Área coberta pelo matagal e cheia de lixo fica na antiga Rua 90, no Jardim Morada do Sol
Ana PolastriDona de casa reclama de abandono e desleixo de moradores em área no Jardim Morada do Sol
A situação de um terreno no cruzamento das ruas José Martinhão (antiga 90) e Martinho Lutero (antiga 73), no Jardim Morada do Sol, virou motivo de revolta para os moradores. Com a aparência de abandono, a área está tomada pelo mato e lixo. Tal situação vem preocupando os residentes, principalmente por conta da existência de animais peçonhentos.
Cansado de esperar por uma atitude do proprietário do terreno, o ajudante Virgílio Antunes de Oliveira Filho decidiu denunciar à falta de manutenção para a Tribuna. O ajudante relata que a situação precária do terreno vem desde o começo do ano passado, quando se mudou para a região.
Oliveira Filho lembra que desde que se mudou teve que se adequar à falta de limpeza na área e garante que ainda não viu qualquer manutenção ser feita no terreno. “O matagal já tomou conta do local. Para se ter uma ideia, o mato está tão alto que não dá para ver se existe meio fio na área”, relata.
No último mês, por conta das chuvas constantes, o mato cresceu e se aliou ao lixo jogado irregularmente por alguns moradores. Com todos os obstáculos e as bocas-de-lobo entupidas, o ajudante conta que não há para onde a água da chuva escorrer. “Ela fica toda empossada no terreno. Esses dias até carpi um trecho do local, mas mesmo assim a água fica parada, alagando a rua”, argumenta.
Porém, a maior preocupação dos moradores na região é quanto aos animais peçonhentos que surgem em decorrência do matagal e do lixo jogado na área. Os populares relatam que já avistaram a presença de cobra, rato, sapo e aranha. “Já tive várias espécies dentro da minha casa. A gente fica assustado, com medo de ser picado por uma aranha ou cobra”, relata a dona de casa Lurdes Messias de Souza, de 48 anos, que é vizinha do terreno há pelo menos 14 anos.
Lurdes conta que neste período em que mora no local, o terreno sempre teve problema com o lixo e com o mato alto. “Às vezes o pessoal vinha aqui, limpava, mas ainda não ficava bom. Mas essa manutenção não vem sendo feito há cinco meses”, lembra.
Os moradores contam que procuraram a Prefeitura, mas até agora a solução para a melhoria no terreno não foi encontrada. “A gente fica revoltado com esta situação, pois percebemos que a nossa região anda esquecida. Se a gente não pagasse nossos impostos em dia, podiam até falar que não tínhamos o direito de reclamar, mas não é o caso”, declara o aposentado Emiliano Vitor dos Santos, de 68 anos.
Prejudicados
Além do terreno malconservado, alvo de reclamação dos moradores, outra área ao lado vem colaborando para o cenário de abandono na região. O terreno fica bem na Rua Martinho Lutero, próximo a uma indústria automobilística.
Segundo os moradores, o local já virou ponto para descarga de restos de material de construção, móveis danificados, lixo domiciliar e até animais mortos. “O entulho e o lixo vêm de todos os lados. As pessoas aparecem aqui, descarregam o material e vão embora. Daí quem paga pela irresponsabilidade somos nós, que temos que nos acostumar com o mau cheiro e com o excesso de pernilongos”, lembra.
Para os moradores, uma equipe da Operação Cata-Bagulho poderia passar pelo local e retirar o entulho, para melhorar as condições na região. Porém, muitos reconhecem que a população tem que ajudar. “Também concordo que precisa fazer manutenção na área, mas a culpa é das pessoas que, mesmo com a placa proibindo jogar lixo, jogam”, lembra o foguista João Carlos Rodrigues, de 57 anos.
Prefeitura promete adotar providências para terreno
Diante da falta de limpeza nos terrenos, a Prefeitura informa que o Departamento de Fiscalização enviará uma equipe ao Jardim Morada do Sol para averiguar a situação dos dois lotes e tomar providências.
A administração municipal não soube informar se ambas as áreas são de sua propriedade ou se são particulares. Se for área particular, o responsável pelo lote será notificado para fazer a limpeza.
A Prefeitura informou ainda que a equipe da Operação Cata-Bagulho não é obrigada a recolher o entulho e móveis abandonados em áreas particulares. Se uma pessoa for flagrada jogando entulho ou lixo em terrenos particulares ou públicos é autuado em R$ 500.