Infelizmente já se tornou rotina para os meios de comunicação que atuam na capital de São Paulo fazer matérias e mais matérias sobre as consequências das chuvas que atingem a cidade em todo começo de ano.
Sempre que as chamadas chuvas de verão atingem a capital, os moradores que, por falta de opção, moram nas consideradas áreas de risco ficam em estado de alerta 24h por dia, rezando para que o pior não aconteça.
Mas, devido ao crescimento desordenado que assola as capitais e maiores cidades do país, a reza não faz efeito e as catástrofes acontecem sucessivamente.
Depois que as águas invadem casas, transformam ruas e avenidas em rios e acabam com famílias inteiras, todo mundo fica assustado, considera a situação uma calamidade e coloca a culpa no poder público.
Só que o que ninguém fala é que, um dos grandes motivos para que as enchentes aconteçam é a falta de educação dos próprios afetados.
É fácil ver pelas ruas das grandes cidades, e agora também nos municípios do interior, uma infinidade de lixo que é jogado nas calçadas e que provocam o entupimento de bueiros, facilitando a proliferação das enchentes.
Isso não significa que o Poder Público seja perfeito e não tenha uma grande parcela, talvez a maior, de culpa no que acontece com as cidades quando as chuvas são fortes e intensas. A maioria dos prefeitos, governadores e o presidente em exercício pouco se preocupam em encontrar medidas que solucionem esse problema que, neste ano, também está afetando cidades onde isso não acontecia.
Mas o cidadão que joga lixo na rua precisa ter a consciência de que os seus atos vão ser facilmente percebidos quando a próxima chuva cair.