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Adam Sandler vive o papel de gêmeos
Só que em Cada um tem a gêmea que merece, um irmão é homem e a outra é uma mulher
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Publicado em 10/02/2012 às 17h22Marcos Kimura - cultura@tribunadeindaia.com.br
Adam Sandler vivendo os papéis de Jill e Jack, irmãos gêmeos que não se dão
DivulgaçãoAdam Sandler vivendo os papéis de Jill e Jack, irmãos gêmeos que não se dão
Acontece com todo mundo e agora é a vez de Adam Sandler. Com Cada um tem a gêmea que merece, que chega ao Brasil esta semana, o comediante teve a menor bilheteria de sua carreira, desde que entrou para o primeiro time de Hollywood. Estão ali o diretor Dennis Dugan, que trabalhou com Sandler em Um maluco no golfe (1996), O paizão (1999), Eu os declaro marido e...
Larry (2007), Zohan, um agente bom de corte (2008), Gente grande (2010) e Esposa de mentirinha (2011). Está ali a beldade famosa, Katie Holmes (senhora Tom Cruise), que interpreta sua mulher/namorada – já foram Drew Barrymore (duas vezes!), Téa Leoni, Kate Beckinsale, Jessica Biel, Salma Hayek e Jennifer Aniston. E, acima de tudo, está lá o seu parceiro e amigão Rob Schneider, possivelmente o comediante mais sem graça do mundo, e pode incluir aí o Zorra Total, a Praça é Nossa e Pânico na TV.

Sandler interpreta o publicitário bem-sucedido Jack, que teria a vida perfeita se não fosse Jill, sua irmã gêmea. Todo ano, ele se vê obrigado a tolerar a visita, no Dia de Ação de Graças, de sua irmã opressiva, que não demora muito para deixar sua vida de pernas para o ar. Quando a intrusão de fim de semana se estende para um mês, começam as brigas, provocações e discussões típicas dos irmãos gêmeos. E quando tudo parece indicar que Jill nunca mais irá embora, Jack recorre às suas artimanhas na esperança de que ela retorne ao lugar onde ele a ama mais: do outro lado do país.

O filme teve como atrativo ainda a participação de Al Pacino, fazendo ele mesmo. O maior cliente de Jack, a rede Dunkin Donuts, exige que ele contrate Pacino para fazer o comercial de um novo café, Dunkaccino. Como fazer isso? Será que o lendário ator faz comerciais? E a sua empreitada se complica ainda mais quando ele descobre que Pacino está passando por uma crise nervosa e parece ter perdido o juízo. Após encarnar tantos personagens, ele está começando a confundir seus papéis com a realidade e se comportando de forma cada vez mais errática. Quem consegue uma aproximação com o ator é Jill, que o conhece numa partida de beisebol. Como está prestes a interpretar Don Quixote, em seu delírio, Pacino vê a si mesmo como o Cavaleiro de La Mancha e Adam Sandler travestido como sua Dulcinéia. Triste final de carreira para um dos maiores atores de cinema da segunda metade do século 20.

Star Wars Episódio 1 tem relançamento mundial em 3D
Qui-Gon (Liam Neeson), Anakim (Jake Lloyd) e Obi -Wan (Ewan Macgregor) se encontram no planeta Tatooine
DivulgaçãoQui-Gon (Liam Neeson), Anakim (Jake Lloyd) e Obi -Wan (Ewan Macgregor) se encontram no planeta Tatooine
Na onda de relançamentos em 3D chega esta semana aos cinemas de todo o mundo Star Wars Episódio 1 – A Ameaça Fantasma. Na verdade, é o mais fraco de toda a saga, prejudicada pelo ator mirim, Jake Lloyd, tão fraco que depois disso nem seguiu carreira.

Alguém ainda não conhece a história? Deve ter, porque senão não fariam este relançamento.
Os mestre jedi Quin-Gon Jinn e seu padawan Obi-Wan Kenobi estão escoltando a rainha eleita Amidala de volta ao seu planeta, após um atentado às vésperas de seu discurso diante do Senado da República Galáctica. Eles são obrigados a descer no remoto planeta Tatooine para consertar a nave e é quando conhecem o garoto Anakin Skywalker, um escravo junto com sua mãe que constróis pods de corrida e dróides nas horas vagas. Quin-Gon percebe o potencial do garoto, e resolve apostar nele para conseguir as peças que precisa para fazer sua espaçonave voar rumo a Naboo, onde a Federação de Comércio tomou a capital na tentativa de forçar um acordo com Amidala. Uma vez em seu destino, os jedis, Amidala, Anakin e a estranha espécie de Jar Jar Binks – um dos personagens humorísticos mais sem graça já criados – enfrentam os dróides da Federação pela libertação de Naboo.

Nos papéis centrais estão Ewan Macgregor como Obi Wan, a muito jovem Natalie Portman no papel de Amidala, Liam Neeson como Quin-Gon, Ian McDiarmid como o Senador Palpatine (e futuro Imperador) e o até então dublê Ray Park estreando num papel de verdade como o sith Darth Maul.

Há diversas participações ilustres, como Terence Stamp fazendo o chanceler Valorum, a atriz sueca Pernilla August (famosa na época por causa de As melhores intenções) como a mãe de Anakin, Samuel L. Jackson assumindo o jedi Mace Windu só por ser fã da série e, algo pouco conhecido, a futuramente famosa Keira Knightley  como a dublê de Amidala, Saché. A diretora Sofia Coppola também faz uma ponta como um das camareiras da rainha. (Marcos Kimura)

Numa galáxia muito distante...
O dublê Ray Park estreou como ator vivendo o perigoso sith Darth Maul
DivulgaçãoO dublê Ray Park estreou como ator vivendo o perigoso sith Darth Maul
“Há muito tempo atrás, numa sala que não existe mais...” O prequel da trilogia clássica Guerra nas Estrelas – como era conhecida no Brasil até então – teve pré-estreia em Indaiatuba – como em todo o planeta – à meia-noite de uma quinta para a sexta-feira, como já virou comum hoje em dia nos filmes mais aguardados. O ano era 1999, a sala era o acanhado Cine Topázio que ficava no térreo do Shopping Jaraguá, na antiga entrada da Rua Humaitá, e este repórter estava lá. Estava também na fila da primeira sessão do Star Wars original no Cine Regente, em Campinas, há cerca de 34 anos luz atrás.

Acho que só um episódio do seriado That’ 70s Show conseguiu ilustrar aproximadamente o que foi o impacto do filme de George Lucas para os adolescentes da época. Às vésperas do Bug do Milênio, assim como hoje estamos nos últimos meses antes do apocalipse Maia, já adulto e conhecendo muito mais de cinema, a expectativa também era grande. Claro que foi uma decepção.

George Lucas, no entanto, conseguiu que uma nova geração se apaixonasse pela saga dos Skywalker, se permitindo a fazer acréscimos, melhorias e polêmicas revisões na trilogia de 1977-1983, que geraram protestos e piadas entre os nerds (“Se demorar mais um pouco, George Lucas vai mexer no filme de novo” – The Big Bang Theory).

Agora, a moda do 3D proporcionou uma boa desculpa para levar a saga estelar de volta à telona. A pergunta que não quer calar é: Vale à pena pagar pelo ingresso para ver a corrida de pods e algumas lutas com sabre de luz em três dimensões? Para fanáticos e os muitos iniciantes na mitologia jedi, poder até ser. E também para cinéfilos, que vão conferir o que foi que George Lucas mudou dessa vez.
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