J. Edgar Hoover comandou o FBI com mão de ferro sob oito presidentes e atravessou três guerras
DivulgaçãoHoover (DiCaprio) ao lado de seu braço-direito Tolson (Armie Hammer)
Clint Eastwood dirige Leonardo DiCaprio no papel título de J. Edgar, cinebiografia do temido chefe do FBI, que nenhum presidente teve coragem de demitir. Fisicamente, ele tem muito pouco a ver com o protagonista de Titanic, e a maquiagem necessária para que ele ficasse vagamente parecido com o retratado gerou inúmeras críticas, e certamente pesou para que sequer fosse indicado ao Oscar, apesar dos diversos elogios recebidos.
J. Edgar Hoover era uma figura complexa e convincente, um homem que fascinou a América e cujo legado ainda pode ser sentido nos corredores do edifício do FBI que leva o seu nome. Ele foi o catalisador da ciência forense e o criador de um sistema de leis federais que não só transformou o país, mas continua relevante. Temido e reverenciado, o homem era uma dicotomia cujas vidas públicas e privadas geravam rumores e insinuações, mas graças à sua conhecida reserva, a questão sobre quem ele realmente era permanece em grande parte um mistério até os dias de hoje. Ele esteve à frente do FBI durante o mandato de oito presidentes, passou por três guerras e só deixou seu posto quando morreu em 1972.
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