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Pedido indiscreto
Por Danilo TezotoQua, 26 de janeiro de 2011 às 15h56 - Comentários: 0Visualizações: 0
A Prefeitura de Indaiatuba inovou ao pedir a ajuda da população.
Ao invés de ampliar a divulgação do disque denúncia e fazer com que os moradores de Indaiatuba contribuam com o trabalho da Polícia Militar e da Guarda Municipal, a administração indaiatubana preferiu pedir uma contribuição em espécie.
Para ampliar os postos de fiscalização na cidade, o prefeito Reinaldo Nogueira (PDT), quer que os mais de 200 mil habitantes contribuam com R$ 10.
Mas o problema não é só esse. A forma como o pedido está sendo feito mostra que o atual Poder Executivo da cidade subestima a capacidade mental de sua população.
Ao invés de distribuir um boleto exclusivo para o pedido de contribuição, a Prefeitura coloca, dentro dos carnês de IPTU, um boleto pedindo a ajuda para melhorar a segurança local.
O mais estranho, e que mostra uma possível tentativa de induzir o contribuinte ao erro, é que o boleto que fala da contribuição tem a mesma cor e tamanho das outras folhas que tratam do Imposto Predial e Territorial Urbano.
De acordo com a explicação da Prefeitura, a contribuição é paga por que quiser, inexistindo a obrigatoriedade.
Porém, quem é que vai avisar a população mais carente e menos instruída de que um boleto que está dentro do carnê no IPTU não precisa se quitado.
Será que todos os funcionários das agências bancárias de Indaiatuba vão ter o trabalho de informar à população que a contribuição não precisa ser paga?
Da maneira que foi feita, sem qualquer tipo de aviso e tentando esconder ao máximo, será que atual administração não está fazendo um jogo para, em um futuro próximo, fazer da contribuição mais um imposto para o povo indaiatubano pagar?
Por que, ao invés de enviar o boleto, a Prefeitura não criou uma conta para que as pessoas possam fazer a doação?
E se ninguém aceitar o pedido de ajuda feito pelo prefeito, quanto foi gasto dos cofres públicos para pagar a impressão desse boleto?
É fato que contribui quem quer, mas, o prefeito precisa se lembrar que a obrigação de dar segurança à população é do Estado, e o contribuinte não têm que pagar nada a mais por isso.
Se a cidade de Indaiatuba precisa de mais recursos para investir em segurança, é bom que o Executivo local e os membros do Legislativo que o apóiam façam plantão em frente ao Palácio do Governo e peçam ao Governador Geraldo Alckmin (PSDB), um aumento no repasse feito para a segurança indaiatubana.
Cobrar da população é um ato injusto e muito cômodo para quem foi eleito para defender os interesses de toda uma cidade.
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Marcadores: Política, Prefeito, Segurança
Show ou realidade?
Por Rodrigo GattiSáb, 27 de novembro de 2010 às 18h08 - Comentários: 0Visualizações: 0
O conflito que envolve a Polícia Militar, Polícia Federal, Exército, Marinha e Aeronáutica, contra os traficantes, que acontece no Rio de Janeiro desde domingo, em virtude da política das UPPs, bases policiais em áreas antes ocupadas por criminosos, além de denotar explicitamente a falta de segurança vivida pelos habitantes da cidade que está sob os olhos do mundo inteiro devido à Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, levanta uma questão. A cobertura dada pela imprensa nacional ao fato retrata realmente a realidade? Ou é o tão falado jornalismo show, sensacionalista?
Com os problemas enfrentados pelos cariocas, não demorou muito para aparecer, nas rodas de discussão, nas redes sociais, nas mesas de bar, enfim, em toda parte, as duas correntes de discussão. A de quem acredita que o retrato da imprensa não é exagerado e aqueles que acham que tudo é devido ao espetáculo e pela audiência.
Não posso dar razão à uma corrente, nem a outra. Não cabe a mim dizer quem está errado ou está certo. Não moro no Rio para saber como está a situação por lá, não tenho ninguém próximo que viva lá para me relatar o episódio.
Mas, como jornalista, quero acreditar que a imprensa nacional esteja realizando um trabalho correto. A violência no Rio de Janeiro não é novidade para ninguém. Explorar o assunto em todas as suas nuances, detalhes e fatos é dever de todo repórter que deseja ser bom jornalista. Ouvir especialistas, autoridades, mostrar as cenas da ação nua e crua, fazem parte sim, de um jornalismo bem feito. Quem não quiser, que não assista. A verdade é que nem aquele senhor da foto acima, o Cristo Redentor, salva a atual situação vivida pelo Rio.
O que você acha? É sensacionalismo ou é a pura realidade o que a imprensa nacional retrata?
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Marcadores: Informação, Segurança
Extorquidos em plena avenida
Por Cynthia SantosQui, 04 de novembro de 2010 às 11h49 - Comentários: 0Visualizações: 0
Que Indaiatuba está convivendo com problemas de cidades maiores não é novidade. O trânsito é um deles. Mas algumas outras coisas de fato incomodam – e muito – a população e as autoridades parecem alheias. Aliás, até quem sofre com a situação parece achar normal, porque a Tribuna, por exemplo, nunca recebeu reclamação sobre o tema.
Falo dos “flanelinhas”, que em Indaiatuba estão instalados há anos na Avenida Presidente Vargas. Como a administração municipal não colabora e a iluminação na via pública é péssima, estes indivíduos que praticamente extorquem as pessoas encontram alvos fáceis nos frequentadores de bares como a Pepis, João Coragem e a boate Zoff.
Mal-encarados, estes flanelinhas muitas vezes aparecem na avenida após horas da chegada dos clientes aos bares. Mas quando estes saem dos estabelecimentos comerciais, são praticamente obrigados a darem “um troquinho”, para não terem seus carros riscados ou amassados. Às vezes, num “ato de bondade”, se ouve apenas xingamentos.
A questão principal é que falta segurança em Indaiatuba e estes flanelinhas ficam se aproveitando da fragilidade do sistema para extorquirem a população. Se a Prefeitura proibisse a atuação destes indivíduos, certamente garantiria mais tranquilidade aos cidadãos. Até porque torna-se desnecessário pagar para deixar o carro na via pública quando os furtos de veículos caíram vertiginosamente no último ano.
Já sou totalmente contra dar esmola. Ser obrigada a pagar para não ter o carro danificado é pior ainda.
E você, costuma pagar para deixar seu carro na rua? Concorda com isso?
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Marcadores: Cidades, Segurança, Trânsito
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