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Cachorro é envenenado com chumbinho no Moradas de Itaici
Polícia Militar foi chamada ao local na sexta
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Publicado em 04/08/2010 às 10h39
Chumbinho colocado dentro de salsicha provocou mal-estar no fox paulistinha, que agora passa bem
Ricardo MirandaChumbinho colocado dentro de salsicha provocou mal-estar no fox paulistinha, que agora passa bem
O pequeno Tom, de 5 anos de idade, foi vítima de um crime na última sexta-feira, dia 30 de julho, no condomínio Moradas de Itaici. O fox paulistinha foi alvo de uma tentativa de envenenamento, ingerindo uma salsicha recheada com Carbamato Aldicarb, um raticida sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vendido ilegalmente no mercado e popularmente chamado de “chumbinho”. O cachorro foi levado ao veterinário para tratamento e se recupera em casa. A Polícia Militar chegou a ser acionada ao local e um Boletim de Ocorrência foi registrado por maus-tratos contra animais.

Segundo o proprietário do cachorro, o comerciante Wagner Alexandre Pistoni, de 37 anos, ele e a esposa estavam trabalhando quando receberam uma ligação de vizinhos. “Nos ligaram dizendo que o cachorro estava passando mal”, conta. “Quando chegamos em casa, vimos que ele estava vomitando muito, chorando e também vimos uma salsicha que estava cheia de chumbinho”, relata.

Rapidamente, Pistoni levou o animal ao veterinário. O cachorro foi medicado e ficou internado até o dia seguinte. O comerciante conta que Tom melhorou, porém, ainda apresenta sequelas devido à ingestão do chumbinho, como tremores musculares, latido diferente devido ao problema provocado na garganta e não defeca desde sábado.

No mesmo dia, ele foi até a Delegacia Central juntamente com a PM e registrou um BO do ocorrido na Polícia Civil. O comerciante não sabe dizer quem tentou envenenar seu animal e nem acredita que Tom fosse o alvo. “Não sabemos quem pode ter feito isso, mas eu acho que não era o Tom que a pessoa queria envenenar, acho que os alvos eram outros dois cachorros de uma casa vizinha que não ficam quietos durante a madrugada”, revela Pistoni.

Crianças
Além de ter seu animal de estimação afetado, Pistoni também temeu pelas crianças do bairro. “Nessa área tem muita criança pequena, eu mesmo tenho um filho de 9 anos, mas que não estava em casa”, alerta. “Pensou se alguma dessas crianças vê o chumbinho e resolve colocar na boca?”, completa o comerciante.

O caso também será investigado dentro do próprio condomínio. Segundo o síndico Carlos Roberto Beggo, já há suspeitas de quem possa ter envenenado o animal. “Nós sabemos que há uma testemunha que viu uma pessoa jogando a salsicha, dessa forma, vamos levar isso para o conselho do condomínio e, se comprovarmos a culpa, a pessoa terá que pagar multa, entre outras consequências”, conta.

O veterinário Juliano Castanheda, de 33 anos, atendeu Tom na sexta-feira e lembra do estado em que o animal chegou à clínica. “Ele apresentava sinais claros de envenenamento, estava com fortes tremores musculares e com bastante diarreia”, relembra.
De acordo com o veterinário, o chumbinho pode matar, dependendo da dose ingerida. “Há uma relação entre o tamanho e peso do animal com a dose que ele ingere”, explica. “O Tom não ingeriu a quantidade suficiente para levá-lo à morte, mas isso não é difícil de acontecer.”

De acordo com o veterinário, as sequelas que o animal ainda apresenta são normais depois de um processo de envenenamento. “Os animais que passam por processo de envenenamento apresentam tremores até 48 horas depois de medicados, com o tempo as sequelas vão diminuir e ele voltará ao normal”, cita.
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