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A revoltante falta de revolta
Por Danilo TezotoQua, 02 de março de 2011 às 12h27 - Comentários: 0Visualizações: 0
Conhecido no mundo inteiro com ou povo dócil, receptivo, carinhoso, de bem com a vida e que quase nunca se dispõe a lutar contra aquilo que acredita ser ruim, o brasileiro é extremamente acomodado.
Perto da população de outros países, os tupiniquins são anjinhos passeando pelo paraíso.
Tirando o episódio dos “Caras Pintadas” de 1992, quando uma parte dos brasileiros foi às ruas pedir a saída do então presidente Fernando Collor de Melo, é uma característica do nosso povo aceitar tudo o que lhe é imposto.
O máximo que é feito por todos é reclamar do que está acontecendo no momento, discutir com os amigos, mandar aquelas famosas, e chatas, “correntes” via e-mail e dizer que o fato é um absurdo.
Porém, ninguém deixa a comodidade de sua casa para ir a rua fazer passeata e protestar contra aquilo que acha que está errado.
Um exemplo nacional aconteceu no dia 15 de dezembro do ano passado quando os deputados e senadores aprovaram um aumento de 61,8% para si próprios.
Muita gente achou um absurdo, que o fato era inadmissível, que os políticos não fazem “nada” para merecer um aumento tão elevado, mas, ninguém, ou quase ninguém abandonou o seu sofá para protestar contra a situação.
Enquanto isso, no mesmo mês de dezembro de 2010, estudantes da Inglaterra protestaram, chegando a se confrontarem com a polícia, contra a aprovação de uma lei que triplicou o valor das anuidades escolares. Ainda em dezembro, estudantes italianos protestaram contra a reforma no sistema de ensino da Itália.
Já no Brasil, ninguém abandou o conforto do seu sofá para lutar contra o absurdo aumento concedido aos políticos.
Como não poderia deixar de ser, os indaiatubanos também contribuem para que as reclamações só aconteçam da boca pra fora.
Enquanto o sindicato que representa os servidores reivindica um aumento de 11,67%, a maioria dos funcionários públicos, que recebe uma miséria, prefere acompanhar as discussões pela imprensa.
Dos mais de quatro mil servidores que trabalham para a Prefeitura de Indaiatuba, pouco mais de 1% deixou sua casa para acompanhar os encontros realizados pelo sindicato e saber o que está acontecendo.
Porém, são essas mesmas pessoas que, após o término das negociações ficam reclamando que o valor obtido é uma porcaria e que o salário que ganha não dá para sobreviver.
Esses são apenas alguns exemplos, nacionais e locais, de que já passou da hora do brasileiro ficar reclamando no sofá. Tem que fazer isso no meio da rua.
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Marcadores: Governo, População, Revolta
Os que sofrem também têm culpa
Por Danilo TezotoQua, 12 de janeiro de 2011 às 14h38 - Comentários: 0Visualizações: 0
Infelizmente já se tornou rotina para os meios de comunicação que atuam na capital de São Paulo fazer matérias e mais matérias sobre as consequências das chuvas que atingem a cidade em todo começo de ano.
Sempre que as chamadas chuvas de verão atingem a capital, os moradores que, por falta de opção, moram nas consideradas áreas de risco ficam em estado de alerta 24h por dia, rezando para que o pior não aconteça.
Mas, devido ao crescimento desordenado que assola as capitais e maiores cidades do país, a reza não faz efeito e as catástrofes acontecem sucessivamente.
Depois que as águas invadem casas, transformam ruas e avenidas em rios e acabam com famílias inteiras, todo mundo fica assustado, considera a situação uma calamidade e coloca a culpa no poder público.
Só que o que ninguém fala é que, um dos grandes motivos para que as enchentes aconteçam é a falta de educação dos próprios afetados.
É fácil ver pelas ruas das grandes cidades, e agora também nos municípios do interior, uma infinidade de lixo que é jogado nas calçadas e que provocam o entupimento de bueiros, facilitando a proliferação das enchentes.
Isso não significa que o Poder Público seja perfeito e não tenha uma grande parcela, talvez a maior, de culpa no que acontece com as cidades quando as chuvas são fortes e intensas. A maioria dos prefeitos, governadores e o presidente em exercício pouco se preocupam em encontrar medidas que solucionem esse problema que, neste ano, também está afetando cidades onde isso não acontecia.
Mas o cidadão que joga lixo na rua precisa ter a consciência de que os seus atos vão ser facilmente percebidos quando a próxima chuva cair.
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Marcadores: Cidades, Governo
Punição impensada
Por Danilo TezotoQua, 17 de novembro de 2010 às 17h41 - Comentários: 0Visualizações: 0
Não é de hoje que funcionários que, com direito, enfrentam seus patrões em busca de melhorias para toda uma categoria recebem diversos tipos de represalias.
Dentro de organizações e empresas de menor porte essa situação acaba sendo mais visível e, muitas vezes, o funcionário punido acaba se sentindo intimidado e deixa de protestar.
Incentivados pela garantia de estabilidade que possuem, funcionários públicos são os que mais se envolvem em confronto com seus patrões.
Mas, muitas vezes, quase na maioria delas, depois que o movimento termina, as punições veladas começam a se espalhar pelas repartições públicas.
Após o final da greve do funcionalismo de Indaiatuba, a Administração afirmou que iria punir os servidores mais exaltados que, segundo o Executivo, chegaram a depredar alguns prédios públicos.
Com a manifestação dos próprios funcionários, um vereador e parte da imprensa, a decisão dos responsáveis foi deixada de lado para a maioria dos funcionários.
Mas, além da punição colocada no papel, onde alguns funcionários podem perder dias de trabalho, algumas punições obscuras estão sendo aplicadas.
Funcionários que antes exerciam determinadas funções, hoje estão escondidos dentro das repartições.
Guardas municipais que antes estavam nas ruas combatendo a violência agora ficam presos dentro de prédios abandonados com a função de “preservá-los”.
Mas essa atitude pequena da Prefeitura pode acabar saindo pela culatra.
Em alguns casos, servidores estão abrigados em prédios sem a menor condição de higiene, não tem banheiro e nem água potável para beber.
Se o município for processado por conta de atitudes mesquinhas como essa, quem deveria pagar pelo prejuízo deveriam ser os responsáveis por tal atitude, no mínimo, impensada.
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Marcadores: Governo, Greve, Servidor
O embolsa famílias
Por Danilo TezotoDom, 07 de novembro de 2010 às 22h46 - Comentários: 0Visualizações: 0
Não sei se é um ditado popular, mas já ouvi muita gente que diz ser melhor ensinar a pescar do que dar o peixe.
Como muita gente no Brasil, por muito tempo, não ganhava o peixe e nem recebia instruções sobre como fazer para pescar, o Governo Federal decidiu criar o programa Bolsa Família, que transfere renda para as famílias consideradas carentes.
Ajudar os pobres a ter o que comer é uma ação louvável, desde que não seja utilizada de forma política e que essas pessoas não usem o programa como muleta.
Em Indaiatuba, quinta cidade mais rica da Região Metropolitana de Campinas (RMC), 2.247 famílias são amparadas pelo dinheiro encaminhado pelo Governo Lula. Só em 2009, foram repassados R$ 1.771.806,00.
Até aí tudo bem, mas existe um fato muito grave nessa “ajuda” oferecida pelo Governo Lula. Grande parte dessas famílias não tem a menor intenção de frequentar cursos profissionalizantes, participar de oficinas e grupos de estudo para conseguir ser colocado no mercado de trabalho.
Preferem aproveitar as migalhas oferecidas pelo Governo ao invés de tentar uma qualificação que faça com que a ajuda do Presidente vire passado.
Agora, imagine a situação. A pessoa não precisa fazer absolutamente nada na vida (só precisa de um filho ou mais) e recebe uma mesada que o ajuda a levar a vida.
Por quais motivos essa pessoa vai querer trabalhar? Basta ela esperar quatro anos deitada na rede que, quando chegar à próxima eleição, ela se dirige até a urna e renova o repasse por mais quatro anos.
A secretária da Família e do Bem Estar Social, Vera Lúcia Lorenzetti Canali me confirmou que é complicado fazer com que a pessoa deixe essa chamada “zona de conforto”, mesmo oferecendo ajuda para que isso aconteça. Como exemplo revelou que, de 40 mulheres inscritas em um programa, a metade desistiu antes de arrumar um emprego.
Também, por que elas iriam se preocupar em trabalhar, acordar cedo todo dia, dar duro, ouvir bronca do patrão e ficar até mais tarde no trabalho se a mesada do Presidente cai na conta todo mês.
Se em Indaiatuba, uma cidade rica, as pessoas fazem isso, imagine como funciona no resto do Brasil.
Tomara que eu esteja errado, mas, enquanto as famílias carentes forem embolsadas todo mês, a tendência é de que a pobreza no Brasil nunca acabe.
É muito fácil conseguir o apoio do pobre, desempregado. Basta dar uma bolsa.
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Marcadores: Governo, Pobreza, Presidente
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