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Diretor de futebol do Primavera desmente contratação de técnico
Ivo Secchi afirma que negociação com José Luis Drey não está fechada
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Atualizado em 23/01/2012 às 16h55Publicado em 20/01/2012 às 17h02Mariane Belasco - esportes@tribunadeindaia.com.br
O técnico Zé Luis conversa com o elenco do São Bento, em 2010
Assis Cavalcante/Agência Bom DiaO técnico Zé Luis conversa com o elenco do São Bento, em 2010
O que parecia ser o início da estruturação de um time para a temporada deste ano já virou desentendimento no Primavera. Depois de o diretor de futebol do clube, Ivo Secchi, afirmar que estava com a negociação aberta para contratar o treinador José Luis Drey e o preparador físico Maurino Boto, o técnico em questão se antecipou e declarou que o contrato estava fechado. Com informações desencontradas, a confusão foi armada e o suposto futuro comandante do Fantasma foi desmentido pelo diretor do clube.

De acordo com Secchi, o treinador apresentou interesse em vir para Indaiatuba e na última semana foram feitas duas reuniões para acertar condições impostas pelo profissional. Porém, a definição oficial deve sair na próxima segunda-feira, dia 23. “Eu já o conhecia como atleta e foi indicação minha. Estar encaminhado não é sinônimo de estar contratado”, enfatiza.

Mas ao contrário do que afirma o dirigente, em entrevista à reportagem da Tribuna, Drey, num
primeiro momento, afirmou que o contrato estava fechado e que ele se apresentaria para dar início aos trabalhos no time no dia 7 de fevereiro. O treinador ainda falou das expectativas e fazia planos para o comando da equipe no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. “Está vindo uma competição difícil e nós vamos em busca do acesso”, ressaltou.

Com as declarações do treinador, Ivo Secchi se impôs e voltou a reafirmar que o Primavera não fechou com ninguém. Resultado: José Luis Drey voltou atrás em suas declarações e afirmou que faltam ainda alguns acertos para que a transação seja concluída. “Está bem encaminhado e a chance de não dar certo é de cerca de 10%. Preciso resolver um problema pessoal que pode me impedir de ir para Indaiatuba”, justificou Drey. “Até domingo devo resolver isso e pedi este tempo para ele (Secchi).”

A falta de comunicação fez com que Secchi tivesse uma postura radical com as declarações que o colocaram contra a parede. “Ele é meu amigo e tudo mais. Já trabalhei com ele quando era jogador, mas falei para ele: não comece com mentira! Estar 90% negociado não é 100% de certeza. Ele não é da cidade e depois, se não der certo, quem fica mal sou eu”, declarou. “Acho que na cabeça dele, acreditou que se falasse que estava contratado ninguém iria voltar atrás, e não é bem assim. Agindo dessa forma eu é que acabo mal com as declarações dele”, argumentou Secchi.

O presidente do clube, Mário Sergio Petrini Matsumoto, prefere não interferir no caso e diz que somente “assiste de longe” a negociação. “Quem está cuidando disso é o Tadeu Leite e o Ivo Secchi. Então eu deixo para que eles estruturarem a comissão técnica”, desconversou o presidente.

Carreira
Drey tem 39 anos e é de Sorocaba. Começou como jogador no Atlético de Sorocaba e passou como zagueiro no Bellmare, do Japão; Mogi-Mirim; Ituano; Apuracarana e Joinville. Seu histórico como técnico teve início no Ituano, em 2006, quando livrou o Galo do rebaixamento na Série C. Também atuou no São Bento, na Ferroviária e no Marília.

Fantasma vira ‘laranja’ do Santos
Gerson Magrão, com a camisa do Dínamo de Kiev, é pretendido pelo Santos com mãozinha amiga do Primavera
ReproduçãoGerson Magrão, com a camisa do Dínamo de Kiev, é pretendido pelo Santos com mãozinha amiga do Primavera
O início do ano é sempre cheio de transações e conversas para os grandes clubes, que buscam estruturar e reforçar seu time para enfrentar a nova temporada. Porém, esta semana, algo bem inusitado chamou atenção da mídia e os holofotes se voltaram para a contratação do volante Gerson Magrão, ex-Dínamo de Kiev, da Ucrânia, previsto para reforçar o Santos.

Em litígio com o seu ex-clube, o jogador em questão ganhou o direito na Fifa para voltar ao Brasil. Por isso, precisa estar registrado em outro time para que os ucranianos liberem sua documentação. Mesmo com rumores de que o time da Baixada Santista está em negociação com Magrão e que começaria a treinar na próxima semana, o Peixe não quis trazê-lo diretamente para se resguardar de um possível futuro imbróglio jurídico com a Fifa.

A saída encontrada pelo empresário do meia, Allison Costa, foi negociar com o Primavera registrando-o na Federação Paulista de Futebol (FPF) pela equipe indaiatubana, o que foi confirmado pelo cartola Mário Sérgio Matsumoto, que se orgulha desta transação “inédita”. “Fizemos a repatriação dele. É uma conquista para o Primavera estar em todos os noticiários esportivos do País. É importante demais e estamos tendo retorno”, diz o presidente, que não quis revelar quanto o clube vai ganhar com o “negócio”.

Segundo Matsumoto, o registro foi como “uma troca de favores”, além da demonstração de “confiança” que o empresário do jogador depositou na diretoria. “Eles precisavam de um clube para ficar no Brasil e apesar de todo o desgaste é muito bom para nós”, justifica.

Sobre os riscos de usar o time indaiatubano como “laranja”, Matsumoto rebate. “Não somos barriga de aluguel. É uma oportunidade única e inédita para o Primavera”, salienta.

Complicação
Para posteriormente repassar Gerson Magrão ao Santos, o Fantasma terá que solicitar ao Dínamo um Certificado Internacional de Transferência. Mas, se quiser complicar a “jogada”, o ex-clube pode segurar o documento por até 30 dias, retardando a transferência.

O diretor de futebol do Primavera, Ivo Secchi, se restringe a dizer que o time está tendo “visibilidade nacional, porém, isso não é tudo”. “Prefiro muito mais que seja reconhecido pelo futebol dentro de campo e ganhe notoriedade com o intuito que temos de fazer a equipe crescer nas competições”, cutuca.
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