Punição impensada
Por Danilo TezotoQua, 17 de novembro de 2010 às 17h41 - Comentários: 0Visualizações: 0
Não é de hoje que funcionários que, com direito, enfrentam seus patrões em busca de melhorias para toda uma categoria recebem diversos tipos de represalias.
Dentro de organizações e empresas de menor porte essa situação acaba sendo mais visível e, muitas vezes, o funcionário punido acaba se sentindo intimidado e deixa de protestar.
Incentivados pela garantia de estabilidade que possuem, funcionários públicos são os que mais se envolvem em confronto com seus patrões.
Mas, muitas vezes, quase na maioria delas, depois que o movimento termina, as punições veladas começam a se espalhar pelas repartições públicas.
Após o final da greve do funcionalismo de Indaiatuba, a Administração afirmou que iria punir os servidores mais exaltados que, segundo o Executivo, chegaram a depredar alguns prédios públicos.
Com a manifestação dos próprios funcionários, um vereador e parte da imprensa, a decisão dos responsáveis foi deixada de lado para a maioria dos funcionários.
Mas, além da punição colocada no papel, onde alguns funcionários podem perder dias de trabalho, algumas punições obscuras estão sendo aplicadas.
Funcionários que antes exerciam determinadas funções, hoje estão escondidos dentro das repartições.
Guardas municipais que antes estavam nas ruas combatendo a violência agora ficam presos dentro de prédios abandonados com a função de “preservá-los”.
Mas essa atitude pequena da Prefeitura pode acabar saindo pela culatra.
Em alguns casos, servidores estão abrigados em prédios sem a menor condição de higiene, não tem banheiro e nem água potável para beber.
Se o município for processado por conta de atitudes mesquinhas como essa, quem deveria pagar pelo prejuízo deveriam ser os responsáveis por tal atitude, no mínimo, impensada.
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Marcadores: Governo, Greve, Servidor
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