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Cada um cuida do seu
Por Danilo TezotoQua, 08 de dezembro de 2010 às 17h42 - Comentários: 0Visualizações: 0
As negociações entre servidores e o Executivo, que praticamente travam uma batalha para definir as bases do projeto que trata da reestruturação de cargos e salários do funcionalismo público vem mostrando uma situação, no mínimo, curiosa.
Seguindo as determinações que estão no projeto que deve ser votado na próxima segunda-feira, dia 13, uma parte dos funcionários acreditam que vão receber um salário justo, enquanto os outros entendem que o projeto é fraco, não trás benefícios e não deve ser aprovado.
As considerações de ambas as partes podem ser justas, já que cada um sabe o quanto às mudanças irão ajudar, ou não.
Porém, existe outra questão que os servidores precisam discutir.
Quando se trata de uma reivindicação para uma categoria, a ideia é que todos se sintam contemplados com as melhorias, e não apenas uma parcela.
Baseado nisso, os servidores que estão se sentindo beneficiados com as mudanças e precisam entender que agora é à hora de ajudar os outros funcionários.
Não basta apenas conseguir melhorias para si e ver o colega da sala ao lado sofrer com o salário minguado pago pela Prefeitura. Isso porque a maioria dos servidores que está sendo prejudicado com a reestruturação são aqueles que fizeram greve, perderam dias de trabalho, lutaram para conseguir as melhorias e agora não vão conseguir as melhorias oferecidas para todos.
Pior do que isso é saber que os que serão beneficiados são os mesmos que não participaram da greve e nem se indispuseram com o patrão.
É fácil obter benefícios se apoiando nas costas dos outros e na hora que as pessoas precisam ignorar o pedido e não oferecer ajuda.
Para grande parte dos servidores locais é hora de parar de olhar para o próprio umbigo e começar a ajudar o outro.
Amanhã pode ser você que vai precisar de ajuda.
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Marcadores: Greve, Servidor
Punição impensada
Por Danilo TezotoQua, 17 de novembro de 2010 às 17h41 - Comentários: 0Visualizações: 0
Não é de hoje que funcionários que, com direito, enfrentam seus patrões em busca de melhorias para toda uma categoria recebem diversos tipos de represalias.
Dentro de organizações e empresas de menor porte essa situação acaba sendo mais visível e, muitas vezes, o funcionário punido acaba se sentindo intimidado e deixa de protestar.
Incentivados pela garantia de estabilidade que possuem, funcionários públicos são os que mais se envolvem em confronto com seus patrões.
Mas, muitas vezes, quase na maioria delas, depois que o movimento termina, as punições veladas começam a se espalhar pelas repartições públicas.
Após o final da greve do funcionalismo de Indaiatuba, a Administração afirmou que iria punir os servidores mais exaltados que, segundo o Executivo, chegaram a depredar alguns prédios públicos.
Com a manifestação dos próprios funcionários, um vereador e parte da imprensa, a decisão dos responsáveis foi deixada de lado para a maioria dos funcionários.
Mas, além da punição colocada no papel, onde alguns funcionários podem perder dias de trabalho, algumas punições obscuras estão sendo aplicadas.
Funcionários que antes exerciam determinadas funções, hoje estão escondidos dentro das repartições.
Guardas municipais que antes estavam nas ruas combatendo a violência agora ficam presos dentro de prédios abandonados com a função de “preservá-los”.
Mas essa atitude pequena da Prefeitura pode acabar saindo pela culatra.
Em alguns casos, servidores estão abrigados em prédios sem a menor condição de higiene, não tem banheiro e nem água potável para beber.
Se o município for processado por conta de atitudes mesquinhas como essa, quem deveria pagar pelo prejuízo deveriam ser os responsáveis por tal atitude, no mínimo, impensada.
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Perigo de nova greve
Por Cynthia SantosSeg, 08 de novembro de 2010 às 14h31 - Comentários: 0Visualizações: 0
O prefeito Reinaldo Nogueira (PDT) mais uma vez parece ignorar os anseios do funcionalismo e adota a postura “to nem aí” típica da administração municipal. Mesmo sem ter um projeto de reestruturação pronto e sem atender os servidores, Reinaldo vai tirar férias a partir de quinta-feira, dia 11.
Vale lembrar que em maio, quando o funcionalismo reivindicava melhorias, o chefe do Executivo resolveu ir para a China. Foi quando estourou a maior greve que a administração pública local já vivenciou. Durante todo o tempo em que creches e postos de saúde estiveram com o atendimento comprometido, o prefeito insistiu em negar o movimento.
A questão é que o projeto de reestruturação de cargos e salários, prometido para outubro, sequer está pronto e os servidores parecem estar perdendo a paciência diante de tanta demora. Representantes da categoria já falam em não aceitar mais conversar com o secretário de Administração, Núncio Lobo Costa, e nem com a empresa responsável pelo estudo da reestruturação. Querem falar com o prefeito.
Mas, passada a eleição que garantiu seu irmão Rogério Nogueira mais quatro anos na Assembleia Legislativa, o prefeito parece estar pouco preocupado com aqueles que de fato fazem a máquina andar. Mas para quê? Eleição agora só daqui a dois anos. Até lá, a população, que é quem sempre paga o pato, já terá esquecido uma possível nova greve.
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