Não é novidade para ninguém! A saúde pública indaiatubana precisa de socorro imediato! Na Tribuna de Indaiá, são frequentes as reportagens relatando o estado em que se encontra, principalmente, o Hospital Augusto de Oliveira Camargo, o Haoc. Demora nos atendimentos, falta de médicos e agora, recentemente, o pedido de demissão em massa dos médicos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Haoc. Os problemas são inúmeros e parece que, a cada dia, crescem ainda mais.
A população, a mais afetada por estes problemas, acaba recorrendo à imprensa na tentativa de diminuir o sofrimento e a desgastante rotina de passar pelos mesmos imbróglios toda vez que precisa de uma atendimento médico na rede pública de saúde. Muitas vezes, todo o desgaste e frustração dos usuários é descontado nos profissionais que possuem a menor (ou até não possuem) taxa de responsabilidade pelo que está acontecendo: os médicos, enfermeiros e profissionais de saúde.
Senti na pele o que estes profissionais, que trabalham, em meu exemplo, na emergência do Haoc, passam. No dia 23 de outubro, desloquei o ombro durante o treino do Indaiatuba Destruction Flames (sim, com toda essa musculatura, eu pratico um esporte de contato). Cheguei ao Haoc e, com muita dor, fui direto para a emergência. Logo de cara já vi que a situação não era das mais animadoras. Macas com pacientes se espalhavam pelo corredor. Logo na entrada, três acidentes de trânsito que precisavam de prioridade. E eu lá, com um ombro deslocado, esperei de 20 a 30 minutos para receber o primeiro atendimento.
Como jornalista, acredito que criticar é direito de todos quando há problemas, mas também, quando há pontos positivos, é necessário elogiar. Após os primeiros 30 minutos de espera, tudo ocorreu rapidamente. O diagnóstico, o raio-x, o procedimento para colocar o ombro no lugar, a consulta, a medicação e a liberação tomaram pouco mais de 40 minutos do meu tempo. A equipe de enfermeiras e o médico ortopedista que me atendeu, Mauro Caron, foram atenciosos, claros e objetivos no atendimento que durou, em sua totalidade, uma hora e meia. Frisa-se, em momento algum eu mencionei que era jornalista deste veículo de comunicação.
Este é um exemplo claro de que o problema da saúde pública indaiatubana não está naqueles que seguram os bisturis e vestem avental. Mas sim na gestão, naqueles que estão na frente do computador, portando uma caneta, assinando convênios e documentos. É do escritório com ar condicionado que saem os valores de plantão e os salários dos profissionais e as verbas destinadas à melhora da infra-estrutura em saúde.
Em ano de eleição, vale lembrar o leitor, que também é eleitor, que a principal arma, entre outras, que ele possui para reclamar a situação da atual saúde pública de sua cidade é o voto e, principalmente, sua consciência. Portanto, analisar bem antes de apertar aquele famoso botão verde com a escrita “Confirma” é dever de todos.
Ontem durante o discurso da vitória da nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), lembrei de uma cena do filme Tropa de Elite 2.
Ao ver Michel Temer (PMDB), Antônio Palocci (PT), Magno Malta (PR), Agnelo Queiros (PT), Marta Suplicy (PT), dentre outros, comemorando a vitória de Dilma no mesmo palanque da presidente, tive a rápida visão da cena do filme onde, depois de usarem e abusarem da máquina pública e da corrupção, políticos, sujos até a alma, comemoravam a conquista de mais quatro anos à frente do poder.
Para quem ainda não viu o filme (vá ver), o governador, um deputado federal e um estadual do Rio de Janeiro, fazem uso de uma milícia comandada por homens da Polícia Militar, para conseguir votos da população carente do estado, aquela que vive nas favelas.
A cena do filme retrata muito do que se viu no palanque da nova presidente na noite de domingo, dia 31 de outubro.
Embora nenhum capitão Nascimento ligado ao PT tenha vindo a público revelar possíveis novas falcatruas do governo, é impossível não ligar a população carente do filme com o povo pobre da região norte e nordeste que, possivelmente motivada pelas inúmeras bolsas oferecidas pelo atual governo, tenha depositado sua confiança no mesmo grupo.
No filme, somente o deputado mais fraco é preso e a milícia é executada para evitar que os peixes maiores sejam fisgados.
Na vida real não dá para saber quais as pessoas vão fazer o papel do deputado e dos membros da milícia.
Mas o fato é que, como a vida imita a arte, e para a nossa tristeza, no caso do filme, a arte imita (muito bem) a vida, é certeza que todos os responsáveis pela corrupção não vão serão retirados do cargo e levados à cadeia.
Ah. Antes que algum louco vidrado em política venha fazer qualquer tipo de insinuação, eu não sou filiado a qualquer partido político.
Após um tempinho longe das quadras, este final de semana voltei a trabalhar num jogo de futsal. O confronto era entre Nishi Eletrônica x G.A. Marcenaria pelo principal campeonato da modalidade em Indaiatuba.
Ao entrar na quadra vi que algumas coisas não mudaram. O atraso no começo das partidas ainda continua. O jogo estava programado para acontecer às 16h20, mas o pontapé inicial só foi dado vinte minutos depois. Bom, na pior das hipóteses, confesso a vocês que antes atrasava mais.
Mas minha maior surpresa foi com o público presente, na verdade ausente. Os ginásios da Sol-Sol e Tejusa sempre contaram com bom público em seus jogos, principalmente porque o indaiatubano é apaixonado por futsal. Mas no sábado a cena era triste. Pouquíssimas pessoas marcavam presença nas arquibancadas da Tejusa e os espaços vazios chamavam mais atenção.
Muitos podem dizer que isso aconteceu por conta do feriado, mas acredito que ouve uma falha na tabela. Os únicos dois jogos da Primeira Divisão no final de semana estavam marcados para o mesmo horário, em quadras diferentes. Com isso, é natural que as pessoas que acompanham o futsal se dividissem.
Outro fato que chamou a atenção foi discussão áspera entre o árbitro da partida e um jogador, após o término do jogo que antecedeu o confronto entre Nishi e G.A. Revoltado, o atleta saiu para o vestiário acusando que o juiz havia recebido dinheiro do time adversário. O árbitro ouviu e pediu para relatar a expulsão do jogador.
Porém, o atleta tomou as todas as canetas do mesário e não permitiu que o mesmo registrasse a ocorrência. Nervoso, o jogador disse que não sairia da quadra enquanto o árbitro não voltasse atrás na decisão. Após ser acalmado, o jogador deixou a quadra nervoso. Mais indignado, o árbitro comentou: “O mais revoltante é que o cara me acusa disso e joga no Atletas de Cristo”.
O técnico Mano Menezes convocou nesta sexta-feira, dia 29, os 23 jogadores brasileiros que vão enfrentar a Argentina no amistoso do dia 17 de novembro, em Doha, no Qatar. Como das outras vezes, o treinador não esqueceu dos jogadores que atuam no Brasil. Mas o destaque mesmo ficou por conta do retorno do meia Ronaldinho Gaúcho (Milan), que não era convocado para a seleção desde março do ano passado.
Como todos os brasileiros, o Blog da Redação dá seus “pitacos” sobre os convocados de Mano.
Lista
Goleiros
Victor (Grêmio)
Jefferson (Botafogo)
Neto (Atlético-PR)
Os três vêm tendo bom desempenho no Campeonato Brasileiro, porém, sinto a falta do goleiro Júlio César. Espero que não esteja sendo crucificado pela falha contra a Holanda, na eliminação do Brasil na Copa da África do Sul.
Laterais
Daniel Alves (Barcelona)
Rafael (Manchester United)
Adriano Corrêa (Barcelona)
André Santos (Fenerbahçe)
Destaque novamente para a convocação de André Santos, que deveria ter sido nome certo na lista de Dunga na Copa do Mundo. Talvez se não tivesse saído do Corinthians e ficasse um pouco longe dos holofotes teria vestido a camisa do Brasil.
Zagueiros
Thiago Silva (Milan)
David Luiz (Benfica)
Alex Costa (Chelsea)
Réver (Atlético-MG)
Os três zagueiros são novos e brigam por vagas no setor mais carente na seleção, já que a zaga titular na Mundial da África do Sul não terá mais idade para disputar a Copa do Mundo de 2014.
Volantes
Lucas (Liverpool)
Ramires (Chelsea)
Sandro (Tottenham)
Jucilei (Corinthians)
Discordo com a convocação do Lucas e do Jucilei. O primeiro já teve outras oportunidades na seleção e não engrenou. O segundo tem atuações regulares no Corinthians, mas ainda não é jogador de seleção. Porém, o time está em período de testes e o volante corintiano já jogou com Mano.
Meias
Douglas (Grêmio)
Philippe Coutinho (Inter de Milão)
Ronaldinho Gaúcho (Milan)
Elias (Corinthians)
Apesar da convocação inédita de Douglas, o destaque entre os meias fica por conta do retorno de Ronaldinho Gaúcho. O jogador volta a ser chamado por méritos feitos dentro de campo e não por pressões vindas da presidência ou de patrocinadores. Muitos torcedores acreditam que Ronaldinho poderia ter sido o diferencial do Brasil na África do Sul.
Atacantes
Robinho (Milan)
Alexandre Pato (Milan)
André (Dínamo de Kiev)
Neymar (Santos)
Três atacantes habilidosos, ágeis e rápidos. Mesmo com alguns atos de indisciplina, o atacante Neymar volta a ser lembrado, após ficar de fora de duas listas. Ele não poderia ficar de fora, né?
Aparentemente, as convocações de Mano Menezes agradam a maioria dos brasileiros, principalmente por lembrar de jogadores que atuam no Brasil. O período ainda é de testes e muita gente nova deve vestir à amarelinha até o início das Eliminatórias.