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É preciso ir além
Por Danilo TezotoQua, 16 de fevereiro de 2011 às 11h55 - Comentários: 0Visualizações: 0
A notícia publicada na edição do último sábado da Tribuna de Indaiá, onde o prefeito Reinaldo Nogueira (PDT), indicou o nome de uma pessoa que morreu de câncer em abril de 2008 para compor o Conselho Municipal de Segurança (Conseg) chamou bastante a atenção dos leitores e da população indaiatubana.
O fato foi tratado pela assessoria de comunicação da Prefeitura como um erro de digitação e que o nome da pessoa que vai ocupar a vaga do falecido será publicado de forma correta.
Porém, uma análise mais profunda deste fato mostra que o caso vai além de um simples erro de digitação.
Segundo a assessoria do Prefeito, a pessoa que vai ficar com a finada vaga irá representar a Associação Comercial Industrial e Agrícola de Indaiatuba (Aciai).
Mas em entrevista concedida à Tribuna, o presidente da Aciai, Jair Sigrist, garante que a associação que ele representa indicou apenas um nome para este conselho. O dele.
Com base nisso a Prefeitura acaba deixando que as pessoas possam fazer duas análises do caso. A primeira é que os conselhos municipais, seja lá do que for, podem estar repletos de fantasmas (no caso do Conseg, literalmente), e a segunda é que esses mesmos conselhos não têm a menor representatividade perante o poder público de Indaiatuba.
São por esses dois motivos que esse “erro de digitação” não pode ser esquecido e colocado no arquivo dos assuntos resolvidos.
É preciso que os vereadores de Indaiatuba, que foram eleitos para fiscalizar os atos do Executivo e não para bajular o mesmo, cobrem explicações do prefeito e investiguem essa e outras nomeações feitas ao longo dos últimos anos.
E isso não se resume apenas aos conselhos, mas, também, aos outros cargos indicados e nomeados pelo prefeito e seus homens fortes.
Não basta aos membros do Legislativo, que passaram o último ano dizendo amém para tudo que a Prefeitura fez e pediu, aceitar a resposta do “erro de digitação”.
O primeiro, dos muitos passos a ser seguido, é usar o poder dado ao Legislativo e investigar as nomeações das pessoas que ocupam os cargos comissionados que se amontoam pelo Paço Municipal e pelas outras dependências do Executivo local.
É preciso que os parlamentares façam mais. É preciso ir além.
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Marcadores: Câmara, Corrupção, Prefeito
Um cone seria mais útil
Por Danilo TezotoQui, 11 de novembro de 2010 às 09h28 - Comentários: 0Visualizações: 0
Quando você sai de casa para votar em um vereador, ou para outro candidato a qualquer uma das tantas vagas que são disputadas nas eleições municipais, estaduais ou federais, o mínimo que se espera é que a pessoa escolhida pelo eleitor o represente da melhor forma possível.
Mesmo com a velocidade da internet e a enxurrada de matérias publicadas diariamente, para a maioria dos brasileiros é difícil acompanhar o trabalho dos deputados estaduais, federais e senadores.
Pela distância, a população tende a cobrar com mais força os vereadores.
Mas como vivemos em Indaiatuba, a situação é um pouco diferente.
Tirando um grupo ou outro de moradores ou servidores, é quase nula a presença de indaiatubanos na Câmara que frequentam o local para cobrar uma ação do vereador que o representa.
E já passa da hora disso mudar.
Dos 12 vereadores que atuam na Casa desde o dia 1º de janeiro de 2009, é pífio o número de parlamentares que demonstram, com ações e projetos (nome de rua, lombada e título de cidadão não vale), ter interesse em representar de forma atuante os, até agora, 193 mil indaiatubanos.
Como marionetes nas mãos de um artista, a maior parte dos parlamentares faz apenas o que o prefeito manda. E nada mais.
Tirando o vereador da oposição, os outros vereadores parecem que se esqueceram da principal função do Legislativo. Fiscalizar as ações do Executivo. Estes vão até a Câmara com uma única intenção. Aprovar os projetos enviados pela Administração.
De resto, pouco se movimentam para fazer com que os anseios da população sejam atendidos.
A falta de ação é tamanha que muitos sequer apresentam indicações e requerimentos.
Nas sessões de Câmara o desinteresse chega a tal ponto que, se um cone com uma placa com os dizeres “sim presidente”, fosse colocado em cima das cadeiras, a diferença seria nenhuma.
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Marcadores: Câmara, Política, Vereador
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