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Viagem 2 é sequência ‘descontinuada’
Vendo o filme, mal dá para perceber: únicas ligações são o ator Josh Hutcherson e Julio Verne
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Atualizado em 06/02/2012 às 17h00Publicado em 03/02/2012 às 17h14Marcos Kimura - cultura@tribunadeindaia.com.br
Personagens percorrem cenários fantásticos criados em computadores
DivulgaçãoPersonagens percorrem cenários fantásticos criados em computadores
Viagem 2: A Ilha Misteriosa, chega esta semana ao Brasil e talvez muitos se perguntem: Mas é continuação do que? Na verdade trata-se da sequência de Viagem ao centro da Terra, de 2008, que tinha o ex-galã Brendan Fraser e o comediante Seth Meyers no elenco. Daquela produção, só restaram o garoto Josh Hutcherson no papel de Sean, e o escritor Julio Verne, que escreveu tanto Viagem ao centro da Terra e A ilha misteriosa nos quais os dois filmes são muito vagamente inspirados.

Filmado em 3D, o filme começa quando o adolescente Sean Anderson recebe um sinal de emergência de uma ilha que não deveria existir. Incapaz de impedi-lo de rastrear o sinal até a fonte, Hank (Dwayne Johnson, de Velozes e Furiosos 5 e O Escorpião Rei), o novo padrasto de Sean, embarca na aventura que irá levá-los ao Pacífico Sul e a um lugar que pouquíssimas pessoas já viram. Ou viveram para contar. É um lugar de incrível beleza, com formas de vida estranhas e ameaçadoras, vulcões, montanhas de ouro e vários segredos espantosos.

Junto com Gabato (Luis Guzmán, de Boogie Nights), o único piloto de helicóptero disposto a se arriscar na viagem, e sua filha, a bela e voluntariosa Kailani (Vanessa Hudgens, de High School Musical), eles partem para encontrar a ilha, resgatar seu solitário habitante humano e escapar antes que as ondas de choques sísmicos afundem a ilha, enterrando para sempre seus tesouros. Também participam Michael Caine (Batman, o Cavaleiro das Trevas e Regras da vida), como o avô de Sean; e Kristin Davis, a eterna Charlotte de Sex and the City, como a mãe do protagonista. O diretor Brad Peyton tem no currículo apenas Cães e Gatos 2: A vingança de Kitty Galore (2010), por sinal, outra sequência.

Usando Julio Verne como desculpa
Já que Zach Efron já era, o Sean de Josh Hutcherson tenta chegar na bela Vanessa Hudgens
DivulgaçãoJá que Zach Efron já era, o Sean de Josh Hutcherson tenta chegar na bela Vanessa Hudgens
Segundo os escritores, os eventos mostrados na tela são parcialmente baseados em A Ilha Misteriosa e Vinte Mil Léguas Submarinas (originalmente, a primeira parte da história), de Julio Verne, assim como algumas referências cruzadas de Robinson Crusoé, de Robert Louis Stevenson, e de As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. Ao contrário da maioria dos filmes baseados em livros, Viagem 2: A Ilha Misteriosa refere-se ativamente ao seu material de origem (ou pelo menos assim acham os produtores), que se torna parte da história. Richard Outten, que divide os créditos de roteiro com Brian Gunn e Mark Gunn, recorda: “Para mim, a ideia começou como um tributo ao meu avô e a alguns de meus livros preferidos da infância. Eu imaginei que os rumores da mesma ilha estranha e fantástica haviam inspirado três autores para que escrevessem seus clássicos de forma independente, uma teoria comprovada por um aventureiro de longa data e seu neto”.

Sean recorre a Verne várias vezes para verificar a topografia e evitar os maiores perigos. “Ao invés de lutar para sair de uma situação complicada, eles precisam usar a inteligência e a habilidade para resolver as coisas. Não há ‘caras maus’ para derrotar, apenas o tempo e os obstáculos que estão entre eles e o caminho de volta para casa”, explica Brian Gunn. Mark acrescenta: “Verne imaginou submarinos e viagens espaciais muito antes de que essas coisas existissem. Ele era um escritor de ficção que baseou suas ideias na ciência, mas era uma ciência à frente de seu tempo e é isso que as pessoas acham tão intrigante em seu trabalho”.

“Verne acreditava que o fantástico podia surgir a partir do mundo em que vivemos, o mundo real, que pode ser mais vasto e rico do que imaginamos, e nós usamos a mesma abordagem”, diz o diretor Peyton. “Quanto mais surreal for o ambiente que você cria, mais as regras do mundo real precisam ser definidas e respeitadas. O desafio é: como apresentamos coisas comuns de um modo drasticamente diferente de como nós as percebemos, tornando o familiar subitamente bizarro e imprevisível? Essa não é uma terra de fantasia distante de coisas incríveis existem na ilha, mas são coisas reconhecíveis, com proporções muito alteradas.”

“Não posso dizer que toda a ciência usada no filme seja verdadeira”, acrescenta. “Mas tomamos cuidado para que tudo começasse com alguma base na realidade.
Depois disso… fomos criativos.”
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