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Em Pauta - Dia 7 de Janeiro
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Publicado em 09/01/2012 às 12h09Danilo Tezoto - cidades@tribunadeindaia.com.br
Me dá um nome?
Não era para ser assim e não foi para isso que a população de Indaiatuba elegeu os vereadores locais que ocupam as 12 vagas da Câmara. Mas um levantamento realizado pela Tribuna e publicado nesta página mostra que 44% de todos os projetos de lei apresentados pelos parlamentares locais em 2011 teve apenas um objetivo: dar nome às ruas da cidade e conceder títulos de cidadão honorífico. Será que não existe nada mais importante acontecendo no Município que necessite da atenção dos parlamentares? Não seria melhor criar uma comissão de nomenclatura e deixar os vereadores se preocuparem com a saúde, educação, segurança, entre outros?

Partido Preocupado
Dentre os 13 vereadores que passaram pela Câmara no ano passado, os dois mais preocupados em não deixar as ruas da cidade sem nome e ninguém sem ser homenageado pertencem ao PP e PSB. Dos 11 projetos do vereador Adalto Missias de Oliveira, nove tem esse cunho, enquanto oito dos dez apresentados por Hélio Alves Ribeiro têm o mesmo foco. É muito trabalho.

Ajudante geral
A situação só acontece devido ao pensamento da maioria dos parlamentares locais ser muito pequeno, ao ponto de acharem ser muito mais importante ajudar a população de forma direta e individualizada do que fazer algo que possa vir a beneficiar toda a população. É que assim é mais fácil de ser lembrado pelo indaiatubano na hora de pedir voto com a famosa frase: “Esse aqui é o vereador que fez aquilo pra você”. Lamentável.

Presidente
Os nomes que vão disputar a eleição municipal deste ano para vereador ainda nem foram definidos, a eleição só acontece em outubro, mas, mesmo sem saber quais serão os escolhidos pela população, parece que uma coisa já está certa. O próximo presidente da Câmara será o atual vereador Fábio Marmo Conte (PSB). Pelo menos é isso o que ele vem propagando para todos os lados. É ver para esperar.

Motivação
Eduardo Turati
Não que o “antes tarde do que nunca” não seja bem vindo nessa situação, mas foi no mínimo uma enorme coincidência a ação de combate ao cerol da Prefeitura ter autuado duas pessoas exatamente no dia em que a Tribuna publicou uma reportagem mostrando que dois motociclistas foram atingidos por linhas com cerol e tiveram os pescoços cortados (foto).

Preocupação
Embora existam leis que proíbam o uso do cerol, um fato que não pode ser ignorado é que, em ambos os casos, os motociclistas só colocaram a antena de proteção, que custa R$ 15, depois de terem entrado para a estatística de vítimas do material cortante e da linha. Tomara que isso sirva de exemplo para todos os que, independente do motivo, utilizam as motos no dia-a-dia.

Fiscalização
Mas não basta a Prefeitura olhar, o motociclista se precaver, se os pais dessas crianças não se atentarem para o fato e passarem a fiscalizar o que os filhos estão fazendo. Se é impossível estar 24 horas por dia ao lado das crianças, é função desses pais olharem como e com o que os filhos estão saindo de casa e mostrar o perigo que uma brincadeira pode causar aos outros.

Muito tempo
Para asfaltar 2,5 quilômetros da Estrada do Fogueteiro, a empresa que venceu a licitação terá um ano para fazer o serviço, tempo determinado pelo governo do Estado, que está bancando quase todo o trabalho. Embora a ajuda seja bem vinda, será que não existe como o Município solicitar que seja feito em menos tempo? Afinal, 12 meses de obras no local deve causar bastante transtorno aos usuários da via.

Cobrança
Embora pareça ser um pouco tardio, o protesto contra o aumento da tarifa de ônibus é uma ação válida e que deveria ser mais utilizada pela população. Ao invés de ficar reclamando para o vizinho, que vai resolver absolutamente nada, é importante que o indaiatubano saiba como, onde e para quem reclamar, mesmo sabendo que às vezes isso não terá o efeito desejado.
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