Jogando contra
Por Danilo TezotoQua, 01 de dezembro de 2010 às 17h48 - Comentários: 0Visualizações: 0
Desde o tempo em que Cabral errou as Índias e veio parar no Brasil que a imagem do político perante a população é a pior possível.
Embora alguns parlamentares se esforcem para mudar essa situação, a maioria deles tem prazer em manter a tradição.
Por conta disso não medem esforços para desviar recursos que teriam de ser investidos na saúde, segurança e educação. Para não queimar o filme, muitos desses políticos preferem receber “um por fora” quando vão fechar o contrato de licitação de uma obra que será realizada em seu município ou estado.
Nas raras vezes em que um trabalho parece que vai seguir a linha esperada pelos eleitores, sempre acontece algo que faz com que o povo mantenha os dois pés atrás com a classe política.
Depois de enrolar por quase seis meses, a administração de Indaiatuba apresentou nesta semana o projeto da reestruturação dos cargos e salários dos mais de quatro mil servidores municipais.
Mesmo com alguns equívocos, o projeto contempla os funcionários públicos com um plano de carreira e uma progressão de salários.
Porém, quando a questão envolve os homens públicos, sempre existe um, porém.
Ao mesmo tempo em que a Prefeitura vai contemplar alguns funcionários com um reajuste salarial que não ultrapassa os R$ 100, ela apresenta um projeto onde os secretários vão ter um aumento de R$ 3 mil.
Não se discute a questão do merecimento ou não dos secretários, que vão passar a ganhar algo em torno de R$ 12,5 mil, mas sim o pouco caso com a população.
Será que a administração não pensa no incômodo que essa situação gera perante aos servidores e junto à opinião pública?
Enquanto uns vão ter um aumento de R$ 100 outros terão R$ 3 mil a mais na conta.
Com uma ação como essa, uma pergunta tem que ser feita.
Para dar aumento aos secretários e diretores a Prefeitura nem reluta em pensar em um valor, mas, para os servidores que são as pessoas que fazem com que a máquina gire a luta para um aumento de R$ 1 é quase inglória.
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Marcadores: Eleitor, Política, Secretário
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