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Empresa suspende projeto do porto seco
EcoRodovias, que faria o terminal, preferiu realizar novos estudos sobre viabilidade
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Atualizado em 01/04/2013 às 10h34Publicado em 28/03/2013 às 20h34Mariana Corrér - cidades@tribunadeindaia.com.br
Porto seco em Indaiatuba ajudaria a escoar a produção industrial e beneficiaria empresas locais
Eduardo TuratiPorto seco em Indaiatuba ajudaria a escoar a produção industrial e beneficiaria empresas locais
O projeto do porto seco de Indaiatuba está suspenso. A informação é da empresa que iria implantar o projeto na cidade, a EcoRodovias Infraestrutura e Logística. De acordo com a empresa, que até então não havia sido revelada, o projeto do Ecopátio Viracopos foi descontinuado por motivos que ainda não serão revelados.

O porto seco era a grande promessa da pasta de Desenvolvimento na cidade. O empreendimento traria maior facilidade para que as empresas instaladas e as que viriam para o solo indaiatubano pudessem receber a matéria-prima e transportar o produto até o cliente, já que, utilizando a Rodovia Santos Dumont (SP-75), que dá acesso a todos os distritos industriais da cidade, em menos de dez minutos o empresário está no aeroporto e, com menos tempo, estaria no Porto Seco.

O empreendimento estava planejado para um espaço de 70 alqueires, quase dois milhões de metros quadrados, na região da Fazenda Pimenta, local por onde hoje passa uma das únicas ferrovias de toda a região.

A criação do Porto, inclusive, como a Prefeitura sempre ressaltou, foi responsável pela vinda de diversas empresas para cidade. Porém, o processo de implantação sempre foi um mistério da administração, que nunca divulgou informações a respeito, a não ser de que o projeto estava parado por falta de licenças ambientais da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

Esta semana, questionada sobre a possibilidade de construção de um porto seco em Salto, a Prefeitura de Indaiatuba se limitou a declarar que o projeto indaiatubano estava em andamento e, pela primeira vez, divulgou o nome da empresa responsável, a EcoRodovias.

No entanto, em contato com a empresa, a Tribuna foi informada de que o projeto do porto seco local está suspenso. A assessoria de imprensa da EcoRodovias avisa que estão sendo realizados novos estudos sobre a viabilidade de implantação do empreendimento na cidade.

Informada do posicionamento da empresa, a Prefeitura, por sua vez, garante que o projeto do porto seco está em andamento e aguardando apenas a licença ambiental para iniciar as instalações.

Currículo
A EcoRodovias surgiu em 1997, da Primav Construções e Comércio Ltda., do Grupo CR Almeida, empresa com 50 anos de atuação no setor de construção pesada e responsável por importantes projetos de infraestrutura no Brasil.

A empresa tem, atualmente, a concessão da Rodovia dos Imigrantes e outras quatro rodovias.
O início da atuação do setor de logística intermodal da EcoRodovias veio em 2006, com a criação do Ecopátio Cubatão e o início das obras, seguida, em 2007, da concepção do Ecopátio Imigrantes, projetos similares ao que seria desenvolvido em Indaiatuba. Hoje são 15 centros de distribuição nas regiões sul e sudeste.

O grupo também tem participação na STP – SemParar/Via Fácil, empresa de meio de pagamentos eletrônicos, prestando serviços correlatos aos usuários de infraestrutura logística.

Empresários querem fazer Zona de Processamento em Salto
Juvenil Cirelli, prefeito de Salto, e a secretária Eliana Moreira
Eduardo TuratiJuvenil Cirelli, prefeito de Salto, e a secretária Eliana Moreira
Foi anunciado nesta semana que Salto pode ter também um porto seco. A Zona de Processamento Aduaneiro é uma intenção da MK Logística Ltda. e Emcla Administração e Participações.

Os empresários Marcos e Antonio Mansur são os idealizadores e aguardam autorização da Receita Federal para a outorga que sairá somente após um estudo encabeçado pelo superintendente.

Antonio contou à Tribuna que o projeto ainda não existe e, por enquanto, eles estão na dependência de uma aprovação para disponibilizar a área alfandegária. “Depois disso será aberta uma licitação pública, então não há a certeza de que nós é que vamos implantar o porto seco, diferente do que foi publicado na imprensa, somos apenas investidores em potencial”, afirma.

O empresário comenta que a ideia de implantar um porto seco em Salto surgiu na época em que vigorou um decreto federal que transformava esse tipo de projeto em um simples processo administrativo. “Não havia toda essa burocracia de licitações, era necessária apenas autorização da Receita, mas o decreto vigorou apenas por três meses e foi vetado”, lembra. “Nós fizemos um investimento milionário em Salto para esse projeto e agora temos essa incerteza, ficamos sem saber se poderá ser concretizado ou não”, lamenta, informando que, nesses três meses de vigor do decreto, três empresas conseguiram autorização para fazerem o porto, e todos já estão em operação.

Sobre a possibilidade de não dar certo o projeto em Salto e o porto seco de Indaiatuba realmente existir, Mansur é categórico em dizer que investiria na zona indaiatubana. “A intenção de investir em Salto é que é uma cidade com potencial e que nos acolheu bem, tem uma Prefeitura receptiva, área e estrutura, mas acredito que nossa região comporta mais de um projeto desses, e eles são necessários para desafogarem os outros meios de logística”, coloca.

Prefeitura
O prefeito de Salto, Juvenil Cirelli (PT), e a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Eliana Moreira, falaram à Tribuna que a expectativa para o projeto é “positiva”, principalmente por estarem recebendo várias empresas de logística na cidade. “Isso vem somar à cidade e favorecer nossa indústria”, declara. “A intenção mostra que Salto tem potencial para isso, é uma alegria e uma vitória para o município”, completa o prefeito.

Assim como o empresário, eles acreditam que a região tem capacidade para agrupar mais de um porto seco, e, por isso, o de Salto não iria interferir no projeto de Indaiatuba. “Temos mercado o suficiente para isso”, garante Juvenil.
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