Mostra anual abre com Don Camillo, comédia dos anos de ouro do diretor Julien Duvivier
DivulgaçãoFilme aborda a rivalidade entre Igreja e comunistas na Itália pós-Guerra
O Multiplex Topázio realiza este mês, em todas as quintas-feiras, o 10º Festival do Cinema Italiano. Como nas edições anteriores, a mostra traz filmes dos anos de ouro de Cinecittá e exemplares de sua produção recente, sempre com desvantagem para a última. Os clássicos deste ano são Don Camillo, de Julien Duvivier; Os Palhaços, de Federico Fellini; e Ontem, Hoje e Amanhã, de Vittorio De Sica. O contemporâneo é Almoço em Agosto, de Gianni di Gregório. O ingresso é um quilo de alimento não perecível que nas duas primeiras quintas será doado para o Clube das Mães Solidárias do Jardim Morada do Sol e nas duas últimas ao Lar de Velhos Emmanuel. As sessões acontecem às 15h e 19h30. No encerramento, dia 23, haverá show com Tatangelo executando músicas italianas.
Don Camillo, que abre o festival nesta quinta-feira, dia 2, é uma comédia de enorme sucesso que gerou uma série de sequências e uma refilmagem nos anos 80 com Terence Hill (o cowboy Trinity). No vilarejo italiano de Brescello, Don Camillo, o pároco, e Peppone, o prefeito comunista, estão sempre discutindo, mas secretamente, admiram-se mutuamente e nas situações graves e delicadas sabem unir forças e agir de comum acordo para o bem da comunidade e dos paroquianos. É baseado em um romance do escritor Giovanni Guareschi, se passa no Vale do Pó, na Lombardia, mas tem diretor e ator principal franceses. Julien Duvivier é considerado um dos cinco grandes do cinema clássico francês, junto com Jean Renoir, Rene Clair, Jacques Feyder e Marcel Carné, e Fernandel era um dos comediantes mais populares de seu país, mas o papel do padre Camillo o tornaria famoso no mundo inteiro. Aos dois se reuniu o italiano Gino Cervi como o prefeito comunista. Ironicamente esse bolonhês que começou a filmar nos anos 30, no final da vida encarnaria um dos personagens mais famosos da literatura francesa, o inspetor Maigret, de George Simenon.
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