Optar é poder escolher e a maioria das pessoas entende que não possuem opções. Grande engano. Todos, sem exceção, temos escolhas.
O grande obstáculo para fazê-las é que nem sempre as que estão ao nosso alcance e poder de decisão contemplam tudo que gostaríamos. Queremos sim que as decisões sejam cheias de regalias e nenhum incômodo ou peso de responsabilidade. Portanto, quando esse é o critério, normalmente depende dos outros envolvidos e não de quem vai optar.
Nas empresas é mais que comum pessoas não corresponderem aos seus deveres alegando que não havia condições para resolverem os obstáculos existentes. Na verdade, não existiram as condições ideais, e as condições reais exigiriam muito esforço do responsável. Exemplo muito comum, gerentes comerciais justificam o não atingimento de suas metas porque seu diretores não aprovaram o plano de visitas em função do corte de gastos. Quando analisado os empecilhos, descobre-se que eles não queriam de fato se locomover utilizando-se dos veículos da empresa que seus vendedores se utilizavam, pois ficariam vinculados ao horários do vendedores, não podendo retornar antes. Alguém disse a eles que um gerente tem que ir apenas à negociação principal e vir embora, afinal eles não são mais vendedores.
Quantos relacionamentos persistem, mesmo que infelizes, pois um deles não admite que o outro não irá deixar determinado comportamento ou vicio e, portanto, vive a sofrer e a acusar o outro pelos seus tormentos. Diz que não suporta mais, porém continua a manter o relacionamento, pois tem nele algum benefício, nem que seja dizer que não está só, sem ter alguém para compartilhar. Compartilhar o quê? Só se for a infelicidade.
É verdadeiro que para muitos há a responsabilidade assumida de uma família, de contextos que os prendem aos compromissos assumidos, mas mesmo assim ainda há opções. É preciso que haja sim uma disposição de assumir os desconfortos e enfrentar a busca do que realmente lhe será mais adequado.
Quantos casais reclamam de seus pais interferindo na educação de seus filhos, porém continuam a deixar seus filhos com eles, não só por causa de trabalho, mas também para poderem passear e relaxar, afinal de contas, não são de ferro e trabalham muito! Precisam desse tempo para si, e ficam os filhos com os avós intrometidos.
Casais que continuam morando e sofrendo verdadeiras interferências de seus pais, quando já teriam condições de pagar um aluguel e residir sozinhos, independentes. Detalhe, como ficaria a prestação do carro novo e os passeios que se quer dar?
Esses são apenas alguns exemplos que demonstram existir opções desde que se queira assumir realmente o rumo de suas vidas. E a opção pode ser inclusive permanecer como se está, assumindo os inconvenientes e então, não mais reclamando ou jogando a culpa para a vida das consequências de suas escolhas.
Quantas pessoas hoje formadas e muito bem posicionadas na vida são até não acreditadas quando dizem que não tiverem ajuda de ninguém para poder estudar. Pais muito pobres ou já não existentes, mas que se determinaram a ir em frente com seus próprios recursos. Muitos trabalharam dias seguidos, sem finais de semana para pagar seus estudos.
Mesmo em cursos que exigia período integral, pessoas que quase não dormiam, enfrentaram fraquezas, anemias e outras doenças, mas hoje exercem suas profissões com muito orgulho. Observação, normalmente essas pessoas são consideradas cruéis, pois são muito exigentes com os que fazem parte de seu meio de trabalho. Sabem por quê? Porque dão valor a cada minuto e não aceitam o deixar para depois, o fazer em ritmo lento, o esperar acontecer.
Opção. Temos que fazê-las a cada momento. Desde o que regerá nossa vida até o líquido que iremos tomar na refeição que se apresenta. Assumi-las e fazê-las sem querer benesses.