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Cavando a própria cova
Por Rodrigo GattiSex, 11 de março de 2011 às 17h11 - Comentários: 0Visualizações: 0
Estariam as correspondências vindo de tartaruga, por isso a demora?Estariam as correspondências vindo de tartaruga, por isso a demora?
Desde os primórdios da Internet, quando começaram a ser criadas as diversas ferramentas de comunicação como e-mails, comunicadores instantâneos e, agora, as tão faladas redes sociais, muitas pessoas iniciaram um debate que persiste até hoje. Com o constante avanço da tecnologia da comunicação, os meios tradicionais anteriormente usados, como as correspondências, estariam com os dias contados?
É cedo para falar se em um futuro próximo, todos vão preferir se comunicar por Internet ao trocar cartas; se todos vão utilizar a rede mundial de computadores para obterem informes bancários e se o serviço dos Correios vai acabar se resumindo à entrega de produtos comprados pela Internet.
Se esta premissa se concretizar, é justo afirmar que os Correios, pelo menos em Indaiatuba, estão cavando a própria cova com a ineficiência do serviço prestado já há alguns meses na cidade. O atraso das correspondências visto em boa parte da cidade mostra que se os Correios querem combater e resistir a esta “vertente” tecnológica, que a cada dia que passa faz mais parte da vida do ser humano, não estão traçando o plano ideal.
A empresa, que já foi considerada em pesquisas feitas com a população, uma das mais confiáveis do Brasil, está deixando a desejar no serviço prestado e até nas explicações que deve à população. A assessoria de imprensa dos Correios, por exemplo, não respondeu aos meus questionamentos na última matéria realizada. Quando respondeu, foi fora do prazo e com respostas evasivas.
O mais afetado de toda esta novela é o indaiatubano, que viu-se obrigado a inverter a relação de papéis com os Correios. Em vez de esperar suas correspondências no conforto de sua casa, precisa sair da residência e ir até um centro de distribuição, torcendo para encontrar a carta que deveria estar em sua caixa de correio há 15 dias.
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A revoltante falta de revolta
Por Danilo TezotoQua, 02 de março de 2011 às 12h27 - Comentários: 0Visualizações: 0
Conhecido no mundo inteiro com ou povo dócil, receptivo, carinhoso, de bem com a vida e que quase nunca se dispõe a lutar contra aquilo que acredita ser ruim, o brasileiro é extremamente acomodado.
Perto da população de outros países, os tupiniquins são anjinhos passeando pelo paraíso.
Tirando o episódio dos “Caras Pintadas” de 1992, quando uma parte dos brasileiros foi às ruas pedir a saída do então presidente Fernando Collor de Melo, é uma característica do nosso povo aceitar tudo o que lhe é imposto.
O máximo que é feito por todos é reclamar do que está acontecendo no momento, discutir com os amigos, mandar aquelas famosas, e chatas, “correntes” via e-mail e dizer que o fato é um absurdo.
Porém, ninguém deixa a comodidade de sua casa para ir a rua fazer passeata e protestar contra aquilo que acha que está errado.
Um exemplo nacional aconteceu no dia 15 de dezembro do ano passado quando os deputados e senadores aprovaram um aumento de 61,8% para si próprios.
Muita gente achou um absurdo, que o fato era inadmissível, que os políticos não fazem “nada” para merecer um aumento tão elevado, mas, ninguém, ou quase ninguém abandonou o seu sofá para protestar contra a situação.
Enquanto isso, no mesmo mês de dezembro de 2010, estudantes da Inglaterra protestaram, chegando a se confrontarem com a polícia, contra a aprovação de uma lei que triplicou o valor das anuidades escolares. Ainda em dezembro, estudantes italianos protestaram contra a reforma no sistema de ensino da Itália.
Já no Brasil, ninguém abandou o conforto do seu sofá para lutar contra o absurdo aumento concedido aos políticos.
Como não poderia deixar de ser, os indaiatubanos também contribuem para que as reclamações só aconteçam da boca pra fora.
Enquanto o sindicato que representa os servidores reivindica um aumento de 11,67%, a maioria dos funcionários públicos, que recebe uma miséria, prefere acompanhar as discussões pela imprensa.
Dos mais de quatro mil servidores que trabalham para a Prefeitura de Indaiatuba, pouco mais de 1% deixou sua casa para acompanhar os encontros realizados pelo sindicato e saber o que está acontecendo.
Porém, são essas mesmas pessoas que, após o término das negociações ficam reclamando que o valor obtido é uma porcaria e que o salário que ganha não dá para sobreviver.
Esses são apenas alguns exemplos, nacionais e locais, de que já passou da hora do brasileiro ficar reclamando no sofá. Tem que fazer isso no meio da rua.
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