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Cavando a própria cova
Por Rodrigo GattiSex, 11 de março de 2011 às 17h11 - Comentários: 0Visualizações: 0
Estariam as correspondências vindo de tartaruga, por isso a demora?Estariam as correspondências vindo de tartaruga, por isso a demora?
Desde os primórdios da Internet, quando começaram a ser criadas as diversas ferramentas de comunicação como e-mails, comunicadores instantâneos e, agora, as tão faladas redes sociais, muitas pessoas iniciaram um debate que persiste até hoje. Com o constante avanço da tecnologia da comunicação, os meios tradicionais anteriormente usados, como as correspondências, estariam com os dias contados?
É cedo para falar se em um futuro próximo, todos vão preferir se comunicar por Internet ao trocar cartas; se todos vão utilizar a rede mundial de computadores para obterem informes bancários e se o serviço dos Correios vai acabar se resumindo à entrega de produtos comprados pela Internet.
Se esta premissa se concretizar, é justo afirmar que os Correios, pelo menos em Indaiatuba, estão cavando a própria cova com a ineficiência do serviço prestado já há alguns meses na cidade. O atraso das correspondências visto em boa parte da cidade mostra que se os Correios querem combater e resistir a esta “vertente” tecnológica, que a cada dia que passa faz mais parte da vida do ser humano, não estão traçando o plano ideal.
A empresa, que já foi considerada em pesquisas feitas com a população, uma das mais confiáveis do Brasil, está deixando a desejar no serviço prestado e até nas explicações que deve à população. A assessoria de imprensa dos Correios, por exemplo, não respondeu aos meus questionamentos na última matéria realizada. Quando respondeu, foi fora do prazo e com respostas evasivas.
O mais afetado de toda esta novela é o indaiatubano, que viu-se obrigado a inverter a relação de papéis com os Correios. Em vez de esperar suas correspondências no conforto de sua casa, precisa sair da residência e ir até um centro de distribuição, torcendo para encontrar a carta que deveria estar em sua caixa de correio há 15 dias.
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Wikileaks, uma faca de dois gumes para o jornalismo
Por Rodrigo GattiSex, 10 de dezembro de 2010 às 17h39 - Comentários: 0Visualizações: 0
Não se fala em outro assunto esta semana senão sobre a prisão do fundador do Wikileaks, Julian Assenge, acusado de crimes de abuso sexual na Suécia. Seu site ficou famoso mundialmente pelo vazamento de documentos confidenciais de potências mundiais como os Estados Unidos, como por exemplo, sobre as operações militares no Afeganistão e no Iraque. O site se tornou, em pouco tempo, um alvo da famosa indagação: ama-lo ou deixa-lo!
O surgimento do Wikileaks levantou questões entre as potências diplomáticas mundiais, mas também no jornalismo do globo. Como o site afetaria o jornalismo? Seria uma ferramenta a mais de trabalho ou é uma ameaça ao fazer jornalístico?
O principal medo dos meios de comunicação é ver seu poder de denúncia e fiscalização política enfraquecido. O Wikileaks mostrou que, com a poderosa ferramente da Internet, a maneira como se faz jornalismo hoje em dia deve sofrer mudanças, ou na melhor das hipóteses, deve ser adaptada ao âmbito técnológico mundial, aquele onde a informação está onde quer que você esteja. O Wikileaks deu a chance ao jornalismo colaborativo, aquele em que há maior participação populacional, direcione os novos rumos da imprensa mundial.
Dar acesso à documentos oficiais e sigilosos à qualquer cidadão do mundo implica diversos temores éticos que englobam o jornalismo. Quais serão os novos limites de transparência? E os segredos de Estado, eles resistirão ao novo paradigma do novo modo de informar?
Do outro lado da lâmina, o Wikileaks é uma ferramenta importante de acesso à informação. A liberdade de acesso à documentos prega pela disseminação da verdade absoluta e pura, princípio básico do jornalismo e soma ao conhecimento livre de interferências, dando ao leitor, o livre arbítrio de ler uma notícia e, através da consulta aos documentos no site, julgá-la ao seu modo.
O que você acha? O Wikileaks é uma nova arma a favor da informação ou tira o poder da imprensa?
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Tem medo do que?
Por Rodrigo GattiSex, 03 de dezembro de 2010 às 17h45 - Comentários: 0Visualizações: 0
Quando eu estava no primeiro semestre do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), alguns de meus mestres sempre proferiam a seguinte sentença: “Existe algo que é um dos maiores problemas do jornalismo mas que, ao mesmo tempo, nós jornalistas, não podemos abrir mão: as fontes”. Fui perceber isso na prática da profissão e, há mais de três anos na área, posso dizer: “Meus mestres estavam mais do que certos”.
O fazer jornalismo é uma tarefa árdua. Sua missão é trabalhar com conflitos. Enquanto a maior parte da população foge deles, o jornalista corre atrás, querendo saber todos os detalhes do imbróglio para relatar tudo. Tudo isso com o simples objetivo de informar e, com a informação, dar sua contribuição para a sociedade e a comunidade em que vive.
Mas o que você deve estar se perguntando é: “O que isso tem a ver com as fontes?”. Elas são, simplesmente, o cerne do trabalho jornalístico. O jornalismo depende, em boa parte, delas, para reclamar, denunciar, revelar, enfim, todos os verbos que você possa imaginar. Mas o problema é quando a fonte acha que pode usar o jornalismo para seu extremo deleite.
Muitas pessoas já vieram a mim querendo fazer denúncias. Denunciar é ótimo! Todo mundo gosta de relatar algo errado, que o prejudica e não faz mais que seu dever e direito. O problema é quando quer reclamar, mas não quer assumir. Ou então, quando denunciam, mas mais tarde, em virtude de algum fato extra aqui e ali, resolvem que aquele momento não foi o ideal e negociam para que a matéria não saia agora ou algo do tipo.
Estes casos existem aos montes, até em simples reclamações de buracos na rua. Sim, pasmem! A pessoa quer reclamar sobre um buraco mas não quer ter sua identidade revelada porque o primo do cunhado do sogro trabalha em tal lugar e pode prejudicar o trabalho dele. Ainda existe um caso pior, aquele quando as pessoas se isentam de dar qualquer declaração. Quando abordadas dizem que não querem falar porque “pode dar problema”. Que problema? Pergunto eu! O que vai acontecer é que o “problema” que o está incomodando vai permanecer porque, sem informações, eu, o jornalista, não faço a reportagem.
Mas que fique claro, não sou completamente contra esta medida. Em certos assuntos, a identidade da fonte ou do entrevistado deve sim ser preservada. Não há dúvidas que em casos graves que envolvam violência, corrupção, etc., a fonte tanto pode, quanto deve exigir o anonimato. Mas vamos guardar as devidas proporções.
Este “fascínio” de algumas fontes em ser anônima só prejudica a todos. Primeiro, nivela o jornalismo por baixo que, com fontes que não querem se identificar, perde a credibilidade e, em segundo lugar, atinge principalmente a população, que deixa de ter em mãos uma ferramenta para atender seus anseios: a imprensa.
Então, caras fontes, não tenham medo! Vocês tem o direito de reclamar, denunciar. Ninguém pode tirar isso de vocês. Mas tenham em mente, informação sem “rosto” perde-se em meio à multidão.
E você? O que acha deste anonimato?
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É tudo culpa do “sistema”...
Por Emily MendesSeg, 29 de novembro de 2010 às 19h48 - Comentários: 0Visualizações: 0
A tragicomédia envolvendo motoristas e Ciretran parece não ter fim. Na última edição da Tribuna relatamos pela terceira vez a demora na liberação de Carteiras Nacional de Habilitação (CNH) por mais de 30 dias, na cidade, que aparentemente cessou. O entra e sai de delegado sempre acaba resultando em burocracias àqueles que mais precisam dos “serviços básicos” da autarquia. Por ora, os donos de autoescolas também são os que mais seguram as “buchas” dos motoristas indignados pela falta do serviço. A culpa é sempre jogada em cima do Detran, responsável pela publicação em Diário Oficial e liberação da chancela (assinatura digital) do delegado.
Mas afinal, as falhas na autarquia são culpa de quem?
Apurando a matéria, percebi por várias vezes que responsáveis pela Ciretran “lavam as mãos” para a situação. Os proprietários de autoescolas até se mostram indignados com os problemas recorrentes, tanto pela falta de serviço, respaldo, estrutura para atender a população, mas ficam de mãos atadas. O problema pode ser do Estado sim, mas porque ninguém (diga-se responsáveis legais pelo órgão) recorrem para questionar ou impor mudanças de uma situação que parece crônica?
Desta última vez, a falta de comprometimento com a população ficou ainda mais nítida. Alguns usuários chegaram a ser informados que deveriam voltar a entrar em contato com a Ciretran somente em 2011, para ter resposta do serviço.
Se conseguir atendimento estava difícil, imagine informação. Por duas vezes a reportagem esteve pessoalmente na Ciretran em busca da delegada responsável Luciana Maria Andrade Botteri, que não foi encontrada. A busca incessante pela delegada, continuou na Delegacia Central e Delegacia da Mulher (DDM) para questionar sobre o caso. Sem retorno. Nas duas visitas, o encarregado da Ciretran, que atende pelo nome de Patrick, também não atendeu à redação.
É minha gente ... A culpa é sempre do "sistema"!
Agora o órgão terá ainda mais motivos para culpar o sistema, neste caso literalmente falando, pela demora na liberação dos documentos. A partir de amanhã, dia 30, entrará em vigor o novo programa de emissão da CNH, que ainda não há informações oficiais de como vai funcionar. O e-CNHSP vai permitir que o motorista faça um pré-cadastro via internet, tanto para o processo de primeira habilitação, quando renovação ou mudança de categoria.
Como esse sistema vai funcionar aqui na cidade, ninguém sabe explicar. Ainda, arrisco a dizer que a burocracia da liberação dos documentos voltará acontecer até o final do ano. Esperamos que não. Vamos aguardar.
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Show ou realidade?
Por Rodrigo GattiSáb, 27 de novembro de 2010 às 18h08 - Comentários: 0Visualizações: 0
O conflito que envolve a Polícia Militar, Polícia Federal, Exército, Marinha e Aeronáutica, contra os traficantes, que acontece no Rio de Janeiro desde domingo, em virtude da política das UPPs, bases policiais em áreas antes ocupadas por criminosos, além de denotar explicitamente a falta de segurança vivida pelos habitantes da cidade que está sob os olhos do mundo inteiro devido à Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, levanta uma questão. A cobertura dada pela imprensa nacional ao fato retrata realmente a realidade? Ou é o tão falado jornalismo show, sensacionalista?
Com os problemas enfrentados pelos cariocas, não demorou muito para aparecer, nas rodas de discussão, nas redes sociais, nas mesas de bar, enfim, em toda parte, as duas correntes de discussão. A de quem acredita que o retrato da imprensa não é exagerado e aqueles que acham que tudo é devido ao espetáculo e pela audiência.
Não posso dar razão à uma corrente, nem a outra. Não cabe a mim dizer quem está errado ou está certo. Não moro no Rio para saber como está a situação por lá, não tenho ninguém próximo que viva lá para me relatar o episódio.
Mas, como jornalista, quero acreditar que a imprensa nacional esteja realizando um trabalho correto. A violência no Rio de Janeiro não é novidade para ninguém. Explorar o assunto em todas as suas nuances, detalhes e fatos é dever de todo repórter que deseja ser bom jornalista. Ouvir especialistas, autoridades, mostrar as cenas da ação nua e crua, fazem parte sim, de um jornalismo bem feito. Quem não quiser, que não assista. A verdade é que nem aquele senhor da foto acima, o Cristo Redentor, salva a atual situação vivida pelo Rio.
O que você acha? É sensacionalismo ou é a pura realidade o que a imprensa nacional retrata?
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Marcadores: Informação, Segurança
Consciência ecológica?!
Por Cynthia SantosTer, 23 de novembro de 2010 às 09h54 - Comentários: 0Visualizações: 0
Dia desses ganhei duas sacolas ecológicas, acopláveis ao carrinho de supermercado, para fazer minhas compras. Um colega viu os recipientes e disse que agora só usa este tipo de sacola no supermercado.
Estranhei, porque à primeira vista ele não me parecia uma pessoa preocupada com o meio ambiente ao ponto de levar sacolas ecológicas ao supermercado. Ele ainda completou que “é bem fácil também colocar tudo em caixinhas de papelão”.
Aí perguntei como ele faz com os cestinhos de lixo doméstico – normalmente as pessoas reaproveitam sacolas plásticas. Ele me respondeu: “Aí eu compro saquinho plástico, né? Não sou tão muquirana assim”.
Mas cadê o benefício para o meio ambiente então? Meu colega explicou então que só usa a sacola ecológica porque agora há caixas específicos e não é preciso enfrentar filas nos supermercados. Ou seja, pouco importa o meio ambiente, o importante é dar uma de esperto e fugir da fila.
A Tribuna já fez matérias sobre o uso da sacola ecológica. A maioria dos clientes acredita que isso “é besteira”. Portanto, não adianta ter uma lei que obrigue supermercados a instalarem caixas exclusivos para este tipo de cliente “consciente” se não for incutida em sua mente a ideia do que realmente é bom para o planeta.
PS: Não falo porque sou um modelo, não. Ainda uso sacolas plásticas, mais pela comodidade e por nunca lembrar de levar a sacola de tecido do que por falta de noção. Também sou uma das pessoas que precisam ser conscientizadas.
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Na era do 2.0
Por Emily MendesQui, 04 de novembro de 2010 às 16h55 - Comentários: 0Visualizações: 0
Jornalista mais novo sempre escuta aquele profissional da área mais antigo, que diz que, jornalismo “mesmo”, era aquele feito em máquina de escrever e sem ajuda do Google.
Sou da era 2.0. Me formei em 2009 e desde que entrei na faculdade ouço falar de um profissional gabaritado para trabalhar com comunicação digital, que tem como aliado a internet, as redes de comunicação on-line e todas as pessoas, que com avanço da tecnologia, também disseminam a informação com uso do computador. O jornalista perdeu o monopólio da informação e hoje tem que ser versátil.
Mais recentemente as mídias sociais, como Orkut, Twitter e Facebook beneficiaram ainda mais essa troca de informações, jamais vista antes. Só para se ter uma ideia, no dia 11 de setembro de 2001, na queda do World Trade Center nos Estados Unidos, a página da UOL com a notícia do atentado (na época o principal site de notícia do Brasil) foi vista por mais de 9 milhões de vezes. Oito anos depois, a morte de Michael Jackson fez as páginas do Google e Twitter travarem; cerca de 109 milhões de pessoas acessaram a web por minuto durante o funeral do astro pop.
Se comparado com os jornais há 20 anos, que esperavam dias por cartas na redação, me sinto uma jornalista privilegiada por conseguir esse contato próximo com o leitor. Viver nessa era da tecnologia de informação, para mim é fascinante!
Trabalhar nessa área na Tribuna confesso que tem sido bastante instigante. Recentemente reformulamos o site e a cada dia vemos crescer um novo perfil de leitor e trazer novidades aos leitores antigos. E o Blog da Redação, essa nova ferramenta de informação e interação que você está acessando, é a forma mais ágil e fácil de conseguir contato com os profissionais que trabalham na apuração dos fatos, transformando em matérias jornalísticas. Aqui, você terá espaço livre para interagir com os jornalistas e opinar sobre sua visão e texto que relatam acontecimentos da cidade. Vamos fortalecer ainda mais a Web 2.0? Ela é fascinante.
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