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Cavando a própria cova
Por Rodrigo GattiSex, 11 de março de 2011 às 17h11 - Comentários: 0Visualizações: 0
Estariam as correspondências vindo de tartaruga, por isso a demora?Estariam as correspondências vindo de tartaruga, por isso a demora?
Desde os primórdios da Internet, quando começaram a ser criadas as diversas ferramentas de comunicação como e-mails, comunicadores instantâneos e, agora, as tão faladas redes sociais, muitas pessoas iniciaram um debate que persiste até hoje. Com o constante avanço da tecnologia da comunicação, os meios tradicionais anteriormente usados, como as correspondências, estariam com os dias contados?
É cedo para falar se em um futuro próximo, todos vão preferir se comunicar por Internet ao trocar cartas; se todos vão utilizar a rede mundial de computadores para obterem informes bancários e se o serviço dos Correios vai acabar se resumindo à entrega de produtos comprados pela Internet.
Se esta premissa se concretizar, é justo afirmar que os Correios, pelo menos em Indaiatuba, estão cavando a própria cova com a ineficiência do serviço prestado já há alguns meses na cidade. O atraso das correspondências visto em boa parte da cidade mostra que se os Correios querem combater e resistir a esta “vertente” tecnológica, que a cada dia que passa faz mais parte da vida do ser humano, não estão traçando o plano ideal.
A empresa, que já foi considerada em pesquisas feitas com a população, uma das mais confiáveis do Brasil, está deixando a desejar no serviço prestado e até nas explicações que deve à população. A assessoria de imprensa dos Correios, por exemplo, não respondeu aos meus questionamentos na última matéria realizada. Quando respondeu, foi fora do prazo e com respostas evasivas.
O mais afetado de toda esta novela é o indaiatubano, que viu-se obrigado a inverter a relação de papéis com os Correios. Em vez de esperar suas correspondências no conforto de sua casa, precisa sair da residência e ir até um centro de distribuição, torcendo para encontrar a carta que deveria estar em sua caixa de correio há 15 dias.
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Errar é humano. Persistir no erro...
Por Rodrigo GattiSeg, 21 de fevereiro de 2011 às 18h30 - Comentários: 0Visualizações: 0
Um velho conhecido meu já dizia: “Se você começar a realizar algo e mesmo depois de usar todos os recursos possíveis, este 'algo' continuar não dando certo, não tenha medo de desistir. Desistir não é vergonha para ninguém”. Com os recentes episódios envolvendo o Programa CPFL Total, que, desde a sua implantação, vem recebendo constantes críticas, fico imaginando que este meu velho amigo poderia muito bem dar uma passada na sede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Piratininga) e oferecer uns conselhos.
Desde agosto, é notório que o serviço, que a princípio, serviria para melhorar a vida do consumidor, não funcionou. Os comerciantes que aderem ao programa, rapidamente pulam foram quando percebem que, de todos os “benefícios” que a adesão pode trazer, a segurança não é um deles. Dois estabelecimentos comerciais já foram assaltados em Indaiatuba. Não dá para negar. A oferta do serviço é um chamariz para os assaltantes de plantão, afinal, nunca foi tão fácil descobrir qual estabelecimento tem alguns milhares de reais “dando sopa” nas caixas registradoras.
Para o consumidor, a CPFL criou uma verdadeira corrida de gato e rato. O constante rodízio dos estabelecimentos comerciais que oferecem o serviço deixou o contribuinte igual barata tonta de porta em porta nos comércios, já que a agilidade com que a empresa atualiza a lista de estabelecimentos conveniados é de dar inveja ao mais rápido atirador dos antigos filmes de faroeste.
A CPFL alega que com o programa, o número de pontos de pagamento aumentou, mesmo com o contrato com as casas lotéricas encerrado, já que além de ser possível pagar a conta nas agências bancárias, o número de estabelecimentos comerciais que oferecem o serviço é maior que a quantidade de casas lotéricas existentes na cidade.
Porém, em certas situações, números não representam o real funcionamento de um sistema. Então, creio ser a hora da CPFL deixar a calculadora de lado e pensar no que deveria ser o principal foco de qualquer empresa: a excelência na prestação de serviço ao consumidor. Afinal, todos já sabem que persistir em um erro não é a melhor das saídas.
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E daí?! Já está abandonado mesmo...
Por Emily MendesSex, 11 de fevereiro de 2011 às 15h06 - Comentários: 0Visualizações: 0
Não é de hoje que a Tribuna estampa em suas páginas matérias sobre terrenos abandonados. A incidência de denúncias de propriedades e “mini” lixões pela cidade é a mesma para os eternos buracos de rua, pautas tão comuns no jornalismo. Todo mundo tem um vizinho que não cuida do seu.
Ao contrário de quem acha que denúncia como essa só vale para preencher espaço de página, moradores próximos de propriedades abandonadas sabem quanta valia tem a reclamação por conviver constantemente com bichos peçonhentos, sujeira e falta de segurança.
Bato palmas para moradores que além de cuidar do seu espaço, dispõem seu final de semana para pegar a enxada, o saco de lixo e tomar providência por aquele proprietário rico e cheio de terrenos pela cidade que não tem tempo, muito menos a capacidade de pagar um prestador de serviço para realizar o trabalho.
Desconforto de conviver com escorpiões, aranhas, cobras, pernilongos e outros insetos é pouca bobagem. Sem falar no mal cheiro e o verdadeiro lixão a céu aberto que acabam se formando, porque quem passa pelo local vê que - já está tudo abandonado, mesmo! Entulhos e restos de tudo o que já não serve mais na casa alheia (desde sofá que já não combina com a mobília até o cachorro que entrou em óbito na última semana).
O mato alto de algumas propriedades, que mais parecem pequenas florestas com plantas de diversas espécies, ainda traz o desconforto da insegurança. Um belo esconderijo para o que é ilícito, como comércio de drogas em pleno dia.
A desculpa de quem negligenciou a limpeza sempre é com data retroativa. “Já estávamos providenciando a limpeza”. “A data do serviço já estava marcada, entretanto, o pessoa responsável não compareceu”. E quando finalmente o proprietário resolve fazer algo, toma uma atitude rapidinha: pega um caixa de fósforo e um pouco de álcool e acaba com tudo. Pronto, serviço feito.
E o setor de fiscalização da Prefeitura mantém a morosidade: “o proprietário do terreno já foi notificado, e se não limpar, será multado”, respondem eles. Até hoje, não vi ninguém exclamar por dívida ativa com o município pelo desleixo de uma propriedade.
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A mesma desculpa
Por Rodrigo GattiSex, 04 de fevereiro de 2011 às 18h01 - Comentários: 0Visualizações: 0
Apurando as matérias que envolvem a Secretaria Municipal de Obras e Vias Públicas, às vezes tenho a impressão de que a resposta dada pela pasta vem de um gravador. Sempre que existe uma reclamação em comum em algum bairro, seja na questão de melhorias ou até mesmo quando os moradores reivindicam manutenção básica do local, a resposta é sempre a mesma: “Uma equipe será encaminhada para o local na próxima semana para verificar os problemas e iniciar a manutenção”.
Quando a informação vira realidade e a equipe realmente comparece e resolve o problema do local, o que raramente acontece, eu acho ótimo. Nós, jornalistas, que temos a intenção de contribuir com os moradores, informando a real situação de um local, ficamos felizes quando vemos que o tempo que passamos apurando a matéria resultou em alguma ação por parte do governo municipal. O problema é que, nestes casos, a impressão que se passa é que o cronograma de serviços da secretaria é inexistente e que o jornal é quem pauta os trabalhos da pasta. Mas confesso, prefiro que não fosse necessário a imprensa ir até um local e denunciar a dificuldade dos moradores para que qualquer atitude seja tomada.
A questão que assombra minha cabeça é que, em algumas ocasiões, a própria secretaria responde que, por questão de atrasos no cronograma de obras, ainda não foi possível passar em certo local para efetuar a manutenção. Então eu penso: “Se o cronograma está atrasado é porque existe”. Porém, se está atrasado, uma das medidas, na minha opinião, seria disponibilizar mais equipes para que estes atrasos não acontecessem.
A verdade é que a secretaria deve agir mais enfaticamente e ser mais pró-ativa na questão das obras e da manutenção das vias da cidade senão, ficará conhecida como aquela gestão que usava a imprensa para saber onde era necessário uma intervenção da pasta. E tenham certeza, isto não é legal para a imagem.
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Minha casa de Nova Friburgo
Por Silvia BolívarQui, 13 de janeiro de 2011 às 09h16 - Comentários: 0Visualizações: 0
O condomínio onde ficava nossa casa na região serrana do Rio de Janeiro já era. O rio levou, como tem levado muita gente que mora em encostas porque é “chique” ou porque não pode pagar mesmo.
Era previsível tamanha tragédia em Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis. Passei um lapso de tempo sem ir a Petrópolis e, quando lá estive em 2005, levei um susto: favelas e até mansões foram tomando os morros, verdadeiras pirambeiras, dessas que descem direto quase em linha vertical. Dessa época para cá, mais favelização nas três cidades fluminenses castigadas pelas chuvas.
Moramos em Nova Friburgo por dois anos e meu marido se espantava como alguém poderia morar tranquilamente com uma Espada de Dâmocles prestes a cair no pescoço. Foi-se a casa. Soube que não havia moradores lá, mas conhecidos nossos, vizinhos, todos choram a morte de algum parente ou amigo.
Petrópolis é uma cidade linda, mas os morros estão em todos os bairros, montanhas tão altas que é preciso dobrar o pescoço para ver o cume. E o que é espantoso: há uma rua no meio e imediatamente duas pirambeiras, uma de cada lado. Isso quando não há um rio passando entre duas avenidas. São montanhas diferentes do que vemos em São Paulo. Muito íngremes e quase sempre com nascentes formando cachoeiras. Quando chove...
Em São Paulo, Capivari, Atibaia, Franco da Rocha, e o Brasil de áreas de risco, ficam a mercê dos desatinos do clima, criados pela intervenção humana.
Pode ser chocante o que vou dizer: há muita gente nos centros urbanos. É preciso impedir esse aumento populacional, que geralmente acontece em áreas de risco. Sempre algum parente vem morar e faz-se um “puxadinho”. São, na maioria das vezes, nordestinos em busca de melhor qualidade de vida. Acabam caindo numa arapuca nos meses chuvosos. Seria melhor que o Governo Federal criasse incentivos para que grandes empresas se mudassem para o Nordeste, abrindo vagas de trabalho e novas oportunidades.
No Sudeste (e Brasil afora) os prefeitos devem criar vergonha na cara e impedir a ocupação irregular. Não dá para botar no meio da rua. É preciso criar moradias e, IMPORTANTE, vigiar diuturnamente as áreas antes invadidas. Lembra do Morro do Bumba que desabou em janeiro passado em Niteroi/RJ? O que foi efetivamente feito para evitar que novas moradias surjam? NADA! Cadê a verba que o então presidente Lula prometeu para as tragédias de janeiro passado no Rio e São Paulo? Só 20% chegou efetivamente às prefeituras. O resto ficou lá mesmo em Brasília.
As tragédias se repetem a cada ano e nada do que é prometido acaba sendo feito. Leniência dos governos municipais, estaduais e federal. Infelizmente, não adianta a gente gritar daqui. Em janeiro do ano que vem, certamente estaremos chorando nova tragédia. Tomara que eu esteja errada.
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Os que sofrem também têm culpa
Por Danilo TezotoQua, 12 de janeiro de 2011 às 14h38 - Comentários: 0Visualizações: 0
Infelizmente já se tornou rotina para os meios de comunicação que atuam na capital de São Paulo fazer matérias e mais matérias sobre as consequências das chuvas que atingem a cidade em todo começo de ano.
Sempre que as chamadas chuvas de verão atingem a capital, os moradores que, por falta de opção, moram nas consideradas áreas de risco ficam em estado de alerta 24h por dia, rezando para que o pior não aconteça.
Mas, devido ao crescimento desordenado que assola as capitais e maiores cidades do país, a reza não faz efeito e as catástrofes acontecem sucessivamente.
Depois que as águas invadem casas, transformam ruas e avenidas em rios e acabam com famílias inteiras, todo mundo fica assustado, considera a situação uma calamidade e coloca a culpa no poder público.
Só que o que ninguém fala é que, um dos grandes motivos para que as enchentes aconteçam é a falta de educação dos próprios afetados.
É fácil ver pelas ruas das grandes cidades, e agora também nos municípios do interior, uma infinidade de lixo que é jogado nas calçadas e que provocam o entupimento de bueiros, facilitando a proliferação das enchentes.
Isso não significa que o Poder Público seja perfeito e não tenha uma grande parcela, talvez a maior, de culpa no que acontece com as cidades quando as chuvas são fortes e intensas. A maioria dos prefeitos, governadores e o presidente em exercício pouco se preocupam em encontrar medidas que solucionem esse problema que, neste ano, também está afetando cidades onde isso não acontecia.
Mas o cidadão que joga lixo na rua precisa ter a consciência de que os seus atos vão ser facilmente percebidos quando a próxima chuva cair.
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Marcadores: Cidades, Governo
E a ponte ruiu...
Por Silvia BolívarSeg, 10 de janeiro de 2011 às 19h03 - Comentários: 0Visualizações: 0
A chuvarada da tarde deste sábado acabou levando o resto da ponte da Paulo de Tarso Martins, assunto tratado com exclusividade pela Tribuna.
O que causa horror é saber que certamente haverá um “aditamento” ao contrato firmado com a Ellenco para fazer uma ponte “decente”. Quem irá pagar? Nós, os otários contribuintes brasileiros.
Sabe por que os troncos da ponte quebraram? Porque no início do governo de José Onério começaram a funcionar os pedágios de bloqueio em Helvetia e Jardim Brasil. Resultado: a ponte, que já recebia caminhões pesados que fugiam da balança, passou a ter um tráfego dez vezes maior do que poderia suportar. Até que aguentou, esperando “sentada” a troca das toras provisórias pela estrutura metálica definitiva.
Na manhã deste sábado havia mais de dez máquinas e caminhões da empresa e muitos trabalhadores tentando desviar desesperadamente as águas pluviais a fim de impedir a corrosão do que ainda restava da ponte. Não deu tempo: a chuvarada na parte da tarde acabou com o trabalho. E agora, José (Onério, não, é o poema do Drummond)?
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A alma do negócio
Por Cynthia SantosQua, 29 de dezembro de 2010 às 11h51 - Comentários: 0Visualizações: 0
O dia em que comerciantes perceberem que o atendimento ao cliente é a principal “arma” para vender mais eles alcançarão o sucesso. Este não é nenhum mantra de gurus de marketing, não. É apenas a constatação de uma pessoa que preza pelo bom atendimento em qualquer lugar.
Acredito que um dos principais problemas enfrentados pelos comerciantes locais é encontrar mão-de-obra. A Tribuna já mostrou em matéria recente a dificuldade de se encontrar trabalhadores em Indaiatuba em uma época em que a indústria está em alta. Porém, em certos comércios, o próprio dono atende mal seus clientes. Já cheguei a ir a lojas em que a dona está no caixa e sequer cumprimenta aquele que está dando lucro para seu negócio.
Em restaurantes, padarias e cafés atendentes muitas vezes se mostram despreparados, mal humorados e o pedido demora um tempão para chegar à mesa. Mesmo assim, pela falta de opções em Indaiatuba, estes lugares conseguem estar sempre cheios. Imagine se o atendimento fosse bom então, provavelmente o comerciante teria que abrir mais algumas unidades ou ampliar sua estrutura.
Não seria uma maravilha?
Para muitos, parece que não. Observando o comércio local você vê que quem atende bem é quem consegue crescer. Abrem mais e mais lojas – aqui e em outras cidades – e sabem dar a devida importância ao cliente. Os demais, ou fecham ou estão sempre às moscas.
Está na hora de acordar e começar a investir mais em funcionários. Se eles estiverem bem, vão atender bem o cliente. Se forem reconhecidos, se empenharão em fazer o negócio ser cada vez melhor. Pelo jeito, poucos são os comércios que se preocupam com isso.
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Estrutura para que?
Por Rodrigo GattiSex, 17 de dezembro de 2010 às 16h30 - Comentários: 0Visualizações: 0
Esta é a pergunta que a Secretaria Municipal de Educação deve estar se fazendo neste momento, enquanto você, leitor, lê este blog. O caso de alunos de duas salas da 4ª série do ensino fundamental da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Wladimir Olivier, no Jardim Oliveira Camargo, que terão que estudar “provisoriamente” na Emeb Janette Vaqueiro, que fica na Vila Brizolla, que você vai conferir na edição de amanhã, dia 18, da Tribuna de Indaiá, mas que pode ver uma prévia aqui, mostra que, pelo jeito, a real preocupação da secretaria com a educação indaiatubana não passa perto de fornecer a estrutura adequada para seus alunos.
Os erros já começam antes mesmo da transferência das crianças. As duas turmas usavam duas salas da Escola Estadual Deolinda Maneira Severo, já que o atual prédio da Emeb não suporta a quantidade atual de estudantes da escola. Assim, pergunto: como matricular mais crianças em uma unidade escolar do que a mesma pode suportar em sua estrutura física?
Mesmo que a escola estadual situada ao lado do prédio conceda salas, por ser parcialmente municipalizada, a situação é insustentável. Este caso é semelhante ao imbróglio das vagas em creches, já bem conhecido da população indaiatubana. Nele, o governo municipal deve oferecer toda a estrutura necessária para que a educação, uma dos principais pilares do desenvolvimento, na minha opinião, consiga caminhar com suas próprias pernas e não dependa dos outros para suprir suas necessidades.
Se continuar assim, com o passar dos anos, alunos migrarão de escola em escola, se transformando em nômades da educação pública indaiatubana. Se a moda pega...
E você? Como vê esta situação? Qual a sua opinião sobre a educação em Indaiatuba?
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‘Só 5 minutinhos’
Por Cynthia SantosSeg, 13 de dezembro de 2010 às 11h17 - Comentários: 0Visualizações: 0
Motoristas param em vaga para deficiente em supermercadoMotoristas param em vaga para deficiente em supermercado
Na semana passada, chegou à Redação e-mail de um leitor indignado porque recebeu uma multa do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) no período noturno. O leitor admitiu que estava com o carro estacionado em local proibido, mas alega que foi por “apenas” cinco minutos e estava com o pisca-alerta ligado.
Disse ainda que o Demutran deveria multar apenas quem comete infrações “graves” e que deixaria de comprar no Centro de Indaiatuba e iria para Campinas.
É lamentável a mentalidade destes motoristas que vivem a criticar o trânsito de Indaiatuba, mas ajudam a torná-lo ainda pior, mesmo que aleguem que seja “só por cinco minutinhos”. Um trânsito confuso pode atrapalhar muita gente em cinco minutos.
Na terça-feira passada, presenciei um caminhão estacionado na Rua 15 de Novembro, esquina com a Rua Siqueira Campos. Ele estava não só sobre a faixa de pedestres da 15 de Novembro como também com a cabine invadindo a Siqueira Campos.
Quem parava na Siqueira Campos para tentar atravessar a 15 de Novembro, simplesmente não enxergava nada. O risco de acidente era grande, mas os homens que estavam descarregando o caminhão pareciam pouco se importar. Sabe quanto tempo ele ficou parado ali? Cinco minutos, mas atrapalhou muito e poderia ter provocado um acidente.
Há uns anos, a Tribuna fez uma matéria sobre os motoristas que paravam em vagas para deficientes nos supermercados, mesmo sem se enquadrarem nesta categoria. Um deles alegou à reportagem que deficiente não vai ao mercado (!). Outro, que parou só por cinco minutinhos (mais uma vez). Uma vez a deputada federal eleita Mara Gabrilli, cadeirante, declarou que uma pessoa que não tem deficiência estacionar sobre uma vaga para portadores de necessidades especiais é a mesma coisa que estacionar no meio da Avenida Paulista e abandonar o carro. Isso para demonstrar o tamanho do transtorno que o ato causa na vida dos deficientes.
Indaiatuba já é condescendente demais com os motoristas: em algumas vias caóticas, permite o estacionamento dos dois lados da rua; deixa os motoristas estacionarem nos canteiros centrais, mesmo que isso atrapalhe a visão dos outros, e por aí vai.
Portanto, é preciso parar de olhar para o próprio umbigo e dirigir pensando nos efeitos que se causará na vida dos demais motoristas. Isso vale para todos os motoristas folgados, inclusive aqueles que param em vagas para idosos e deficientes em supermercados e acham a coisa mais normal do mundo.
Ao leitor que disse que vai para Campinas fazer compras, é melhor assim. Quanto menos motoristas mal educados transitarem por Indaiatuba, melhor.
Abaixo os “5 minutinhos!”
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