As negociações entre servidores e o Executivo, que praticamente travam uma batalha para definir as bases do projeto que trata da reestruturação de cargos e salários do funcionalismo público vem mostrando uma situação, no mínimo, curiosa.
Seguindo as determinações que estão no projeto que deve ser votado na próxima segunda-feira, dia 13, uma parte dos funcionários acreditam que vão receber um salário justo, enquanto os outros entendem que o projeto é fraco, não trás benefícios e não deve ser aprovado.
As considerações de ambas as partes podem ser justas, já que cada um sabe o quanto às mudanças irão ajudar, ou não.
Porém, existe outra questão que os servidores precisam discutir.
Quando se trata de uma reivindicação para uma categoria, a ideia é que todos se sintam contemplados com as melhorias, e não apenas uma parcela.
Baseado nisso, os servidores que estão se sentindo beneficiados com as mudanças e precisam entender que agora é à hora de ajudar os outros funcionários.
Não basta apenas conseguir melhorias para si e ver o colega da sala ao lado sofrer com o salário minguado pago pela Prefeitura. Isso porque a maioria dos servidores que está sendo prejudicado com a reestruturação são aqueles que fizeram greve, perderam dias de trabalho, lutaram para conseguir as melhorias e agora não vão conseguir as melhorias oferecidas para todos.
Pior do que isso é saber que os que serão beneficiados são os mesmos que não participaram da greve e nem se indispuseram com o patrão.
É fácil obter benefícios se apoiando nas costas dos outros e na hora que as pessoas precisam ignorar o pedido e não oferecer ajuda.
Para grande parte dos servidores locais é hora de parar de olhar para o próprio umbigo e começar a ajudar o outro.
Amanhã pode ser você que vai precisar de ajuda.