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Creche conveniada volta para Prefeitura
Mudança deixará 35 funcionários desempregados após saída de administradora
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Atualizado em 06/02/2012 às 15h52Publicado em 03/02/2012 às 16h21Danilo Tezoto - cidades@tribunadeindaia.com.br
Funcionários da creche foram informados da mudança em reunião
Laís Fernandes/ACS-PMIFuncionários da creche foram informados da mudança em reunião
Mesmo sem revelar o que motivou a medida, a Secretaria Municipal da Educação anunciou esta semana que não vai mais deixar a Creche Professora Silvia Lúcia Silva Pinto sob a administração da Comissão Organizadora de Medicamentos Fraternos Imediatos (Comfi). A decisão não deve afetar o atendimento para as cerca de 200 crianças que fazem uso do espaço, mas vai acabar com o emprego de 35 funcionários que deixarão de atuar no espaço.

Embora a divulgação tenha sido feita apenas na terça-feira, dia 31 de janeiro, o anúncio oficial do desligamento da entidade aconteceu na tarde de sexta-feira, dia 27, quando a secretária municipal da Educação, Rita de Cássia Trasferetti, esteve na creche para fazer o comunicado.

Foi nesse dia que todos os trabalhadores ligados à administradora foram informados que estavam desempregados. “Se pudéssemos contratar todos os funcionários e conservar o mesmo quadro, nós faríamos, mas legalmente isso não pode acontecer, pois o fim do convênio prevê também o desligamento de todos os funcionários da unidade escolar”, revela a secretária, que ainda explica que todos os trâmites referentes ao desligamento dos funcionários demitidos serão tratados diretamente com os contadores da Comfi.

Ajuda
Como forma de tentar diminuir o prejuízo desses funcionários, a secretária declara “estar à disposição” de todos para ajudar a recolocá-los no mercado de trabalho, por intermédio de indicações para outras entidades e até para empresas terceirizadas da Prefeitura, como Nutriplus e Guima Conseco.

Questionada pela reportagem da Tribuna sobre como será feita essa ajuda para a recolocação dos profissionais e se existe uma parceria da secretária com essas empresas, Rita afirma que vai apenas indicar os nomes e que a pasta não possui qualquer tipo de convênio com empresas para empregar quem quer que seja.

Município
Durante uma reunião que contou com a presença dos funcionários, Rita revelou que a unidade passa a ser controlada diretamente pela Secretaria que, para conseguir suprir as necessidades dessa e de outras creches, já começou a convocação de 36 novas monitoras que foram aprovadas durante o concurso público realizado no ano passado.

Conforme determina o termo de desligamento do convênio, a Comfi tem até três meses para deixar a administração da creche. É esse tempo que será utilizado pela Educação para adaptar os novos contratados ao sistema de trabalho realizado na unidade.

Após passarem por um treinamento, os novos monitores vão, por um período não definido, trabalhar junto com os atuais funcionários da creche que serão os responsáveis por transmitir as informações relacionadas aos cuidados das crianças de quatro meses a 3 anos e 11 meses que são atendidas no local.

De acordo com o presidente da entidade, Rogério Antonio da Rocha, assim que os novos servidores forem contratados e treinados, os trabalhadores ligados à Comfi serão demitidos.

Motivos não são revelados por pasta
Como no dia do anúncio os motivos não foram revelados, a Tribuna questionou novamente a secretária Rita de Cássia Trasferetti sobre quais seriam as justificativas para o encerramento do convênio. Entretanto, mais uma vez a responsável pela Educação de Indaiatuba desconversou dizendo que “após diversas reuniões e conversas entre a Prefeitura e a entidade,  chegamos ao consenso que a Comfi não poderia mais administrar a creche”.

No ano passado, devido ao atraso no pagamento dos salários feito pela comissão, esses mesmos funcionários realizaram uma greve interrompendo o atendimento. Segundo Rita, a decisão de encerrar o contrário com a Comfi não possui qualquer tipo de ligação com este problema.

A secretária garante que o atendimento na creche não será interrompido por culpa dessa mudança, que não atrapalhará em nada os trabalhos realizados com as crianças.

Depois de ser convocada, a pessoa que foi aprovada no concurso tem entre 30 e 40 dias para apresentar os exames médicos para ser nomeada como servidor e poder começar a trabalhar.
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