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GM pernoita em escola visando segurança
Ação visa proteger o local da ação dos vândalos e traficantes que invadem o espaço
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Atualizado em 30/01/2012 às 11h08Publicado em 27/01/2012 às 15h57Danilo Tezoto - cidades@tribunadeindaia.com.br
Viatura fica na escola municipal das 18h às 6 horas, para evitar invasões
Ana PolastriViatura fica na escola municipal das 18h às 6 horas, para evitar invasões
Com a intenção de impedir a ação criminosa de vândalos, traficantes e usuários de drogas que vinham invadindo e destruindo o interior da Escola Municipal Benedita Wagner de Campos, instalada na Rua da Caixa D’água, no bairro Santa Cruz, um efetivo da Guarda Municipal formado por dois guardas e uma viatura vem pernoitando dentro do prédio que está sendo reformado.

A vigilância começa às 18 horas, horário em que os funcionários da empresa FCBA Construtora Ltda. responsável pela obra, terminam o trabalho, e segue até às 6h do dia seguinte. De acordo com uma informação obtida com os próprios guardas, desde o dia 23 de dezembro, data em que a escala de serviços da GM passou a direcionar o efetivo para a escola, não foram registradas prisões ou apreensões de drogas.

Embora não seja uma obrigação da Prefeitura, já que durante a realização da obra a responsabilidade pela segurança é da empresa contratada, os cuidados com o prédio vêm sendo mantidos pelo Executivo, pois, mesmo após a denúncia feita pela Tribuna em dezembro do ano passado, que mostrou o abandono e a falta de segurança no local, a empresa não se manifestou pela contratação de seguranças particulares para cuidar do prédio.

Consequência dessa ação, a presença, principalmente de traficantes e usuários de drogas no interior da escola e nas ruas laterais do prédio diminuíram “consideravelmente”, conforme atestam os moradores das ruas Da Caixa D’água e José Francisco Tuon.

Por culpa da falta de segurança e a presença diária de traficantes, os moradores da região ficam intimidados em se identificar. Segundo o relato de uma aposentada que mora próximo da escola, a presença dos homens da GM vem melhorando “bastante” a situação do local, aumentando a sensação de segurança da população.

Alívio
Vizinhos da escola revelam à reportagem que depois que a presença da Guarda Municipal passou a ser constante, a situação no local ficou “mais calma”. Por conta do domínio dos traficantes, eles revelam que nunca deixam a casa sozinha, pois, sempre que isso acontece, alguém tenta invadir para furtar objetos.

Entretanto, eles comentam que, há mais ou menos duas semanas, a fiscalização da GM não é diária, ocorrendo sempre com alguns intervalos.

Um aposentando que mora em frente à escola revelou que não é só a ação dos guardas que vem contribuindo para a diminuição da presença dos vândalos e traficantes. Ele conta que o reinício das obras, que aumentou as dificuldades de acesso ao prédio, também incomoda os marginais que acabam se afastando da região.

Por intermédio da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura, a Secretaria Municipal de Defesa e Cidadania apenas confirma a presença do efetivo da GM no local, porém, alegando questões de segurança, não revela o horário do trabalho e o volume de pessoas empenhadas.

Entenda o caso do Santa Cruz
Em dezembro do ano passado, a Tribuna denunciou o estado de abandono do prédio onde, até o final do ano letivo de 2010, funcionava a escola que era frequentada pelas crianças da região. A matéria revelou que, devido ao descaso e à falta de segurança, a ação dos vândalos e usuários de drogas destruiu boa parte da reforma iniciada no ano passado pela construtora contratada pela Prefeitura.

Exemplo da ação marginal, fezes humanas eram encontradas facilmente em quase todas as 42 salas e 11 banheiros. Junto com isso, esses bandidos destruíram portas e janelas que já estavam sendo usadas, bem como pisos, azulejos, sacos de cal e cimento e pias de granito que seriam usados na obra.

Preservativos e recipientes utilizados para a venda de cocaína se misturavam aos restos de comida, garrafas PET e a sobra do material utilizado na atual reforma que está em andamento.
Para realizar esse trabalho, a FCBA venceu um processo licitatório em que receberá R$ 1.368.451,65.

Questionado sobre os estragos, o secretário municipal de Planejamento Urbano e Engenharia, Sandro de Almeida Lopes Coral, revelou no final de dezembro que a total responsabilidade sobre a segurança na obra é da empresa.
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