1
Otimismo, otimismo, otimismo...
Por Jean MartinsSex, 18 de março de 2011 às 18h12 - Comentários: 0Visualizações: 0
A última quinta-feira, 17, foi mais um dia de ir visitar o treino do Esporte Clube Primavera. Apesar de mais caras novas no elenco, dos esforços do fotógrafo Eduardo Turati em fazer um foto do estádio e ter que ser acostumar ainda com a falta de informação extracampo, o que mais me chamou a atenção foi o otimismo do técnico Carlos Nunes em relação ao grupo.
“Aqui cheira titulo”, disse o treinador em entrevista. Sei que autoestima e confiança são essenciais para um bom trabalho. Mas confesso que fico surpreso a cada entrevista que faço com o treinador.
Não desconfio da capacidade de ninguém que está no Primavera, mas fico me perguntando por que tanto otimismo com um grupo que ainda está em formação. Mesmo tendo alguns indicados pelo próprio técnico, muitos jogadores ali estão em fase de testes e sequer sabem se irão continuar no clube. Sem falar nos adversários: como estão? Estão treinando há quanto tempo? Fizeram contratações de peso?
Sei que é outro ano, outras pessoas, mas até o torcedor mais otimista, como eu, prefiro não me exaltar com a possibilidade de títulos e acessos. Acredito que pensar positivo é sempre bom, mas manter os pés no chão pode causar ferimentos de menor intensidade se acontecer algum imprevisto. Confesso que tenho inveja do otimismo do técnico Carlos Nunes. Vai ver que ele tem confiança no seu trabalho.
Mas todo cuidado é pouco e pode se tornar excesso de confiança. No ano passado presenciei um excelente treinador (Ivo Secchi), com um ótimo grupo, porém com uma diretoria não tão atuante e competente, o que prejudicou o tão sonhado acesso a Séria A3.
A memória do torcedor não é tão curta. Todos lembram das últimas campanhas do Fantasma, das manobras misteriosas da diretoria anterior. São lembranças ainda frescas na nossa memória, que só serão esquecidas aos poucos, isso se diretoria, comissão técnica e jogadores provarem na prática que as “coisas” mudaram.
Porém, se algum imprevisto acontecer na campanha do Primavera, segue abaixo uma lista com cinco “desculpinhas” que o treinador pode dar. Aliás, futebol é sempre assim: se começa com boas expectativas e se acontecer algum imprevisto, tudo tem um porquê.

Dicas
1º O time não fazia o que era pedido durantes os treinos.
2º Os jogadores são jovens e sentiu o peso da camisa.
3º Tivemos perdas de jogadores
4º Novamente, tivemos problemas extracampo que afetaram os jogadores
5º Fizemos uma boa campanha, mais os adversários eram melhores
Compartilhe:
Marcadores: Esportes, Futebol, Primavera
Primeiras impressões
Por Jean MartinsSeg, 07 de março de 2011 às 17h25 - Comentários: 0Visualizações: 0
Semana passada, pela primeira vez em 2011, fui ao treino do Esporte Clube Primavera. O time iniciou a preparação para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, competição em que o Fantasma da Ituana inicia a busca pelo acesso no dia 30 de abril, contra o Atibaia.
Fora de campo, tudo muito calmo. Sei que há uma grande campanha para se conseguir novos investidores e patrocinadores, mas certamente esta manobra da diretoria e pessoas ligadas ao Tricolor não está sendo feita no Gigante da Vila.
Assim como nas partidas do Campeonato Paulista, as arquibancadas também estavam vazias. Não estavam nem aqueles empresários loucos para conseguir uma vaguinha para seus jogadores.
Porém, dentro de campo a história era outra. Trabalho duro, durante duas horas, para escolher os melhores jogadores para a temporada 2011. Até o fotógrafo da Tribuna, Eduardo Turati, se empolgou com o treino dado por Carlos Nunes e deu uma volta correndo ao arredor do Gigante da Vila.
Brincadeiras a parte, o que vi foi um treinamento cheio de cobranças. Carlos Nunes se mostrou aquele tipo de treinador que chama o jogador no canto e conversa, cobra, critica, elogia e motiva. Vi jogadores que já passaram pelo Primavera, como o meia Dall, que no ano passado estava no SEV-Hortolândia. Atletas que estavam no time em 2010, casos dos meias Tinga, Eduardo e André, além do zagueiro William. Informado por um funcionário, fiquei sabendo que um jogador tinha pedido dispensa do trabalho para realizar testes no Fantasma.
O treino foi o primeiro que acompanhei e a conclusão não poderia ser diferente. Sai de lá com muitas dúvidas, expectativas boas e ruins, mas com a única certeza de que tudo só será esclarecido quanto à competição começar.
Compartilhe:
Marcadores: Esportes, Futebol, Primavera
Chegou a hora de ser PROFISSIONAL
Por Jean MartinsSex, 18 de fevereiro de 2011 às 17h58 - Comentários: 0Visualizações: 0
Durante a semana tive uma conversa de 30 minutos com o presidente do Primavera, Mário Sérgio Matsumoto. Entre muitos questionamentos, o novo comandante do Fantasma mostrou que está com vontade de fazer com que o clube conquiste um lugar de destaque no futebol Paulista. Aliás, uma frase dele dita durante jantar de aniversário de 84 anos do clube marcou muito.

“Temos que sair da condição de pedintes e sermos almejados”, disse na ocasião.

Durante a produção da matéria sobre o Primavera, que sai na edição de sábado (dia 19) da Tribuna, pensei em algumas lições que o time deve seguir para chegar ao patamar de clube “grande” do interior. Uma espécie de manual para se chegar ao sucesso.
1º Melhorar a imagem da diretoria – É fato que antiga diretoria não agradava nem o primaverino mais otimista. Nada pessoal, mas a imagem do ex-presidente Francisco Tadeu Leite estava desgastada no cargo. Com a mudança, Matsumoto terá que provar que será uma gestão completamente diferente da anterior.
2º Procurar parceiros – Com a melhoria da imagem, o Primavera precisa de apoiadores para montar boas equipes. Atualmente no futebol, nada se conquista sem a ajuda de parceiros. E Indaiatuba é um prato cheio, já que conta com inúmeras empresas instaladas.
3º Primavera e Prefeitura - Dos clubes do interior que estão numa posição de destaque, a grande maioria tem relação estreita com o poder público. A equação é fácil: Clube+Poder Público+Iniciativa Privada= clube com a possibilidade de sucesso.
4º O clube precisa do torcedor – Nos últimos anos, por conta das campanhas nada agradáveis, os poucos torcedores querem estar em qualquer lugar no final de semana, exceto no Gigante da Vila acompanhando o Primavera. O clube precisa tirar o torcedor de sua casa e levar para o estádio. Para isso, precisa de um bom time e uma grande ação no marketing, com promoções atrativas para o público/torcedor.
5º O que estamos fazendo – Como o apoio da torcida, imprensa, Poder Público e Iniciativa Privada, é obrigatório que o clube preste contas sobre o que acontece. Nos últimos anos, muitas histórias milaborantes aconteceram no Primavera, mas poucos sabiam o que realmente ocorria. Transparência era uma palavra pouco conhecida no Tricolor indaiatubano.
6º Sem amadorismo – Agir com profissionalismo é essencial para um clube de futebol, principalmente no contrato com seus jogadores. Quem não lembra do caso Mirandinha, destaque até então na equipe, deixou o clube e foi para o Corinthians. Por conta de um contrato mal feito, numa manobra amadora do clube, o jogador foi para o Corinthians, deixando o Primavera com uma mão na frente e outra atrás.
7º Comprometimento – Jogador de futebol não pode chegar cinco, seis horas da madrugada no clube, em plena véspera de jogo. O clube deve cobrar rigorosamente dos jogadores mais profissionalismo e comprometimento. Pequenas multas deveriam ser aplicadas aos “baladeiros”, aliás, ninguém gosta que mexam no nosso bolso.
Compartilhe:
Marcadores: Amador, Esportes, Futebol, Primavera
Comemorar o que?
Por Jean MartinsSex, 28 de janeiro de 2011 às 16h35 - Comentários: 0Visualizações: 0
O Primavera comemorou na última quinta-feira, dia 27, 84 anos de existência no futebol paulista. Mas diferente de outros aniversários, poucos estavam felizes com a data. Aliás, a pergunta que me vinha na cabeça era: comemorar o que?
Apesar de torcedor assumido do clube, não consegui encontrar motivos para ficar até altas horas da noite bebendo com os amigos, como acontece em outros aniversários. Com isso, procurei achar alguns motivos para fazer aquele dia uma data importante para o futebol local.
Primeiro pensei na campanha do ano passado, a melhor desde que o Fantasma caiu para a Segunda Divisão. Mas logo fui lembrado de como o time estava indo bem e do nada caiu de produção, com muitos jogadores deixando a desejar em campo. É, faltou maior “incentivo” na última fase.
Tentei levar para o lado histórico. Dizem os mais velhos que o Primavera tem um passado brilhante no futebol. Porém, torço para o clube desde 1996, quando cheguei em Indaiatuba, e não me lembro de ter comemorado um único titulo desde então. Que me desculpem os torcedores mais velhos, mas nasci em 1985 e talvez as conquistas vieram bem antes.
Busquei fazer ao contrário. Imaginei o time na Primeira Divisão, com o Gigante da Vila cheio e a cidade movimentada por conta das partidas. Mas lembrei que para isso, se tudo desse certo, demoraria três anos para o clube chegar a Série A. Algo que não é impossível, mas o começo do ano, com o Primavera fora da Copa São Paulo, só me reforçou ainda mais a ideia de que é, pelo menos, quase impossível. Confesso, sonhei alto.
Após várias tentativas, cheguei a conclusão que eu, um dos poucos torcedores jovens do Primavera, e que não vivi as fazes de glória do Fantasma da Ituana, não tinha muito o que comemorar. Infelizmente o clube, como muitos no interior, sofre com a falta de estrutura e apoio do poder público e privado.
Acredito que boa parte dessa dificuldade enfrentada pelo Tricolor indaiatubano acontece por conta da diretoria. Além das parcerias sem sucesso, a imagem dos que “comandam” o Clube está desgastada e mais, tenho certeza que enquanto estiverem a frente do Primavera a ajuda ao Fantasma será cada vez menos.
Compartilhe:
Marcadores: Esportes, Futebol, Primavera
Mais um ano ‘trágico’ para o Primavera
Por Jean MartinsSex, 26 de novembro de 2010 às 17h21 - Comentários: 0Visualizações: 0
O ano parecia ser bom. Aliás, o Primavera tinha passado para a segunda fase do Paulista pela primeira vez desde 2007, quando voltou a disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Jogo após jogo, com algumas dificuldades, o time chega à última fase e fica bem próximo do acesso a Série A3. Mas eis que ressurgem as manobras descontroladas da diretoria primaverina.
Primeiro as trocas de treinadores, foram três em um mês. Depois estoura o caso Mirandinha, que até hoje ninguém provou quem estava errado. Mas o certo é que a saída do principal jogador da equipe influenciou na queda de rendimento do time. Consequência: a equipe faz a pior campanha da última fase.
Frustração total para os torcedores primaverinos, que no decorrer do campeonato aumentaram ainda mais as esperanças por conta da campanha inédita do clube. E próximo do fim do ano, a diretoria dá um presente de “grego” para os torcedores.
Por falta de dinheiro, o clube anuncia que não irá disputar a Copa São Paulo de Juniores 2011, já que seu parceiro desistiu de investir na equipe. Detalhe, nunca ninguém comentou desse tal investidor e surge até a dúvida se o mesmo existia.
Durante coletiva de imprensa, para anunciar a desistência, eis que surge do ladinho do presidente primaverino o secretário municipal de esportes. Figura pouco vista nos jogos do time, dizendo que fez de tudo para que isso não acontecesse, que estava triste pela ausência do time na competição.
O mais intrigante é que o time se preparava para a Copa São Paulo desde junho, mas só agora, quando o clube já corria sério risco de não disputar o campeonato, é que a Secretaria Municipal de Esportes tentou ajudar. A dúvida é: por que o apoio não foi oferecido antes? Por que o Primavera procurou a Secretaria só agora?
O certo é que a Prefeitura não tem e nunca teve interesse em ajudar o Primavera. Entra e sai ano, o clube reclama da falta de apoio, e o que ganham é uma pequena ajuda no transporte, só, e mais nada. Do outro lado, o Primavera também nunca mostrou um projeto sólido e sério para que o Poder Público pudesse levar algum investimento para o clube.
Enfim, tudo parecida que iria pra frente este ano e que a diretoria primaverina tinha mudado a sua mentalidade. Mas, com o término das competições, só tivemos ainda mais a certeza de que o Primavera peca como time profissional por conta da sua diretoria, que na maioria das vezes não age com inteligência, vivem tendo casos obscuros e no final ainda querem se passar por vítimas.
Compartilhe:
Marcadores: Esportes, Futebol, Primavera
1