Comida di Buteco
Pelo segundo ano consecutivo, Campinas está sediando o Comida di Buteco, concurso gastronômico que escolhe o melhor boteco da cidade e tem como objetivo promover comidas típicas e estabelecimentos de pequeno e médio porte que mantêm vivos os pratos mais tradicionais da cultura regional. O evento foi originalmente criado em Belo Horizonte, onde completou uma década e atrai turistas do mundo inteiro, e no ano passado movimentou mais de R$ 42 milhões em todas as cidades onde foi realizado. O evento campineiro vai até o dia 8 de maio. Em todos os botecos haverão urnas lacradas, onde os frequentadores depositarão as cédulas com seus votos, dando notas para o sabor do tira-gosto (70% do peso do voto), a temperatura da bebida (10%, seja ela qual for, cerveja ou refrigerante, por exemplo), higiene do ambiente (10%) e atendimento (10%). “É importante lembrar que o voto só será validado se a pessoa preencher completamente a cédula, incluindo o nome e o RG”, reforça o gastrônomo Eduardo Maya, criador do Comida di Buteco. “A aferição dos votos é extremamente séria e realizada pelo Instituto Vox Populi”, completa. Além do voto popular, ainda existe um corpo de jurados, que só será revelado ao final do evento, composto por jornalistas, chefes de cozinha, donos de restaurantes e botequeiros. Cada jurado irá a três botecos e só se identificará ao dono após terminar sua visita. O concurso traz também uma surpresa para os garçons e para os próprios donos de bar que atendem diretamente a sua clientela: o botequeiro misterioso, que vai aos botecos e, sem se identificar, vai provar o petisco. Se o garçom, ou o dono do bar, atendê-lo bem, oferecer o petisco que concorre no concurso e incentivá-lo a votar corretamente, na hora ele é premiado com R$ 20. Entre os critérios de seleção dos estabelecimentos, destaca-se o fato de o dono do bar ter que trabalhar no boteco, considerado essencial, pois o proprietário é a cara da casa, da familiaridade, e se o boteco tem tira-gostos e pratos de raiz. Os escolhidos não pagam nada para participar do evento, apenas se comprometem a ter o petisco para oferecer aos clientes durante os dias do concurso, estimulá-los a votar e colocar o material promocional do evento no ambiente. A lista dos dez primeiros colocados é divulgada e os quatro últimos, assim como acontece em campeonatos de futebol ou concurso de escolas de samba, são “rebaixados”. Os 20 botecos selecionados são 1º de Abril (Jardim Chapadão); Bar da Coxinha (Barão Geraldo); Bar É Du Bambu (Jardim Guanabara); Bar do André o Rei do Mé (Vila Industrial); Bar do Bigodi (Vila Nova); Bar do Cação (Taquaral); Bar do Carioca (Bonfim); Bar do Gérson (Jardim Chapadão); Boteco do André (Joaquim Egídio); Bar Esquinão (Sousas); Bar Preste Atenção (Vila Itapura); Candreva (Jardim Proença); Trem Mineiro (Paulínia); Cultura de Bar (Bonfim); Edu Pizza Bar (Jardim Guanabara); Ponto 1 (Barão Geraldo); Buteco Rancho São Joaquim (Guanabara); Rei do Joelho (Guanabara); Bar do Cachaça (Vila Industrial); e Vila Bambu (Vila Nova).
Sinfônica de Campinas
Sábado, às 20h e amanhã às 11h, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) realiza mais um concerto oficial, no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes. Sob a regência de Tobias Volkmann, a OSMC apresentará a abertura da ópera A Flauta Mágica, KV 620, de Wolfgang Amadeus Mozart (foto); a Sinfonia em si menor Inacabada, D. 759, de Franz Schubert; e a Sinfonia nº 38 em ré maior Praga, KV 504; também de Mozart. Afirma-se que com A Flauta Mágica Mozart teria prestado um tributo à maçonaria, à qual tanto ele como Schikaneder eram ligados. De fato, símbolos maçônicos são recorrentes na obra e se manifestam já nas primeiras notas da abertura. As personagens também seriam alegorias maçônicas. O primeiro motivo em Allegro, um fugato, foi emprestado de uma sonata para piano de Muzio Clementi (1752-1832). Já a Inacabada é a peça mais famosa de Schubert, protótipo do artista romântico desajustado, isolado e pobre. Há diversas especulações e nenhuma conclusão sobre a razão de esta sinfonia ser inacabada, ou seja, ter apenas dois movimentos e não quatro como era o padrão. Certamente não se deve à morte do compositor que ainda viveria seis anos, nem a um desejo de criar um novo tipo de sinfonia ou falta de inspiração, já que sua produtividade era intensa. Historicamente a Sinfonia Praga está situada entre duas óperas: As bodas de Fígaro e Don Giovanni e está impregnada deste gênero. Foi escrita em apenas três movimentos e, ao contrário do padrão, não apresenta um minueto e trio. Os ingressos para o concerto custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada para estudantes, aposentados e maiores de 60 anos). A bilheteria do Centro de Convivência Cultural funcionam das 16h às 21h de quarta a sábado, e no domingo a partir das 10h. Informações: (19) 3232-4168.