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O embolsa famílias
Por Danilo TezotoDom, 07 de novembro de 2010 às 22h46 - Comentários: 0Visualizações: 0
Não sei se é um ditado popular, mas já ouvi muita gente que diz ser melhor ensinar a pescar do que dar o peixe.
Como muita gente no Brasil, por muito tempo, não ganhava o peixe e nem recebia instruções sobre como fazer para pescar, o Governo Federal decidiu criar o programa Bolsa Família, que transfere renda para as famílias consideradas carentes.
Ajudar os pobres a ter o que comer é uma ação louvável, desde que não seja utilizada de forma política e que essas pessoas não usem o programa como muleta.
Em Indaiatuba, quinta cidade mais rica da Região Metropolitana de Campinas (RMC), 2.247 famílias são amparadas pelo dinheiro encaminhado pelo Governo Lula. Só em 2009, foram repassados R$ 1.771.806,00.
Até aí tudo bem, mas existe um fato muito grave nessa “ajuda” oferecida pelo Governo Lula. Grande parte dessas famílias não tem a menor intenção de frequentar cursos profissionalizantes, participar de oficinas e grupos de estudo para conseguir ser colocado no mercado de trabalho.
Preferem aproveitar as migalhas oferecidas pelo Governo ao invés de tentar uma qualificação que faça com que a ajuda do Presidente vire passado.
Agora, imagine a situação. A pessoa não precisa fazer absolutamente nada na vida (só precisa de um filho ou mais) e recebe uma mesada que o ajuda a levar a vida.
Por quais motivos essa pessoa vai querer trabalhar? Basta ela esperar quatro anos deitada na rede que, quando chegar à próxima eleição, ela se dirige até a urna e renova o repasse por mais quatro anos.
A secretária da Família e do Bem Estar Social, Vera Lúcia Lorenzetti Canali me confirmou que é complicado fazer com que a pessoa deixe essa chamada “zona de conforto”, mesmo oferecendo ajuda para que isso aconteça. Como exemplo revelou que, de 40 mulheres inscritas em um programa, a metade desistiu antes de arrumar um emprego.
Também, por que elas iriam se preocupar em trabalhar, acordar cedo todo dia, dar duro, ouvir bronca do patrão e ficar até mais tarde no trabalho se a mesada do Presidente cai na conta todo mês.
Se em Indaiatuba, uma cidade rica, as pessoas fazem isso, imagine como funciona no resto do Brasil.
Tomara que eu esteja errado, mas, enquanto as famílias carentes forem embolsadas todo mês, a tendência é de que a pobreza no Brasil nunca acabe.
É muito fácil conseguir o apoio do pobre, desempregado. Basta dar uma bolsa.
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Marcadores: Governo, Pobreza, Presidente
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