Cada um com seus pobrema
No último final de semana fui ver Marcelo Médici (foto) em seu espetáculo Cada um com seus pobrema, que ficou em cartaz na Excalibur, no distrito campineiro de Sousas. É impressionante que uma cidade com mais de um milhão de habitantes não tenha um teatro em condições – o Castro Mendes está fechado para reforma ad eternum e o do Centro de Convivência está caindo aos pedaços. Assistir a uma peça de uma hora e meia em cadeiras de espaldar alto, colocadas na pista da casa de eventos lembrou os tempos em que o Indaiatuba Clube e o Clube 9 eram improvisados para receber Chico Anisyo, Ari Toledo, Tom Cavalcante, entre outros. Nossa cidade era, então, muito menor e vivia à sombra de Campinas e mesmo Itu. Atualmente, temos um teatro público e outro privado – ambos subutilizados, é verdade – mas muito mais confortáveis que as opções de Campinas. Algumas produções têm optado pelo nababesco Teatro Municipal de Paulínia, mas arrastar o campineiro até lá não é fácil. É pena, considerando o papel da sede da RMC como referência cultural para as cidades vizinhas. O alento é que o teatro do Shopping D. Pedro, rebatizado de Teatro Amil, reabre este mês reformado, com a montagem de Ligações Perigosas, que terá Maria Fernanda Cândido como a Marquesa de Merteuil, papel que já foi de Jeanne Moreau, Glenn Close e Annette Bening no cinema.
Campinas Decor
A organização da edição 2011 da Campinas Decor fez o lançamento da mostra na última quarta-feira, dia 2, na Estação Cultura (foto), antiga estação ferroviária da Fepasa, tombada pelo Patrimônio Histórico, localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, na região central da cidade. O evento acontecerá de 29 de abril a 12 de junho. O início das obras de preparação da mostra foi oficializado com a presença das diretoras do Grupo Campinas Decor, Stella Pastana Tozo e Sueli Cardoso, da secretária municipal de Cultura de Campinas e presidente do Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas), Renata Sunega, da coordenadora setorial de Patrimônio Cultural, Daisy Ribeiro, de expositores e patrocinadores. Em seu 16º ano, a Campinas Decor terá uma área total construída de 5,5 mil metros quadrados, dividida em 62 ambientes internos e externos, que serão executados por arquitetos, decoradores e paisagistas de toda a região. A preparação do evento consumirá R$ 10 milhões em investimentos, divididos entre a organização, expositores, patrocinadores e fornecedores. Desse total, estima-se que de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões sejam aplicados nos serviços de conservação do prédio (revestimentos de pisos e paredes, conserto do telhado, reforma das redes hidráulica e elétrica, pintura, reformas dos banheiros, recuperação da fachada do prédio e conserto de portas e janelas), revertendo-se em benefícios ao patrimônio público do município. A expectativa da organização é atrair um público de 35 mil pessoas, o que representa um aumento de 10% em relação ao registrado na edição 2010. A Campinas Decor 2011 deve gerar cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos no período de obras e outros 150 durante a realização da mostra.
15 anos sem Mamonas
Há 15 anos, completados no último dia 2, os Mamonas Assassinas deixavam a vida para integrar permanentemente o repertório das bandas cover em todo o Brasil. Em maio, será lançado Mamonas Pra Sempre, o primeiro e único filme oficial sobre um dos maiores fenômenos midiáticos já vistos no Brasil. Com direção e produção de Cláudio Kahns, o documentário revela os bastidores dos Mamonas com material inédito, gravado pelo próprio grupo. Foram apenas 7 meses, de julho de 1995 a março do ano seguinte, com mais de 3 milhões de CDs vendidos no Brasil, ganhando o Disco de Diamante. Ainda hoje, Os Mamonas tem 2 milhões e meio de fãs em comunidades das redes sociais.