Apurando as matérias que envolvem a Secretaria Municipal de Obras e Vias Públicas, às vezes tenho a impressão de que a resposta dada pela pasta vem de um gravador. Sempre que existe uma reclamação em comum em algum bairro, seja na questão de melhorias ou até mesmo quando os moradores reivindicam manutenção básica do local, a resposta é sempre a mesma: “Uma equipe será encaminhada para o local na próxima semana para verificar os problemas e iniciar a manutenção”.
Quando a informação vira realidade e a equipe realmente comparece e resolve o problema do local, o que raramente acontece, eu acho ótimo. Nós, jornalistas, que temos a intenção de contribuir com os moradores, informando a real situação de um local, ficamos felizes quando vemos que o tempo que passamos apurando a matéria resultou em alguma ação por parte do governo municipal. O problema é que, nestes casos, a impressão que se passa é que o cronograma de serviços da secretaria é inexistente e que o jornal é quem pauta os trabalhos da pasta. Mas confesso, prefiro que não fosse necessário a imprensa ir até um local e denunciar a dificuldade dos moradores para que qualquer atitude seja tomada.
A questão que assombra minha cabeça é que, em algumas ocasiões, a própria secretaria responde que, por questão de atrasos no cronograma de obras, ainda não foi possível passar em certo local para efetuar a manutenção. Então eu penso: “Se o cronograma está atrasado é porque existe”. Porém, se está atrasado, uma das medidas, na minha opinião, seria disponibilizar mais equipes para que estes atrasos não acontecessem.
A verdade é que a secretaria deve agir mais enfaticamente e ser mais pró-ativa na questão das obras e da manutenção das vias da cidade senão, ficará conhecida como aquela gestão que usava a imprensa para saber onde era necessário uma intervenção da pasta. E tenham certeza, isto não é legal para a imagem.
A chuvarada da tarde deste sábado acabou levando o resto da ponte da Paulo de Tarso Martins, assunto tratado com exclusividade pela Tribuna.
O que causa horror é saber que certamente haverá um “aditamento” ao contrato firmado com a Ellenco para fazer uma ponte “decente”. Quem irá pagar? Nós, os otários contribuintes brasileiros.
Sabe por que os troncos da ponte quebraram? Porque no início do governo de José Onério começaram a funcionar os pedágios de bloqueio em Helvetia e Jardim Brasil. Resultado: a ponte, que já recebia caminhões pesados que fugiam da balança, passou a ter um tráfego dez vezes maior do que poderia suportar. Até que aguentou, esperando “sentada” a troca das toras provisórias pela estrutura metálica definitiva.
Na manhã deste sábado havia mais de dez máquinas e caminhões da empresa e muitos trabalhadores tentando desviar desesperadamente as águas pluviais a fim de impedir a corrosão do que ainda restava da ponte. Não deu tempo: a chuvarada na parte da tarde acabou com o trabalho. E agora, José (Onério, não, é o poema do Drummond)?