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O amador que custa caro
Por Jean MartinsTer, 07 de dezembro de 2010 às 13h40 - Comentários: 0Visualizações: 0
Há um bom tempo ouço pessoas ligadas ao futebol e o futsal local reclamarem dos altos investimentos financeiros que os clubes fazem durante as competições. Para elas, com esta atitude, o campeonato perde um pouco do seu amadorismo natural e deixa de lado um de seus propósitos: reunir os amigos no final de semana para “bater uma bolinha”.
Atualmente o que vimos são jogadores ganhando R$ 100, R$ 150 por jogo. Muitos moram em cidade vizinhas e vestem ou já vestiram camisas de times considerados profissionais.
O que mais me preocupa em tudo isso é que as equipes estão perdendo suas torcidas. Por mais que sejam pais, parentes e amigos, são pessoas que comparecem aos locais de jogos, torcem, e fazem com que o “espetáculo” fique ainda mais bonito.
Um exemplo disso aconteceu no último sábado, dia 4, nas finais da Primeira e Segunda Divisão da Copa Loucos Por Esporte de Futsal, organizada pela Aifa. Na final da Segunda Divisão, Manchester e Dynamo fizeram uma excelente partida, assistidos por um bom público.
Na sequência teve a final da Primeira Divisão, entre NIshi e Sol Joias, times que também investem alto para competir. Resultado: mais da metade dos torcedores foram embora e os poucos que estavam lá não tinham preferência por uma das equipes. Apenas queriam assistir a partida, pouco importava quem seria o campeão.
O mesmo aconteceu nas semifinais do Campeonato Amador da Lidi. De um lado a torcida do time Bairro Oliveira Camargo (União Paraná) marcava presença em massa nas arquibancadas do Estádio do Primavera. Com maioria dos jogadores residentes no bairro, a vontade e o comprometimento dos jogadores, além do apoio da torcida foram fundamentais para a equipe chegar em mais uma final.
Do outro lado estava a Ponte Preta de Itaici. Time que tem um alto investimento no ano, conta com jogadores acima da média, mas que não tinham motivação alguma vindo das arquibancadas, pois era algo quase impossível encontrar um torcedor do clube no local.
Esta atitude dos clubes está acabando com a magia dos campeonatos amadores. A intenção das competições é reunir amigos para uma partida de futebol. O que deveria estar em jogo era apenas a vitória para o time do seu bairro e não uma quantia X em dinheiro. Acredito sim que os clubes têm que ter patrocinadores, mas isso para custear material esportivo dos atletas, transportes e alimentação após a partida. Para um clube amador, que disputa campeonato local, já está de bom tamanho.
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Marcadores: Amador, Esportes, Futebol, Futsal
Retorno às quadras
Por Jean MartinsSeg, 01 de novembro de 2010 às 16h02 - Comentários: 0Visualizações: 0
Após um tempinho longe das quadras, este final de semana voltei a trabalhar num jogo de futsal. O confronto era entre Nishi Eletrônica x G.A. Marcenaria pelo principal campeonato da modalidade em Indaiatuba.
Ao entrar na quadra vi que algumas coisas não mudaram. O atraso no começo das partidas ainda continua. O jogo estava programado para acontecer às 16h20, mas o pontapé inicial só foi dado vinte minutos depois. Bom, na pior das hipóteses, confesso a vocês que antes atrasava mais.
Mas minha maior surpresa foi com o público presente, na verdade ausente. Os ginásios da Sol-Sol e Tejusa sempre contaram com bom público em seus jogos, principalmente porque o indaiatubano é apaixonado por futsal. Mas no sábado a cena era triste. Pouquíssimas pessoas marcavam presença nas arquibancadas da Tejusa e os espaços vazios chamavam mais atenção.
Muitos podem dizer que isso aconteceu por conta do feriado, mas acredito que ouve uma falha na tabela. Os únicos dois jogos da Primeira Divisão no final de semana estavam marcados para o mesmo horário, em quadras diferentes. Com isso, é natural que as pessoas que acompanham o futsal se dividissem.
Outro fato que chamou a atenção foi discussão áspera entre o árbitro da partida e um jogador, após o término do jogo que antecedeu o confronto entre Nishi e G.A. Revoltado, o atleta saiu para o vestiário acusando que o juiz havia recebido dinheiro do time adversário. O árbitro ouviu e pediu para relatar a expulsão do jogador.
Porém, o atleta tomou as todas as canetas do mesário e não permitiu que o mesmo registrasse a ocorrência. Nervoso, o jogador disse que não sairia da quadra enquanto o árbitro não voltasse atrás na decisão. Após ser acalmado, o jogador deixou a quadra nervoso. Mais indignado, o árbitro comentou: “O mais revoltante é que o cara me acusa disso e joga no Atletas de Cristo”.
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