Eduardo TuratiRefeição em Indaiatuba ultrapassou o valor nacional, que fica em torno de R$ 27,46
A comida está mais “salgada” para os indaiatubanos e para quem opta por almoçar nos restaurantes locais. A revelação foi feita após divulgação dos números do Índice Alelo de Preço Médio de Refeição 2012, em parceria com Instituto Datafolha. O Município ficou na quarta colocação entre as cidades do interior do Estado, com média de R$ 27,93 por prato.
Na primeira colocação entre as mais caras do interior ficou Sorocaba, com preço médio de R$ 30,54, valor que também colocou a cidade como a quinta mais cara do País para almoçar. No ranking do interior, Piracicaba ficou na segunda colocação, com valor de R$ 29,99 por prato; e Jundiaí, na terceira colocação com R$ 29,71. Na quinta posição ficou o município de Ribeirão Preto, onde o almoço fora de casa gira em torno de R$ 27,53.
Na sequência estão às cidades de Mogi das Cruzes (R$26,36), Campinas (R$ 26,33), São José do Rio Preto (R$ 26,16), São José dos Campos (R$ 24,37) e Bauru, (R$ 21,62), considerada a cidade mais barata do interior de São Paulo e sétima do ranking nacional.
A refeição em Indaiatuba ultrapassou o valor nacional, que gira em torno de R$ 27,46, número que registrou aumento de 2,54% comparado à pesquisa do ano passado. O levantamento avaliou o custo individual do prato principal, sobremesa, bebida e café expresso, o que totalizou o valor da refeição.
Para a proprietária de um restaurante na cidade, Elita Madrado Lima, a pesquisa não condiz com a realidade. Ela relata que já almoçou em diversos restaurantes de outras cidades e o preço foi bem mais alto do que em Indaiatuba. “Não vejo que aqui a comida é cara como revela a pesquisa. Temos que analisar também a qualidade do produto. Aqui no meu restaurante servimos comida de qualidade, além de variedade de pratos e sobremesas. A comida em Indaiatuba está barata”, declara.
A gerente de outro restaurante na cidade, Fernanda Panzzini, diz acreditar nos números da pesquisa. Ela confirma que já pagou mais barato pelo almoço em outras cidades, mas acredita que o preço no Município é “acessível”. “Creio que o valor esteja dentro das condições dos indaiatubanos. Se comparamos o preço da refeição com outros serviços, como transporte, saúde e educação, veremos que o valor não está alto”, opina.
Caro
Por outro lado, optar pelo almoço fora de casa pode custar caro, segundo os próprios consumidores. O metalúrgico Marcelo Caldeira, de 42 anos, confirma que nas cidades vizinhas o preço para almoçar fora de casa é bem mais barato. “Sem falar que em muitos pontos daqui a qualidade da comida não é compatível com o preço”, aponta.
O ótico Elias Paulino, de 40 anos, conta que trabalhou por um tempo em Campinas e lembra que o preço para almoçar era bem mais barato do que em Indaiatuba. “Na época, em Campinas, eu chegava a pagar de oito a nove reais no prato. Agora aqui o valor da refeição chega a R$ 16. Infelizmente quase tudo é mais caro em Indaiatuba”, lamenta.
Para o aposentado Gilberto Fachini, de 63 anos, o preço em média de R$ 19 por refeição seria o “adequado” no Município. “Acredito que o valor não é proporcional ao salário mínimo, por exemplo, com isso a refeição aqui em Indaiatuba torna-se um pouco ‘salgada’, principalmente para quem é obrigado a comer todo dia fora de casa”, ressalta.