com que o clube conquiste um lugar de destaque no futebol Paulista. Aliás, uma frase dele dita durante jantar de aniversário de 84 anos do clube marcou muito.

“Temos que sair da condição de pedintes e sermos almejados”, disse na ocasião.

Durante a produção da matéria sobre o Primavera, que sai na edição de sábado (dia 19) da Tribuna, pensei em algumas lições que o time deve seguir para chegar ao patamar de clube “grande” do interior. Uma espécie de manual para se chegar ao sucesso.
1º Melhorar a imagem da diretoria – É fato que antiga diretoria não agradava nem o primaverino mais otimista. Nada pessoal, mas a imagem do ex-presidente Francisco Tadeu Leite estava desgastada no cargo. Com a mudança, Matsumoto terá que provar que será uma gestão completamente diferente da anterior.
2º Procurar parceiros – Com a melhoria da imagem, o Primavera precisa de apoiadores para montar boas equipes. Atualmente no futebol, nada se conquista sem a ajuda de parceiros. E Indaiatuba é um prato cheio, já que conta com inúmeras empresas instaladas.
3º Primavera e Prefeitura - Dos clubes do interior que estão numa posição de destaque, a grande maioria tem relação estreita com o poder público. A equação é fácil: Clube+Poder Público+Iniciativa Privada= clube com a possibilidade de sucesso.
4º O clube precisa do torcedor – Nos últimos anos, por conta das campanhas nada agradáveis, os poucos torcedores querem estar em qualquer lugar no final de semana, exceto no Gigante da Vila acompanhando o Primavera. O clube precisa tirar o torcedor de sua casa e levar para o estádio. Para isso, precisa de um bom time e uma grande ação no marketing, com promoções atrativas para o público/torcedor.
5º O que estamos fazendo – Como o apoio da torcida, imprensa, Poder Público e Iniciativa Privada, é obrigatório que o clube preste contas sobre o que acontece. Nos últimos anos, muitas histórias milaborantes aconteceram no Primavera, mas poucos sabiam o que realmente ocorria. Transparência era uma palavra pouco conhecida no Tricolor indaiatubano.
6º Sem amadorismo – Agir com profissionalismo é essencial para um clube de futebol, principalmente no contrato com seus jogadores. Quem não lembra do caso Mirandinha, destaque até então na equipe, deixou o clube e foi para o Corinthians. Por conta de um contrato mal feito, numa manobra amadora do clube, o jogador foi para o Corinthians, deixando o Primavera com uma mão na frente e outra atrás.
7º Comprometimento – Jogador de futebol não pode chegar cinco, seis horas da madrugada no clube, em plena véspera de jogo. O clube deve cobrar rigorosamente dos jogadores mais profissionalismo e comprometimento. Pequenas multas deveriam ser aplicadas aos “baladeiros”, aliás, ninguém gosta que mexam no nosso bolso.
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É preciso ir além
Por Danilo TezotoQua, 16 de fevereiro de 2011 às 11h55 - Comentários: 0Visualizações: 0
A notícia publicada na edição do último sábado da Tribuna de Indaiá, onde o prefeito Reinaldo Nogueira (PDT), indicou o nome de uma pessoa que morreu de câncer em abril de 2008 para compor o Conselho Municipal de Segurança (Conseg) chamou bastante a atenção dos leitores e da população indaiatubana.
O fato foi tratado pela assessoria de comunicação da Prefeitura como um erro de digitação e que o nome da pessoa que vai ocupar a vaga do falecido será publicado de forma correta.
Porém, uma análise mais profunda deste fato mostra que o caso vai além de um simples erro de digitação.
Segundo a assessoria do Prefeito, a pessoa que vai ficar com a finada vaga irá representar a Associação Comercial Industrial e Agrícola de Indaiatuba (Aciai).
Mas em entrevista concedida à Tribuna, o presidente da Aciai, Jair Sigrist, garante que a associação que ele representa indicou apenas um nome para este conselho. O dele.
Com base nisso a Prefeitura acaba deixando que as pessoas possam fazer duas análises do caso. A primeira é que os conselhos municipais, seja lá do que for, podem estar repletos de fantasmas (no caso do Conseg, literalmente), e a segunda é que esses mesmos conselhos não têm a menor representatividade perante o poder público de Indaiatuba.
São por esses dois motivos que esse “erro de digitação” não pode ser esquecido e colocado no arquivo dos assuntos resolvidos.
É preciso que os vereadores de Indaiatuba, que foram eleitos para fiscalizar os atos do Executivo e não para bajular o mesmo, cobrem explicações do prefeito e investiguem essa e outras nomeações feitas ao longo dos últimos anos.
E isso não se resume apenas aos conselhos, mas, também, aos outros cargos indicados e nomeados pelo prefeito e seus homens fortes.
Não basta aos membros do Legislativo, que passaram o último ano dizendo amém para tudo que a Prefeitura fez e pediu, aceitar a resposta do “erro de digitação”.
O primeiro, dos muitos passos a ser seguido, é usar o poder dado ao Legislativo e investigar as nomeações das pessoas que ocupam os cargos comissionados que se amontoam pelo Paço Municipal e pelas outras dependências do Executivo local.
É preciso que os parlamentares façam mais. É preciso ir além.
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