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Chegou a hora de ser PROFISSIONAL
Por Jean MartinsSex, 18 de fevereiro de 2011 às 17h58 - Comentários: 0Visualizações: 0
Durante a semana tive uma conversa de 30 minutos com o presidente do Primavera, Mário Sérgio Matsumoto. Entre muitos questionamentos, o novo comandante do Fantasma mostrou que está com vontade de fazer com que o clube conquiste um lugar de destaque no futebol Paulista. Aliás, uma frase dele dita durante jantar de aniversário de 84 anos do clube marcou muito.

“Temos que sair da condição de pedintes e sermos almejados”, disse na ocasião.

Durante a produção da matéria sobre o Primavera, que sai na edição de sábado (dia 19) da Tribuna, pensei em algumas lições que o time deve seguir para chegar ao patamar de clube “grande” do interior. Uma espécie de manual para se chegar ao sucesso.
1º Melhorar a imagem da diretoria – É fato que antiga diretoria não agradava nem o primaverino mais otimista. Nada pessoal, mas a imagem do ex-presidente Francisco Tadeu Leite estava desgastada no cargo. Com a mudança, Matsumoto terá que provar que será uma gestão completamente diferente da anterior.
2º Procurar parceiros – Com a melhoria da imagem, o Primavera precisa de apoiadores para montar boas equipes. Atualmente no futebol, nada se conquista sem a ajuda de parceiros. E Indaiatuba é um prato cheio, já que conta com inúmeras empresas instaladas.
3º Primavera e Prefeitura - Dos clubes do interior que estão numa posição de destaque, a grande maioria tem relação estreita com o poder público. A equação é fácil: Clube+Poder Público+Iniciativa Privada= clube com a possibilidade de sucesso.
4º O clube precisa do torcedor – Nos últimos anos, por conta das campanhas nada agradáveis, os poucos torcedores querem estar em qualquer lugar no final de semana, exceto no Gigante da Vila acompanhando o Primavera. O clube precisa tirar o torcedor de sua casa e levar para o estádio. Para isso, precisa de um bom time e uma grande ação no marketing, com promoções atrativas para o público/torcedor.
5º O que estamos fazendo – Como o apoio da torcida, imprensa, Poder Público e Iniciativa Privada, é obrigatório que o clube preste contas sobre o que acontece. Nos últimos anos, muitas histórias milaborantes aconteceram no Primavera, mas poucos sabiam o que realmente ocorria. Transparência era uma palavra pouco conhecida no Tricolor indaiatubano.
6º Sem amadorismo – Agir com profissionalismo é essencial para um clube de futebol, principalmente no contrato com seus jogadores. Quem não lembra do caso Mirandinha, destaque até então na equipe, deixou o clube e foi para o Corinthians. Por conta de um contrato mal feito, numa manobra amadora do clube, o jogador foi para o Corinthians, deixando o Primavera com uma mão na frente e outra atrás.
7º Comprometimento – Jogador de futebol não pode chegar cinco, seis horas da madrugada no clube, em plena véspera de jogo. O clube deve cobrar rigorosamente dos jogadores mais profissionalismo e comprometimento. Pequenas multas deveriam ser aplicadas aos “baladeiros”, aliás, ninguém gosta que mexam no nosso bolso.
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Torcedor ‘mala’
Por Jean MartinsQua, 15 de dezembro de 2010 às 17h45 - Comentários: 0Visualizações: 0
Torcedor é um ser humano chato, irritante e sem educação. No último domingo, dia 12, durante a final do Campeonato Amador da Lidi, tive alguns contratempos com um torcedor “mala”, que fez com que o meu domingo fosse ainda mais agradável.
Tudo começou quando eu estava no setor de imprensa, acima das arquibancadas do Estádio Ítalo Mário Limongi. Além de ter que prestar atenção no jogo e em tudo que acontecia no local, alguns torcedores, que ainda não era o “mala”, faziam questão de perguntar a todo momento o tempo do jogo, como se eu fosse o árbitro da partida, ou era o único no estádio a marcar o tempo.
Aos 25 minutos do segundo tempo, eis que surge em minha vida o torcedor “mala”. Como a área de imprensa estava tomada por “bicões”, decidi sentar-me numa muretinha ao lado da cabine de rádio, visando não atrapalhar ninguém. Mas do nada, chega o determinado torcedor, que fez questão de ficar escorado na parede, tampando toda a visão que eu tinha do campo.
O torcedor não se deu por convencido em apenas tirar a minha visão e começou a fazer um monte de indagações. Perguntou quanto estava o jogo, quem fez os gols, qual era o tempo de partida.
Mantive a calma, respondi a todas as perguntas e logo iniciei uma oração para que a partida terminasse rápido. Com o término do jogo, desci ao campo em busca de algumas entrevista, feliz, pensando em ter me livrado do “mala”.
Mas me enganei. Em determinado momento, quando entrevistava um jogador, surge à figura simpática do torcedor, que fez questão de novamente me atrapalhar. Eu perguntava algo para o atleta e o torcedor respondia ao mesmo tempo que o jogador. Tinha que ouvir duas vozes me respondendo e tentar prestar atenção apenas em uma.
Para completar, após me conceder uma entrevista exclusiva, o torcedor “mala” trabalhou como uma espécie de produtor para mim. De forma abusada, o indivíduo começou a indicar os jogadores que eu deveria entrevistar.

OBS: Só para constar, o torcedor “mala” não foi o destaque da partida, mas sim o bom futebol, a presença em massa das duas torcidas, e o título conquistado brilhantemente pelo União Paraná. Parabéns pelo bicampeonato.
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O amador que custa caro
Por Jean MartinsTer, 07 de dezembro de 2010 às 13h40 - Comentários: 0Visualizações: 0
Há um bom tempo ouço pessoas ligadas ao futebol e o futsal local reclamarem dos altos investimentos financeiros que os clubes fazem durante as competições. Para elas, com esta atitude, o campeonato perde um pouco do seu amadorismo natural e deixa de lado um de seus propósitos: reunir os amigos no final de semana para “bater uma bolinha”.
Atualmente o que vimos são jogadores ganhando R$ 100, R$ 150 por jogo. Muitos moram em cidade vizinhas e vestem ou já vestiram camisas de times considerados profissionais.
O que mais me preocupa em tudo isso é que as equipes estão perdendo suas torcidas. Por mais que sejam pais, parentes e amigos, são pessoas que comparecem aos locais de jogos, torcem, e fazem com que o “espetáculo” fique ainda mais bonito.
Um exemplo disso aconteceu no último sábado, dia 4, nas finais da Primeira e Segunda Divisão da Copa Loucos Por Esporte de Futsal, organizada pela Aifa. Na final da Segunda Divisão, Manchester e Dynamo fizeram uma excelente partida, assistidos por um bom público.
Na sequência teve a final da Primeira Divisão, entre NIshi e Sol Joias, times que também investem alto para competir. Resultado: mais da metade dos torcedores foram embora e os poucos que estavam lá não tinham preferência por uma das equipes. Apenas queriam assistir a partida, pouco importava quem seria o campeão.
O mesmo aconteceu nas semifinais do Campeonato Amador da Lidi. De um lado a torcida do time Bairro Oliveira Camargo (União Paraná) marcava presença em massa nas arquibancadas do Estádio do Primavera. Com maioria dos jogadores residentes no bairro, a vontade e o comprometimento dos jogadores, além do apoio da torcida foram fundamentais para a equipe chegar em mais uma final.
Do outro lado estava a Ponte Preta de Itaici. Time que tem um alto investimento no ano, conta com jogadores acima da média, mas que não tinham motivação alguma vindo das arquibancadas, pois era algo quase impossível encontrar um torcedor do clube no local.
Esta atitude dos clubes está acabando com a magia dos campeonatos amadores. A intenção das competições é reunir amigos para uma partida de futebol. O que deveria estar em jogo era apenas a vitória para o time do seu bairro e não uma quantia X em dinheiro. Acredito sim que os clubes têm que ter patrocinadores, mas isso para custear material esportivo dos atletas, transportes e alimentação após a partida. Para um clube amador, que disputa campeonato local, já está de bom tamanho.
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Independente e São Conrado na final
Por Jean MartinsSex, 12 de novembro de 2010 às 10h06 - Comentários: 0Visualizações: 0
O ano está acabando e a cada final de semana é uma nova emoção para jogadores, técnicos, torcedores e amantes do futebol local. Domingo, dia 14, acontecem às partidas das semifinais do Campeonato Amador, organizado pela Associação Indaiatubana de Futebol Amador (Aifa).
No primeiro confronto, o Independente é favorito a vaga na final. O time fez uma excelente campanha, joga com a vantagem do empate, tem um dos elencos mais regulares da competição e contra com a experiência de jogadores como Fábio Vidal e Oliveira. Do outro lado, terá a equipe do XV de Novembro, que aposta na raça e garra de seus jogadores, além da tradição no futebol local, porém, características que não superam as qualidades do Dragão da Zona Sul.
Na outra partida, a minha aposta é na equipe do São Conrado. Após anos longe dos gramados, o time voltou com tudo em 2009. Venceu a Série B no ano passado e está a dois passos da conquista da Série A. O time montou um grupo experiente, algo primordial na fase em que se encontra o campeonato.
Mas o acesso não será tão fácil quanto parece. Do outro lado terá o Rêmulo Zoppi, atual bicampeão, que também aposta em seu elenco. A grande baixa da equipe é a provável ausência de jogadores, alguns titulares. Cerca de oito atletas da equipe atuam pelo Alessandra, time que disputará semifinais em Campinas na mesma data e horário do confronto de Indaiatuba.
Com análise das vantagens e desvantagens, aposto numa final entre Independente e São Conrado.

Jogos Abertos
Até a tarde de quarta-feira, dia 10, Indaiatubana já havia conquistado 55 medalhas nos Jogos Abertos do Interior, em Santos, nove a mais do que no ano passado, em São Caetano do Sul.
O resultado é mais uma prova de que o pensamento da Secretaria Municipal de Esportes é um pouco equivocado. A pasta sempre prezou pela quantidade, ou seja, quanto mais atletas, mais chances de medalhas. Mas o tempo vem mostrando que não é bem assim. A equipe desse ano é menor que a do ano passado e já superou as conquistas de 2009.
As modalidades que medalharam foram: natação convencional e PCD, handebol feminino, ciclismo feminino e capoeira.
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Amador em fase decisiva
Por Jean MartinsSex, 05 de novembro de 2010 às 17h15 - Comentários: 0Visualizações: 0
Domingo, dia 7, acontecem às partidas das quartas de final da Série A do Campeonato Amador da Aifa. Agora é tudo ou nada. Quem tiver as melhores “armas” em campo chegará à final e consequentemente ao tão sonhado título da competição.
Futebol se ganha dentro de campo, mas não podemos sair da tradição desse esporte que é dar os famosos palpites antes dos jogos. Acredito que se não fossem os polêmicos “pitacos”, o futebol não seria um esporte tão apaixonante.
O primeiro jogo será entre Independente x Elite. A primeira equipe é franca candidata ao acesso, pois além de vir de uma campanha excelente na primeira fase, quando terminou na primeira colocação, tem um grupo mais experiente que o adversário, sem falar que joga com a vantagem do empate. Do outro lado, o Elite pode surpreender na velocidade e na habilidade de seus jovens jogadores.
O confronto entre XV de Novembro e Ecomechanics talvez seja o mais equilibrado. A única vantagem do time quinzista é o empate. As duas equipes não contam com jogadores “badalados”, mas se superam com um futebol copeiro, de muita raça e força de vontade.
Após anos longe do futebol local, o São Conrado voltou aos gramados no ano passado e já conquistou a Série B do Amador. Em 2010 montou uma equipe competitiva, com jogadores conhecidos da cidade. O time da Zona Sul não terá vida fácil contra o Boca Junior, mas deve sair com a vaga.
Por fim, o grande clássico entre Rêmulo Zoppi e Vila Avaí, os únicos campeões do Amador da Aifa. O Rêmulo Zoppi joga pelo empate, mas, sinceramente, não acredito que uma partida como esta fique na igualdade. O Vila Avaí aposta na garra de seus jogadores para tentar surpreender e acabar, pelo menos em 2010, com o sonho do tricampeonato do adversário. Já o Rêmulo Zoppi confia na experiência de seus jogadores, que há um bom tempo atuam juntos. Acredito que dará Rêmulo Zoppi mais uma vez.

Obs: Lembrando que posso queimar a língua e errar todos os palpites, mas são as minhas apostas. Faça as suas também.
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