A notícia publicada na edição do último sábado da Tribuna de Indaiá, onde o prefeito Reinaldo Nogueira (PDT), indicou o nome de uma pessoa que morreu de câncer em abril de 2008 para compor o Conselho Municipal de Segurança (Conseg) chamou bastante a atenção dos leitores e da população indaiatubana.
O fato foi tratado pela assessoria de comunicação da Prefeitura como um erro de digitação e que o nome da pessoa que vai ocupar a vaga do falecido será publicado de forma correta.
Porém, uma análise mais profunda deste fato mostra que o caso vai além de um simples erro de digitação.
Segundo a assessoria do Prefeito, a pessoa que vai ficar com a finada vaga irá representar a Associação Comercial Industrial e Agrícola de Indaiatuba (Aciai).
Mas em entrevista concedida à Tribuna, o presidente da Aciai, Jair Sigrist, garante que a associação que ele representa indicou apenas um nome para este conselho. O dele.
Com base nisso a Prefeitura acaba deixando que as pessoas possam fazer duas análises do caso. A primeira é que os conselhos municipais, seja lá do que for, podem estar repletos de fantasmas (no caso do Conseg, literalmente), e a segunda é que esses mesmos conselhos não têm a menor representatividade perante o poder público de Indaiatuba.
São por esses dois motivos que esse “erro de digitação” não pode ser esquecido e colocado no arquivo dos assuntos resolvidos.
É preciso que os vereadores de Indaiatuba, que foram eleitos para fiscalizar os atos do Executivo e não para bajular o mesmo, cobrem explicações do prefeito e investiguem essa e outras nomeações feitas ao longo dos últimos anos.
E isso não se resume apenas aos conselhos, mas, também, aos outros cargos indicados e nomeados pelo prefeito e seus homens fortes.
Não basta aos membros do Legislativo, que passaram o último ano dizendo amém para tudo que a Prefeitura fez e pediu, aceitar a resposta do “erro de digitação”.
O primeiro, dos muitos passos a ser seguido, é usar o poder dado ao Legislativo e investigar as nomeações das pessoas que ocupam os cargos comissionados que se amontoam pelo Paço Municipal e pelas outras dependências do Executivo local.
É preciso que os parlamentares façam mais. É preciso ir além.