O estado debilitado da saúde pública indaiatubana
Por Rodrigo GattiQua, 03 de novembro de 2010 às 17h14 - Comentários: 0Visualizações: 0
Não é novidade para ninguém! A saúde pública indaiatubana precisa de socorro imediato! Na Tribuna de Indaiá, são frequentes as reportagens relatando o estado em que se encontra, principalmente, o Hospital Augusto de Oliveira Camargo, o Haoc. Demora nos atendimentos, falta de médicos e agora, recentemente, o pedido de demissão em massa dos médicos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Haoc. Os problemas são inúmeros e parece que, a cada dia, crescem ainda mais.
A população, a mais afetada por estes problemas, acaba recorrendo à imprensa na tentativa de diminuir o sofrimento e a desgastante rotina de passar pelos mesmos imbróglios toda vez que precisa de uma atendimento médico na rede pública de saúde. Muitas vezes, todo o desgaste e frustração dos usuários é descontado nos profissionais que possuem a menor (ou até não possuem) taxa de responsabilidade pelo que está acontecendo: os médicos, enfermeiros e profissionais de saúde.
Senti na pele o que estes profissionais, que trabalham, em meu exemplo, na emergência do Haoc, passam. No dia 23 de outubro, desloquei o ombro durante o treino do Indaiatuba Destruction Flames (sim, com toda essa musculatura, eu pratico um esporte de contato). Cheguei ao Haoc e, com muita dor, fui direto para a emergência. Logo de cara já vi que a situação não era das mais animadoras. Macas com pacientes se espalhavam pelo corredor. Logo na entrada, três acidentes de trânsito que precisavam de prioridade. E eu lá, com um ombro deslocado, esperei de 20 a 30 minutos para receber o primeiro atendimento.
Como jornalista, acredito que criticar é direito de todos quando há problemas, mas também, quando há pontos positivos, é necessário elogiar. Após os primeiros 30 minutos de espera, tudo ocorreu rapidamente. O diagnóstico, o raio-x, o procedimento para colocar o ombro no lugar, a consulta, a medicação e a liberação tomaram pouco mais de 40 minutos do meu tempo. A equipe de enfermeiras e o médico ortopedista que me atendeu, Mauro Caron, foram atenciosos, claros e objetivos no atendimento que durou, em sua totalidade, uma hora e meia. Frisa-se, em momento algum eu mencionei que era jornalista deste veículo de comunicação.
Este é um exemplo claro de que o problema da saúde pública indaiatubana não está naqueles que seguram os bisturis e vestem avental. Mas sim na gestão, naqueles que estão na frente do computador, portando uma caneta, assinando convênios e documentos. É do escritório com ar condicionado que saem os valores de plantão e os salários dos profissionais e as verbas destinadas à melhora da infra-estrutura em saúde.
Em ano de eleição, vale lembrar o leitor, que também é eleitor, que a principal arma, entre outras, que ele possui para reclamar a situação da atual saúde pública de sua cidade é o voto e, principalmente, sua consciência. Portanto, analisar bem antes de apertar aquele famoso botão verde com a escrita “Confirma” é dever de todos.
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Marcadores: Hospital, Saúde
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