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A alma do negócio
Por Cynthia SantosQua, 29 de dezembro de 2010 às 11h51 - Comentários: 0Visualizações: 0
O dia em que comerciantes perceberem que o atendimento ao cliente é a principal “arma” para vender mais eles alcançarão o sucesso. Este não é nenhum mantra de gurus de marketing, não. É apenas a constatação de uma pessoa que preza pelo bom atendimento em qualquer lugar.
Acredito que um dos principais problemas enfrentados pelos comerciantes locais é encontrar mão-de-obra. A Tribuna já mostrou em matéria recente a dificuldade de se encontrar trabalhadores em Indaiatuba em uma época em que a indústria está em alta. Porém, em certos comércios, o próprio dono atende mal seus clientes. Já cheguei a ir a lojas em que a dona está no caixa e sequer cumprimenta aquele que está dando lucro para seu negócio.
Em restaurantes, padarias e cafés atendentes muitas vezes se mostram despreparados, mal humorados e o pedido demora um tempão para chegar à mesa. Mesmo assim, pela falta de opções em Indaiatuba, estes lugares conseguem estar sempre cheios. Imagine se o atendimento fosse bom então, provavelmente o comerciante teria que abrir mais algumas unidades ou ampliar sua estrutura.
Não seria uma maravilha?
Para muitos, parece que não. Observando o comércio local você vê que quem atende bem é quem consegue crescer. Abrem mais e mais lojas – aqui e em outras cidades – e sabem dar a devida importância ao cliente. Os demais, ou fecham ou estão sempre às moscas.
Está na hora de acordar e começar a investir mais em funcionários. Se eles estiverem bem, vão atender bem o cliente. Se forem reconhecidos, se empenharão em fazer o negócio ser cada vez melhor. Pelo jeito, poucos são os comércios que se preocupam com isso.
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Estrutura para que?
Por Rodrigo GattiSex, 17 de dezembro de 2010 às 16h30 - Comentários: 0Visualizações: 0
Esta é a pergunta que a Secretaria Municipal de Educação deve estar se fazendo neste momento, enquanto você, leitor, lê este blog. O caso de alunos de duas salas da 4ª série do ensino fundamental da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Wladimir Olivier, no Jardim Oliveira Camargo, que terão que estudar “provisoriamente” na Emeb Janette Vaqueiro, que fica na Vila Brizolla, que você vai conferir na edição de amanhã, dia 18, da Tribuna de Indaiá, mas que pode ver uma prévia aqui, mostra que, pelo jeito, a real preocupação da secretaria com a educação indaiatubana não passa perto de fornecer a estrutura adequada para seus alunos.
Os erros já começam antes mesmo da transferência das crianças. As duas turmas usavam duas salas da Escola Estadual Deolinda Maneira Severo, já que o atual prédio da Emeb não suporta a quantidade atual de estudantes da escola. Assim, pergunto: como matricular mais crianças em uma unidade escolar do que a mesma pode suportar em sua estrutura física?
Mesmo que a escola estadual situada ao lado do prédio conceda salas, por ser parcialmente municipalizada, a situação é insustentável. Este caso é semelhante ao imbróglio das vagas em creches, já bem conhecido da população indaiatubana. Nele, o governo municipal deve oferecer toda a estrutura necessária para que a educação, uma dos principais pilares do desenvolvimento, na minha opinião, consiga caminhar com suas próprias pernas e não dependa dos outros para suprir suas necessidades.
Se continuar assim, com o passar dos anos, alunos migrarão de escola em escola, se transformando em nômades da educação pública indaiatubana. Se a moda pega...
E você? Como vê esta situação? Qual a sua opinião sobre a educação em Indaiatuba?
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Torcedor ‘mala’
Por Jean MartinsQua, 15 de dezembro de 2010 às 17h45 - Comentários: 0Visualizações: 0
Torcedor é um ser humano chato, irritante e sem educação. No último domingo, dia 12, durante a final do Campeonato Amador da Lidi, tive alguns contratempos com um torcedor “mala”, que fez com que o meu domingo fosse ainda mais agradável.
Tudo começou quando eu estava no setor de imprensa, acima das arquibancadas do Estádio Ítalo Mário Limongi. Além de ter que prestar atenção no jogo e em tudo que acontecia no local, alguns torcedores, que ainda não era o “mala”, faziam questão de perguntar a todo momento o tempo do jogo, como se eu fosse o árbitro da partida, ou era o único no estádio a marcar o tempo.
Aos 25 minutos do segundo tempo, eis que surge em minha vida o torcedor “mala”. Como a área de imprensa estava tomada por “bicões”, decidi sentar-me numa muretinha ao lado da cabine de rádio, visando não atrapalhar ninguém. Mas do nada, chega o determinado torcedor, que fez questão de ficar escorado na parede, tampando toda a visão que eu tinha do campo.
O torcedor não se deu por convencido em apenas tirar a minha visão e começou a fazer um monte de indagações. Perguntou quanto estava o jogo, quem fez os gols, qual era o tempo de partida.
Mantive a calma, respondi a todas as perguntas e logo iniciei uma oração para que a partida terminasse rápido. Com o término do jogo, desci ao campo em busca de algumas entrevista, feliz, pensando em ter me livrado do “mala”.
Mas me enganei. Em determinado momento, quando entrevistava um jogador, surge à figura simpática do torcedor, que fez questão de novamente me atrapalhar. Eu perguntava algo para o atleta e o torcedor respondia ao mesmo tempo que o jogador. Tinha que ouvir duas vozes me respondendo e tentar prestar atenção apenas em uma.
Para completar, após me conceder uma entrevista exclusiva, o torcedor “mala” trabalhou como uma espécie de produtor para mim. De forma abusada, o indivíduo começou a indicar os jogadores que eu deveria entrevistar.

OBS: Só para constar, o torcedor “mala” não foi o destaque da partida, mas sim o bom futebol, a presença em massa das duas torcidas, e o título conquistado brilhantemente pelo União Paraná. Parabéns pelo bicampeonato.
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‘Só 5 minutinhos’
Por Cynthia SantosSeg, 13 de dezembro de 2010 às 11h17 - Comentários: 0Visualizações: 0
Motoristas param em vaga para deficiente em supermercadoMotoristas param em vaga para deficiente em supermercado
Na semana passada, chegou à Redação e-mail de um leitor indignado porque recebeu uma multa do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) no período noturno. O leitor admitiu que estava com o carro estacionado em local proibido, mas alega que foi por “apenas” cinco minutos e estava com o pisca-alerta ligado.
Disse ainda que o Demutran deveria multar apenas quem comete infrações “graves” e que deixaria de comprar no Centro de Indaiatuba e iria para Campinas.
É lamentável a mentalidade destes motoristas que vivem a criticar o trânsito de Indaiatuba, mas ajudam a torná-lo ainda pior, mesmo que aleguem que seja “só por cinco minutinhos”. Um trânsito confuso pode atrapalhar muita gente em cinco minutos.
Na terça-feira passada, presenciei um caminhão estacionado na Rua 15 de Novembro, esquina com a Rua Siqueira Campos. Ele estava não só sobre a faixa de pedestres da 15 de Novembro como também com a cabine invadindo a Siqueira Campos.
Quem parava na Siqueira Campos para tentar atravessar a 15 de Novembro, simplesmente não enxergava nada. O risco de acidente era grande, mas os homens que estavam descarregando o caminhão pareciam pouco se importar. Sabe quanto tempo ele ficou parado ali? Cinco minutos, mas atrapalhou muito e poderia ter provocado um acidente.
Há uns anos, a Tribuna fez uma matéria sobre os motoristas que paravam em vagas para deficientes nos supermercados, mesmo sem se enquadrarem nesta categoria. Um deles alegou à reportagem que deficiente não vai ao mercado (!). Outro, que parou só por cinco minutinhos (mais uma vez). Uma vez a deputada federal eleita Mara Gabrilli, cadeirante, declarou que uma pessoa que não tem deficiência estacionar sobre uma vaga para portadores de necessidades especiais é a mesma coisa que estacionar no meio da Avenida Paulista e abandonar o carro. Isso para demonstrar o tamanho do transtorno que o ato causa na vida dos deficientes.
Indaiatuba já é condescendente demais com os motoristas: em algumas vias caóticas, permite o estacionamento dos dois lados da rua; deixa os motoristas estacionarem nos canteiros centrais, mesmo que isso atrapalhe a visão dos outros, e por aí vai.
Portanto, é preciso parar de olhar para o próprio umbigo e dirigir pensando nos efeitos que se causará na vida dos demais motoristas. Isso vale para todos os motoristas folgados, inclusive aqueles que param em vagas para idosos e deficientes em supermercados e acham a coisa mais normal do mundo.
Ao leitor que disse que vai para Campinas fazer compras, é melhor assim. Quanto menos motoristas mal educados transitarem por Indaiatuba, melhor.
Abaixo os “5 minutinhos!”
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Wikileaks, uma faca de dois gumes para o jornalismo
Por Rodrigo GattiSex, 10 de dezembro de 2010 às 17h39 - Comentários: 0Visualizações: 0
Não se fala em outro assunto esta semana senão sobre a prisão do fundador do Wikileaks, Julian Assenge, acusado de crimes de abuso sexual na Suécia. Seu site ficou famoso mundialmente pelo vazamento de documentos confidenciais de potências mundiais como os Estados Unidos, como por exemplo, sobre as operações militares no Afeganistão e no Iraque. O site se tornou, em pouco tempo, um alvo da famosa indagação: ama-lo ou deixa-lo!
O surgimento do Wikileaks levantou questões entre as potências diplomáticas mundiais, mas também no jornalismo do globo. Como o site afetaria o jornalismo? Seria uma ferramenta a mais de trabalho ou é uma ameaça ao fazer jornalístico?
O principal medo dos meios de comunicação é ver seu poder de denúncia e fiscalização política enfraquecido. O Wikileaks mostrou que, com a poderosa ferramente da Internet, a maneira como se faz jornalismo hoje em dia deve sofrer mudanças, ou na melhor das hipóteses, deve ser adaptada ao âmbito técnológico mundial, aquele onde a informação está onde quer que você esteja. O Wikileaks deu a chance ao jornalismo colaborativo, aquele em que há maior participação populacional, direcione os novos rumos da imprensa mundial.
Dar acesso à documentos oficiais e sigilosos à qualquer cidadão do mundo implica diversos temores éticos que englobam o jornalismo. Quais serão os novos limites de transparência? E os segredos de Estado, eles resistirão ao novo paradigma do novo modo de informar?
Do outro lado da lâmina, o Wikileaks é uma ferramenta importante de acesso à informação. A liberdade de acesso à documentos prega pela disseminação da verdade absoluta e pura, princípio básico do jornalismo e soma ao conhecimento livre de interferências, dando ao leitor, o livre arbítrio de ler uma notícia e, através da consulta aos documentos no site, julgá-la ao seu modo.
O que você acha? O Wikileaks é uma nova arma a favor da informação ou tira o poder da imprensa?
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Cada um cuida do seu
Por Danilo TezotoQua, 08 de dezembro de 2010 às 17h42 - Comentários: 0Visualizações: 0
As negociações entre servidores e o Executivo, que praticamente travam uma batalha para definir as bases do projeto que trata da reestruturação de cargos e salários do funcionalismo público vem mostrando uma situação, no mínimo, curiosa.
Seguindo as determinações que estão no projeto que deve ser votado na próxima segunda-feira, dia 13, uma parte dos funcionários acreditam que vão receber um salário justo, enquanto os outros entendem que o projeto é fraco, não trás benefícios e não deve ser aprovado.
As considerações de ambas as partes podem ser justas, já que cada um sabe o quanto às mudanças irão ajudar, ou não.
Porém, existe outra questão que os servidores precisam discutir.
Quando se trata de uma reivindicação para uma categoria, a ideia é que todos se sintam contemplados com as melhorias, e não apenas uma parcela.
Baseado nisso, os servidores que estão se sentindo beneficiados com as mudanças e precisam entender que agora é à hora de ajudar os outros funcionários.
Não basta apenas conseguir melhorias para si e ver o colega da sala ao lado sofrer com o salário minguado pago pela Prefeitura. Isso porque a maioria dos servidores que está sendo prejudicado com a reestruturação são aqueles que fizeram greve, perderam dias de trabalho, lutaram para conseguir as melhorias e agora não vão conseguir as melhorias oferecidas para todos.
Pior do que isso é saber que os que serão beneficiados são os mesmos que não participaram da greve e nem se indispuseram com o patrão.
É fácil obter benefícios se apoiando nas costas dos outros e na hora que as pessoas precisam ignorar o pedido e não oferecer ajuda.
Para grande parte dos servidores locais é hora de parar de olhar para o próprio umbigo e começar a ajudar o outro.
Amanhã pode ser você que vai precisar de ajuda.
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O amador que custa caro
Por Jean MartinsTer, 07 de dezembro de 2010 às 13h40 - Comentários: 0Visualizações: 0
Há um bom tempo ouço pessoas ligadas ao futebol e o futsal local reclamarem dos altos investimentos financeiros que os clubes fazem durante as competições. Para elas, com esta atitude, o campeonato perde um pouco do seu amadorismo natural e deixa de lado um de seus propósitos: reunir os amigos no final de semana para “bater uma bolinha”.
Atualmente o que vimos são jogadores ganhando R$ 100, R$ 150 por jogo. Muitos moram em cidade vizinhas e vestem ou já vestiram camisas de times considerados profissionais.
O que mais me preocupa em tudo isso é que as equipes estão perdendo suas torcidas. Por mais que sejam pais, parentes e amigos, são pessoas que comparecem aos locais de jogos, torcem, e fazem com que o “espetáculo” fique ainda mais bonito.
Um exemplo disso aconteceu no último sábado, dia 4, nas finais da Primeira e Segunda Divisão da Copa Loucos Por Esporte de Futsal, organizada pela Aifa. Na final da Segunda Divisão, Manchester e Dynamo fizeram uma excelente partida, assistidos por um bom público.
Na sequência teve a final da Primeira Divisão, entre NIshi e Sol Joias, times que também investem alto para competir. Resultado: mais da metade dos torcedores foram embora e os poucos que estavam lá não tinham preferência por uma das equipes. Apenas queriam assistir a partida, pouco importava quem seria o campeão.
O mesmo aconteceu nas semifinais do Campeonato Amador da Lidi. De um lado a torcida do time Bairro Oliveira Camargo (União Paraná) marcava presença em massa nas arquibancadas do Estádio do Primavera. Com maioria dos jogadores residentes no bairro, a vontade e o comprometimento dos jogadores, além do apoio da torcida foram fundamentais para a equipe chegar em mais uma final.
Do outro lado estava a Ponte Preta de Itaici. Time que tem um alto investimento no ano, conta com jogadores acima da média, mas que não tinham motivação alguma vindo das arquibancadas, pois era algo quase impossível encontrar um torcedor do clube no local.
Esta atitude dos clubes está acabando com a magia dos campeonatos amadores. A intenção das competições é reunir amigos para uma partida de futebol. O que deveria estar em jogo era apenas a vitória para o time do seu bairro e não uma quantia X em dinheiro. Acredito sim que os clubes têm que ter patrocinadores, mas isso para custear material esportivo dos atletas, transportes e alimentação após a partida. Para um clube amador, que disputa campeonato local, já está de bom tamanho.
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Marcadores: Amador, Esportes, Futebol, Futsal
Sujo e mal lavado
Por Cynthia SantosSeg, 06 de dezembro de 2010 às 09h53 - Comentários: 0Visualizações: 0
Atendimento em hospital na ala do SUS é semelhante ao convênioAtendimento em hospital na ala do SUS é semelhante ao convênio
Frequentemente reclamamos da saúde pública no País. De fato a situação é péssima. Se fosse razoável, poucas pessoas optariam por serem clientes de convênios médicos.
Mas engana-se quem pensa que a situação de quem paga por planos de saúde é maravilhosa se comparada a quem é atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em Indaiatuba, para se conseguir consulta com especialistas das áreas de dermatologia e ginecologia, por exemplo, a espera mínima é de três meses.
Você liga no consultório e ouve da secretária: “A senhora precisa estar ligando (sic) no dia 15, que é quando a doutora abre a agenda para o ano que vem”. Olha o absurdo: nem consulta eles querem marcar antes da data determinada pelos médicos. Mas se você ligar e disser que a consulta é particular, por meros R$ 300 você consegue um encaixe no dia seguinte.
Pago mensalmente R$ 250 de convênio médico. Como estou grávida, tenho que ir ao ginecologista quinzenalmente. Chego ao consultório e, junto com outras gestantes, espero cerca de duas horas para ser atendida. Na sala de espera, não há lugares para todas permanecerem sentadas. Não é um absurdo?
Outro dia precisava de dermatologista com urgência. Liguei no que vou sempre e a secretária informou que ele estava de férias do meu convênio (!). Depois, só teria consulta para dali a três meses.
Em um hospital da cidade, quem é atendido no pronto-socorro do SUS espera de duas a três horas. No convênio também. Médico e enfermeiros são os mesmos e o atendimento muitas vezes é na base do coice.
Com exames não é diferente. Esses dias liguei para marcar um ultrasson morfológico e só tinha vaga pelo convênio para o dia 27 de dezembro. Isso porque meu retorno é dia 8 de dezembro. Eis que a funcionária da clínica revela que “se for particular a agenda é outra”.
A culpa deste verdadeiro descaso dos médicos com os convênios, na verdade, é das próprias empresas que administram planos de saúde. Isso porque elas cobram caro dos clientes e repassam uma merreca pelo valor das consultas. Isso faz com que os médicos racionem o atendimento aos planos de saúde.
Dia desses fiz uma reclamação formal com o meu convênio. Eles alegam que “estão abertos” para novos médicos em Indaiatuba, o problema é que ninguém quer trabalhar para eles. Por que será, né? Se pagassem bem, teria médico se estapeando para atender.
Dá até para questionar que vantagem tem quem paga convênio. Estou começando a acreditar que planos de saúde geram a falsa segurança de que quando você ficar doente estará melhor amparado. Pura ilusão.
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Tem medo do que?
Por Rodrigo GattiSex, 03 de dezembro de 2010 às 17h45 - Comentários: 0Visualizações: 0
Quando eu estava no primeiro semestre do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), alguns de meus mestres sempre proferiam a seguinte sentença: “Existe algo que é um dos maiores problemas do jornalismo mas que, ao mesmo tempo, nós jornalistas, não podemos abrir mão: as fontes”. Fui perceber isso na prática da profissão e, há mais de três anos na área, posso dizer: “Meus mestres estavam mais do que certos”.
O fazer jornalismo é uma tarefa árdua. Sua missão é trabalhar com conflitos. Enquanto a maior parte da população foge deles, o jornalista corre atrás, querendo saber todos os detalhes do imbróglio para relatar tudo. Tudo isso com o simples objetivo de informar e, com a informação, dar sua contribuição para a sociedade e a comunidade em que vive.
Mas o que você deve estar se perguntando é: “O que isso tem a ver com as fontes?”. Elas são, simplesmente, o cerne do trabalho jornalístico. O jornalismo depende, em boa parte, delas, para reclamar, denunciar, revelar, enfim, todos os verbos que você possa imaginar. Mas o problema é quando a fonte acha que pode usar o jornalismo para seu extremo deleite.
Muitas pessoas já vieram a mim querendo fazer denúncias. Denunciar é ótimo! Todo mundo gosta de relatar algo errado, que o prejudica e não faz mais que seu dever e direito. O problema é quando quer reclamar, mas não quer assumir. Ou então, quando denunciam, mas mais tarde, em virtude de algum fato extra aqui e ali, resolvem que aquele momento não foi o ideal e negociam para que a matéria não saia agora ou algo do tipo.
Estes casos existem aos montes, até em simples reclamações de buracos na rua. Sim, pasmem! A pessoa quer reclamar sobre um buraco mas não quer ter sua identidade revelada porque o primo do cunhado do sogro trabalha em tal lugar e pode prejudicar o trabalho dele. Ainda existe um caso pior, aquele quando as pessoas se isentam de dar qualquer declaração. Quando abordadas dizem que não querem falar porque “pode dar problema”. Que problema? Pergunto eu! O que vai acontecer é que o “problema” que o está incomodando vai permanecer porque, sem informações, eu, o jornalista, não faço a reportagem.
Mas que fique claro, não sou completamente contra esta medida. Em certos assuntos, a identidade da fonte ou do entrevistado deve sim ser preservada. Não há dúvidas que em casos graves que envolvam violência, corrupção, etc., a fonte tanto pode, quanto deve exigir o anonimato. Mas vamos guardar as devidas proporções.
Este “fascínio” de algumas fontes em ser anônima só prejudica a todos. Primeiro, nivela o jornalismo por baixo que, com fontes que não querem se identificar, perde a credibilidade e, em segundo lugar, atinge principalmente a população, que deixa de ter em mãos uma ferramenta para atender seus anseios: a imprensa.
Então, caras fontes, não tenham medo! Vocês tem o direito de reclamar, denunciar. Ninguém pode tirar isso de vocês. Mas tenham em mente, informação sem “rosto” perde-se em meio à multidão.
E você? O que acha deste anonimato?
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Marcadores: Cidades, Corrupção, Informação
Jogando contra
Por Danilo TezotoQua, 01 de dezembro de 2010 às 17h48 - Comentários: 0Visualizações: 0
Desde o tempo em que Cabral errou as Índias e veio parar no Brasil que a imagem do político perante a população é a pior possível.
Embora alguns parlamentares se esforcem para mudar essa situação, a maioria deles tem prazer em manter a tradição.
Por conta disso não medem esforços para desviar recursos que teriam de ser investidos na saúde, segurança e educação. Para não queimar o filme, muitos desses políticos preferem receber “um por fora” quando vão fechar o contrato de licitação de uma obra que será realizada em seu município ou estado.
Nas raras vezes em que um trabalho parece que vai seguir a linha esperada pelos eleitores, sempre acontece algo que faz com que o povo mantenha os dois pés atrás com a classe política.
Depois de enrolar por quase seis meses, a administração de Indaiatuba apresentou nesta semana o projeto da reestruturação dos cargos e salários dos mais de quatro mil servidores municipais.
Mesmo com alguns equívocos, o projeto contempla os funcionários públicos com um plano de carreira e uma progressão de salários.
Porém, quando a questão envolve os homens públicos, sempre existe um, porém.
Ao mesmo tempo em que a Prefeitura vai contemplar alguns funcionários com um reajuste salarial que não ultrapassa os R$ 100, ela apresenta um projeto onde os secretários vão ter um aumento de R$ 3 mil.
Não se discute a questão do merecimento ou não dos secretários, que vão passar a ganhar algo em torno de R$ 12,5 mil, mas sim o pouco caso com a população.
Será que a administração não pensa no incômodo que essa situação gera perante aos servidores e junto à opinião pública?
Enquanto uns vão ter um aumento de R$ 100 outros terão R$ 3 mil a mais na conta.
Com uma ação como essa, uma pergunta tem que ser feita.
Para dar aumento aos secretários e diretores a Prefeitura nem reluta em pensar em um valor, mas, para os servidores que são as pessoas que fazem com que a máquina gire a luta para um aumento de R$ 1 é quase inglória.
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